segunda-feira, 21 de dezembro de 2009

Liberdade ou amor?

Tenho de concordar com o Agostinho da Silva quando disse que o amor ao próximo sempre foi a causa de muitas desgraças, que se deve apenas amar a liberdade de cada um.

Provavelmente o maior bem que nos pode ser feito é aquele que pudermos fazer por nós próprios, sabendo que é velada a nossa liberdade.

Isto leva-me a pensar que a suprema dádiva da Humanidade talvez não seja o amor, mas a liberdade.

Ou talvez não seja uma distinção entre amor e liberdade, mas a explicação definitiva do que é amor.

Pensarei mais nisto daqui para a frente.

domingo, 20 de dezembro de 2009

Eu não estou triste

Eu não estou triste
Estou feliz de amor,
Que amar dói
Mas compraz.
Causa-me isto,
Uma confidência feminina
E o beijo da aurora
A paixão do passado
E a esperança do futuro.

As solas dos teus pés

Não me mostres as solas dos teus pés,
que são de uma nudez desarmante.
Afogo-me na tentação
de ter-te na palma da minha mão.

Conhecer-te-ia assim,
à volta e através.
Mas guarda para ti
as solas dos teus pés.

domingo, 6 de dezembro de 2009

A questão muçulmana

Discriminação contra muçulmanos na Europa.

Não sei até que ponto os muçulmanos europeus, natos ou integrados, são moderados. Sei que convém não esquecer que o Ocidente e o Islão dialogam a partir de um plano diferente de entendimento. O islão duro arroga-se adequado a todos os aspectos da sociedade e das interacções humanas. Por isso não sei até que ponto não seria um perigo para a ordem social que conhecemos se não houvesse alguma resistência ao Maometismo por parte do Ocidente.

São inegáveis as patifarias quotidianas (discriminação do sexo feminino, notoriamente) que essa ideologia impõe nos países de maioria muçulmana. Espero que nunca ninguém peça a alguém para aceitar crimes. Eu não admito tal regime.

sábado, 5 de dezembro de 2009

Playboy de Dezembro

Homenagem a Ricardo Araújo Pereira faz capa da Playboy.

Não é o fim do mundo. Mas também não parece muito apropriado. É que tal capa contorna completamente a razão de ser da revista. Nem sei, até, se não poderá ser considerada uma espécie de quebra de compromisso com o leitor. Capa original ou não, personalidade meritória ou não, não é bem uma coisa destas que se espera da revista Playboy. Creio que a essência da publicação foi aqui beliscada. Penso que se pode dizer que, no que toca à profunda natureza da revista, esta capa é uma nulidade.

quinta-feira, 3 de dezembro de 2009

Legendagem/dobragem

Dobragens em Portugal.

Os trabalhos de dobragem em Portugal são dos melhores que se fazem no mundo. Porém devem ficar limitados ao sector da animação e pouco mais, por razões que apontarei mais abaixo.

Em relação a animação tenho óptimas recordações de algumas séries dobradas que ficarão comigo até ao fim. Vozes em contextos de aventuras que ficaram no meu imaginário (também do tempo em que os desenhos animados se aproveitavam, mas isso é outra história, fica para outra altura). Houve muitas séries, mas dou só o exemplo das Fábulas da Floresta Verde.

Aproveito para agradecer aqui a todo o trabalho que esteve por trás da dobragem das séries de animação que tão boas recordações me deixaram. Foram parte da boa infância que tive. Alguns envolvidos nesses trabalhos já faleceram (Canto e Castro, Pedro Pinheiro...). Um bem-haja a todos.

Portanto, é importante continuar o nobre trabalho de dobragem para as crianças, aliado a séries de qualidade. Certamente que isso será uma feliz referência de infância para adultos no amanhã.

No entanto (é aqui que entra uma das vantagens das legendas) também havia outras séries infantis legendadas (talvez para crianças um pouco mais velhas), como os Transformers em que, pelo menos para mim, foram importantes em termos de aprendizagem, já que foi aí que aprendi a pronúncia e o significado das minhas primeiras palavras em inglês.

Em tudo o resto (filmes, séries, etc.) não se justifica dobragens e até considero desaconselhável. Com legendagem parece-me que o aspecto cultural (e a qualidade da obra original) de determinado programa estrangeiro passa com mais facilidade para o espectador, potencializando familiarização entre diferentes culturas. Não quero armar-me em sociólogo ou psicólogo (nem estou perto disso), mas creio até que possa ser, de certo modo, preventivo do surgimento de xenofobia e de outros complexos em relação ao que é de fora da sociedade de cada um. Facilita também a aprendizagem de línguas. Até estrangeiros de visita a Portugal dizem isso. É logo uma diferença que notam. Para mim, dobragens só potenciam isolamento, pelo menos em relação ao exterior. Isso é artificializar completamente a coisa. Se todos os outros países dobram e só nós é que legendamos, só há a dizer que, pelo menos neste caso, todos estão errados e nós é que estamos certos. Em Espanha, por exemplo, até filmes para adultos dobram. Se isso não é caricato, não sei o que seja.

Por tudo isto, não acho que se deva passar do sistema geral de legendagem para dobragem. Acho que o nosso sistema de tratamento de programas estrangeiros está óptimo. Que nunca caiamos no erro de dobrar tudo e mais alguma coisa. Não se mude uma coisa que está bem.

(In)Tolerâncias

Irão proíbe mulheres maquilhadas no ecrã.

E andam alguns preocupados com minaretes...

terça-feira, 1 de dezembro de 2009

Império Português

Uns governaram com as armas. Outros governaram com o Coração.

1 de Dezembro

Hoje, para além do Dia Mundial da Luta Contra a SIDA e da Restauração da Independência da Nacionalidade Portuguesa, é também celebrada uma festa talvez menos conhecida (ou pelo menos, menos falada).

É o Dia da Festa da Bandeira de Portugal. Essa celebração foi instaurada apenas aquando da adopção, em 1911, da bandeira da república que então nascia em Portugal. É-me uma festa muito cara, pois dou grande valor a bandeiras.

Segue, aqui, uma página do site do Museu da Presidência da República com a história da actual bandeira de Portugal e um interessante acervo de imagens das bandeiras propostas na altura, mas que acabaram preteridas.

E aqui, do site do Governo, a evolução da Bandeira Nacional.

Fica também na História, a partir de hoje (2009), a entrada em vigor de um tratado europeu com o nome da mais ocidental cidade capital do Velho Continente. Que dê bons frutos.

segunda-feira, 30 de novembro de 2009

Constante da vida

A solitude (não usei a palavra solidão porque pode ser tomada apenas como uma coisa má) é talvez a única constante da vida.

Devido às características humanas, somos os únicos seres que estão realmente sozinhos na maneira de viver o mundo, de sentir. Podemos falar com outrem e partilhar experiências, mas sentir, só cada um é que sente. Podemos fazer tudo e ter a vida preenchida ao máximo, mas temos sempre um "fim do dia" interior connosco em todo o lado. É simultaneamente o que nos separa e o que nos liga, o que nos distingue e o que nos iguala.

Temos sempre alguém importante que ninguém poderá conhecer; nós mesmos. Creio que, reconhecendo isso, se torna mais compreensível a nossa dimensão e a dos outros.

sábado, 28 de novembro de 2009

O Sporting Clube de Portugal e a tourada

Em 2006 o Sporting festejou "em grande" os seus 100 anos de existência ao associar-se ao espectro anacrónico da tourada. Associação essa que se tem mantido a cada aniversário do clube.

Não sou grande entusiasta de desporto nem de futebol em particular, mas assumo-me como sportinguista, desde sempre e até ao fim (o que pode acontecer se deixar de ser do Sporting é deixar de torcer por clube algum).

Não estou familiarizado com a totalidade dos princípios desportivos, mas creio que a prática de desporto pretende elevar os valores da competição saudável, da saúde e do bem-estar, os feitos dignos, enfim, o melhor que o ser humano pode alcançar. O que tem o sangue, a dor, o martírio, a insensibilidade e até a inconsciência da tourada a ver com desporto?

Não acredito que a maioria dos adeptos verdes e brancos goste de ver o Sporting imiscuído em algo como a tourada. E se têm real aversão a "espectáculos" desses, acredito que lhes deve estar a custar pagar as quotas do clube. Para mim, mesmo não sendo sócio (mas a lutar por uma causa justa), e certamente para mais gente, este é um espinho cravado no amor pelo Sporting.

De hoje para amanhã a tourada é ilegalizada. E depois? Como é que fica o Sporting? Associado a tal miséria.

Caso único em Portugal, não sei se mesmo em Espanha algum clube de futebol estará associado a tourada.

Cabe um protesto mais veemente. Só espero que apareça algum dirigente ou quem de direito que se livre de tal mancha para a instituição que é o Sporting.

Que triste associação.

quarta-feira, 25 de novembro de 2009

Casos de sida em Portugal

Diz a ONU que Portugal é o país da Europa Ocidental com mais novos casos de infecção de sida.

Como também tenho direito aos meus momentos de paranóia, indago cá para comigo se esses relatórios pouco abonatórios não servirão alguns interesses obscuros.

Se não me engano, já para aí desde os anos 90 (do passado século) que ouço dizer que Portugal é um dos países europeus com mais alta taxa de infecções dessa doença.

Não estou a dizer que isso é um mito, e claro, máximo cuidado em novas relações, mas não acredito que as coisas sejam como a ONU diz.

Desconheço por completo a realidade dessa doença, e não me baseio em nenhumas "suspeitas científicas", digamos assim, mas algo me diz que o caso não é tão mau como o pintam. Ainda para mais quando as autoridades portuguesas no assunto não revêem o país nos resultados apresentados.

terça-feira, 24 de novembro de 2009

Violência passional

Números negros, perfeitamente escusados.

Como em tudo, nem todos os casos serão lineares. Haverá uma ínfima percentagem de casos destes que resultam não só do defeito de uma das partes, mas de grande desgaste e competição psicológica. Nada justifica a eliminação física de um dos contendedores (porque há remédio para tudo, menos para a morte), mas também é facto que não se consegue quantificar (nem qualificar) rigorosamente um dano psicológico. Sabe-se lá quantas "mortes psicológicas" ocorrem antes de ocorrer uma morte física.

Mas parece claro que na grande maioria dos casos trata-se de sentimentos de posse, ciúme, etc., por parte do homem. Enfim, padecimento mental.

Como homem, só posso dizer que esses casos me deixam envergonhado. Um homem que agride, persegue e controla, só está a fazer figuras de palhaço e a envergonhar o género masculino.

quinta-feira, 19 de novembro de 2009

A Verde e Rubra

A Verde e Rubra já ondeia sob os céus do continente ébano.

O meu agradecimento a toda a equipa portuguesa, não só pelo apuramento (que até foi fácil, contra uma equipa de baixa qualidade) mas também por terem escutado as ofensas dirigidas a Portugal e terem sentido a pressão de tal ambiente. Não estiveram sozinhos. As ofensas foram a todos os portugueses. E por falar nisso, não parece desadequado esperar consequências da falta de profissionalismo dos bósnios-herzegovinos em toda a operação play-off na terra deles.

terça-feira, 17 de novembro de 2009

A Besta dos Balcãs

Não são só coisas boas que unem um povo. São também coisas destas que aproximam (ou deviam aproximar) compatriotas.

Pelo menos fair play não houve. Só por isso, alguma consequência, a algum nível, se deve tirar deste tipo de ocorrência.

domingo, 15 de novembro de 2009

Música

Ontem vi e ouvi no Top+ uma versão (por Jacinta) da Redemption Song do Bob Marley. Eu adoro música, e diria até que a música tem vida própria. O gosto é subjectivo, mas acredito que um dos maiores presentes que se pode deixar à Humanidade é uma boa canção.

Chá de laranja

Hoje provei pela primeira vez chá de laranja. Toda a minha vida bebi chá de limão (outro citrino), mas só há pouco tempo me lembrei de experimentar chá de laranja. É bom.

Publicidade desregrada

Durante os jogos da Selecção Portuguesa de Futebol vê-se na assistência pessoas a agitar umas bandeirolas de plástico (parece-me) estampadas de um lado com o desenho da bandeira portuguesa e do outro com o logótipo da TMN. Aconteceu uma coisa semelhante quando, por ocasião do Campeonato do Mundo de 2006, o jornal Expresso conjuntamente com o banco BES distribuíram bandeiras de Portugal adulteradas ao público. Publicidade não me incomoda particularmente, mas isto ultrapassa o âmbito da publicidade.

Tomando o caso mais recente como exemplo; fico sem saber se estão a apoiar Portugal ou a apoiar a TMN. É uma nação que está ao nível de uma empresa ou é uma empresa que está ao nível de uma nação. Está Portugal ao nível de uma coisa que se compra e vende? É disto que no fundo se trata.

Não sei se algo semelhante tem lugar noutros países, mas se não há a consciência de fazer a simples distinção entre o imaterial e o material, ou há aproveitamento de legislação débil em relação aos símbolos de uma nação, não estamos a ir bem. Prioritário ou não, é um assunto a tratar.

domingo, 8 de novembro de 2009

Laicismo

Silvio Berlusconi, tão mal visto que tem andado aos olhos da opinião pública italiana e do Vaticano (escândalos sexuais e de corrupção), agarrou aqui (na sequência disto) a oportunidade perfeita para cair nas boas graças de quem o tem vindo a criticar e eventualmente manter o seu estatuto, actualmente ameaçado, no poder.

Diz, Silvio Berlusconi, que muitas bandeiras da Europa também contam com símbolos religiosos, e pergunta se também devem ser alteradas as bandeiras.

Uma bandeira não é um símbolo exclusivamente religioso. E nem vale a pena entrar em campanha para retirar todo e qualquer símbolo religioso de uma bandeira, pois também não se pode apagar partes da história de um país. Se bem que a Humanidade deve cada vez mais libertar-se de fortes influências religiosas.

No caso de Berlusconi, esta atitude de desafiar o Tribunal Europeu dos Direitos Humanos, só pode ser uma de duas coisas; hipocrisia, ou o já referido apego ao poder.

Não condeno a vida pessoal de Berlusconi (nem de ninguém), mas certos comportamentos sociais de Berlusconi vindos a público não são compatíveis com o fantástico ideal religioso. Posso aceitar algumas indiscrições sexuais, mas nunca aceitarei que se continue a alimentar a fantasia que é a Religião.

Pode haver ainda um terceiro motivo; uma real simpatia pela ideia religiosa. Mas, lá está, aí só o reconhecimento da perniciosidade de tais ideais exaltados, e consequente esforço de libertação pessoal, podem resolver estes impasses.

Universidade Bandeirante de São Paulo

Primeiro aconteceu isto: Universitária insultada por causa de vestido curto.

Depois aconteceu isto: Uniban expulsa aluna vítima de violência.

Dizem que ela provocou... É incrível o poder que uma mulher tem. Mesmo sem querer, a Mulher domina o mundo ao trono da subtileza.

Gostaram de ver, e foi assim que agradeceram. Ainda por cima, já li por aí que a jovem sempre foi uma pessoa trabalhadora. Sem mais comentários...

Manowar

Eu gosto de rock, metal e tudo mais. E por vezes ouço Manowar. Até nem é a música que mais me impressiona. É a parte vocal. O homem, sozinho, dá o espectáculo! Especialmente ao vivo!

Existências

Para algumas pessoas a vida foi um sonho. Sonharam, um dia, poder viver.

Amor

Quando te seguro a mão e te peço para dares uma volta sobre ti mesma, não é isso que acontece. É o mundo que gira à tua volta.

sábado, 7 de novembro de 2009

Cintilam os Olhos da Noite

Pinta-te de luar
A Lua a brilhar
Palpam as minhas mãos
Suaves contornos
Finos tornozelos
Macios cabelos

Na minha mente fervilhas
E perco-me nas tuas virilhas

quinta-feira, 5 de novembro de 2009

Boas acções

Gostei de ver isto: Presos defendem guarda atacado por recluso.

Depois do mal que certamente fizeram, tal acto foi o melhor que podiam ter feito. O mal que já fizeram não pode ser revertido, mas num rasgo de optimismo acredito que se possam redimir. Possivelmente sentirão o bem que fizeram, e dessa forma compreenderão o respeito ao próximo.

Inimputabilidade

Autora de homicídio com ácido absolvida pelo tribunal.

As perícias à mente são talvez a aspiração máxima à Justiça. Receio é que a análise a algo, em essência, abstracto ou subjectivo seja especialmente sensível a idealismos.

segunda-feira, 2 de novembro de 2009

Artifícios

Não gosto nada de artificialidades do tipo: silicone nos seios, nos lábios e outras que tais. Realces sim, mas naturais. Na minha perpectiva tem todo o valor (e é muito mais excitante) o que é nato.

Aceita-se os casos de cirurgias por questões de saúde, claro (se bem que as cirurgias estéticas são por vezes casos de saúde psicológica).

Estas questões, realmente, têm forte componente psicológica.

Mal para desistir, mal para continuar

É possível que, já nos tempos que correm, mesmo países como a França ou a Alemanha, já não tenham muito peso individualmente no plano internacional. Investiu-se muito na União Europeia. Espera-se que funcione.

Sobre: notícia do Público.

terça-feira, 27 de outubro de 2009

Sonho Húmido

Perfume oriental
Fantasia tropical
Nos lençóis do relento
O sonho fomos nós
Poema suspenso
Ainda hoje aconteces

quarta-feira, 21 de outubro de 2009

Romance

De Faro a Melgaço
E o luso Atlântico
Pérola ibérica
Ocidental europeia
Semblante discreto
Deleite secreto
Eleita formosa
Assim te vejo
Mostras-me o mundo

terça-feira, 20 de outubro de 2009

Inefável dádiva

Há coisas para as quais não há palavras que as descrevam. Ou não correspondem ao vislumbre ou não foram inventadas. E pode escrever-se um longo, belo e correcto poema, que apenas serve para colmatar a falta de adjectivos e expressões. Por vezes bastava uma palavra - se essa palavra existisse.

Sonho

Sonhei
Éramos só nós os dois
e o nosso amor
O mundo passava e eu nem reparava
Isso era vida.

Humor

Sob a capa do humor, ou de um suposto humor, pode esconder-se a maior vileza humana.

Escrita

Muita gente tem a mais que legítima paixão da escrita. Quanto a mim, apesar de ter iniciado um blogue (este), não morro de amores pela escrita, embora exalte em muito as letras aos números. Acontece que para mim a escrita é apenas um meio de transmitir algo. A escrita nem interessa, o que interessa é a mensagem, seja visual, sonora, etc..

Apenas uma visão pessoal.

Portugal

Da minha parte acho que o melhor que posso dizer de Portugal é que se de alguma maneira voltasse atrás no tempo e, sabendo o que sei, pudesse escolher o sítio onde nascia, escolhia Portugal.

domingo, 18 de outubro de 2009

Jazz

Fui eu ouvir o álbum de jazz mais vendido de todos os tempos - "Kind of Blue" de Miles Davis - a pensar que ia ficar apaixonado pelo jazz, mas afinal acho que prefiro música pimba.

Para mim o jazz é principalmente música de elevador, música ambiente. Não capto a onda, e se chego (penso eu) a captar não gosto do que capto. O jazz deve ser muito avançado para mim... Talvez apenas ainda não tenha descoberto o prazer do jazz. Parece-me algo sem princípio nem fim. Dispensável. Mas algum sentido deve ter. Muitos gostam.

Gosto de blues, ragtime e música clássica (entre outros géneros), mas não gosto de jazz.

Qual Diego, qual carapuça...

Eu gostaria de saber se, em Espanha, alguém estaria disposto a recorrer à justiça para poder chamar "Diogo" ao seu filho.

sexta-feira, 16 de outubro de 2009

Volta ao mundo

Há algumas regiões (e alguns países em particular) do mundo que gostaria de visitar.

A minha prioridade é sem dúvida a Oceânia. Deslumbrantes ilhas do imenso azul Pacífico, como as Ilhas Salomão, mas em especial algumas da região da Polinésia.

Nas Américas começava pelo norte, Estados Unidos. Indo pela América Central chegava até à Nicarágua, em visita ao Lago Nicarágua. Caraíbas, Jamaica. Mais para sul não podia contornar a portentosa Floresta Amazónica, pela Colômbia e pelo Brasil, pois desejo experienciar climas equatoriais.

África. Botswana e o Delta do Okavango. A Tanzânia, com a Cratera do Ngorongoro, o Serengeti e o Monte Kilimanjaro. Por fim parava na Etiópia, a terra de origem do café.

Da Ásia gostaria de conhecer a Índia. Depois, para nordeste, o Japão. Continuando pelo Extremo Oriente descia para o sudeste asiático, ao Vietname, e admirava a Baía de Ha Long.

Aqui na Europa passava pela Irlanda, Suécia e Alemanha, pois também não me desagrada completamente cenários frios.

terça-feira, 13 de outubro de 2009

Maitê Proença

Este post intitula-se "Maitê Proença" mas apenas porque foi ela a protagonista do episódio que vai ser comentado. O assunto é o sentimento anti-luso provavelmente comum no Brasil.

O porquê da totalidade de tal sentimento não será de fácil deslinde, mas um factor da causa dos "anticorpos" contra os portugueses, que certamente pode ser tido em conta, é a falta de familiarização cultural com Portugal.

Como resultado e para simplificar; creio que nós (os portugueses) sentimos que o português brasileiro é a nossa língua, mas não creio que os brasileiros sintam que o português europeu é a língua deles.

segunda-feira, 12 de outubro de 2009

quinta-feira, 8 de outubro de 2009

Defeitos

Decidi enumerar alguns dos meus defeitos. Não vou escrever as qualidades porque o que me preocupa muito são os defeitos, e até porque algumas das minhas qualidades são exactamente o oposto dos meus defeitos.

Pelo menos uma vez na minha vida já fui assim:

Arrogante
Artificial
Cismador
Cobiçoso
Exagerado
Frio
Passivo-agressivo
Ressentido

Se me lembrar de mais algum defeito marcante em mim escrevê-lo-ei.

quarta-feira, 7 de outubro de 2009

Viagens

Quando o desejado não está à mão embarcamos na nossa imaginação e passamos por muito. Até um dia podermos dizer que atravessámos séculos, épocas e estados de espírito, florestas, desertos e vales, montanhas e oceanos, atravessámos o tempo e atravessámos Deus - quando encontrarmos o que procuramos.

segunda-feira, 5 de outubro de 2009

sábado, 3 de outubro de 2009

Auto-estima nacional

Portugal em baixa auto-estima.

A considerar; bom índice de desenvolvimento humano e de qualidade de vida, e elevado índice de paz global entre mais alguns índices onde Portugal aparece bem classificado.

Se isto não é positivo e de louvar, o que será?

O que falta a Portugal é projecção e devido reconhecimento internacionais, mas não é a falta disso que me vai deitar abaixo a auto-estima. Só temos de aprender a pôr (e impor) Portugal primeiro em certas coisas. Porque maior do que o desejo de petencer a um país de topo, deve ser o desejo de que esse país de topo seja Portugal. Eu também quero pertencer a um país de topo. Mas quero que esse país de topo seja Portugal.

Prostituição/Pornografia

Não vou tentar conceituar prostituição e pornografia.

É importante esclarecer que pornografia não é sinónimo de prostituição. A produção de pornografia pode não envolver qualquer troca de favores artificiais para além da interacção de mútua vontade entre um casal (ou um grupo), o que não é de todo condenável.

Em relação à prostituição (pornográfica ou não) creio que é uma questão mais de fundo psicológico do que monetário. Acredito que alguns dos seus praticantes sabem que a dignidade não tem preço e que o dinheiro pode ser apenas uma desculpa para eles mesmos. Posto isto, é possível que alguns praticantes achem e/ou sintam que, ultrapassados certos limites, até o podiam fazer de graça.

Sexualidade

A sexualidade humana é condicionada, embora relativamente, pela religião. A não vivência sexual saudável pode causar grandes males sociais.

A impressão que eu tenho é que mesmo sem uma educação religiosa rígida, a vergonha do sexo, o sentimento de pecado, etc., são subjacentes à sociedade, algo que o ser humano capta no subconsciente.

Resta intrigar como seria o mundo antes do advento das religiões, especialmente das Abraâmicas. Talvez fosse diferente. Talvez fosse melhor, talvez fosse pior... Mas há futuro pela frente, e só cabe ao ser humano eliminar o pernicioso.

quinta-feira, 1 de outubro de 2009

Mulher

Mais que força bruta
Uma pose feminina
Assim é a Mulher
Delicada, de esplendor
Confidente do sublime
Testemunha do essencial.

Respeito

Tanto quanto a minha submissão é a minha rebelião.

Justiça ou misericórdia?

Justiça é misericórdia.

Outono

O Outono dá-me uma sensação de protecção. Agasalho. Aconchego.

Cor

Por vezes vejo cores tão lindas, tão apelativas, que só me apetece mergulhar nelas de olhos abertos.

Desejo de morte

Noite Eterna
Rainha da minha vontade
Vem depressa tomar o teu lugar
A noite é tão curta...

Especial

Eu sou especial
E sou nada.

Verde

Verde é a origem do mundo
Verde é tudo
Verde é o invólucro e o conteúdo.

Religião

A Religião, no fundo, é apenas a tristeza humana de saber que se vai morrer.

terça-feira, 22 de setembro de 2009

Bandeiras

Nutro interesse por vexilologia (a ciência de estudo das bandeiras) e gostaria de partilhar com o internauta algumas das minhas bandeiras favoritas.

Por ordem alfabética, bandeiras nacionais:

Bandeira da Alemanha
Bandeira do Botswana
Bandeira da Jamaica
Bandeira da Nigéria
Bandeira da Suécia

E bandeiras históricas:

Bandeira do Afeganistão (1992-2002)
Bandeira da África do Sul (1928-1994)
Bandeira da Etiópia (1941-1974)
Bandeira da Jugoslávia (1943-1992)
Bandeira da Prússia (1892-1918)

Muito há a dizer sobre bandeiras, mas estou a aproveitar este espaço para me dar a conhecer um pouco (os meus gostos, desgostos e por aí fora). De resto, certamente voltarei a este assunto algum dia.

segunda-feira, 21 de setembro de 2009

O estado da Nação

Não ambiciono com isto (ao dissertar sobre Portugal) nada para além de exercer o meu direito de opinar publicamente com a devida reserva do respeito. Claro que posso pretender que o meu país melhore sempre.

Sou centrista, nem um mílimetro à esquerda, nem um milímetro à direita, e não vislumbro o que me possa fazer pender para a destra ou para a sinistra. Sempre ouvi dizer que é no meio que está a virtude. É como sempre tento fazer tudo; imparcialmente, sem precipitação.

Não exaustivamente, aqui e ali, recolhi que Portugal é o único país da Europa Ocidental que na sua constituição menciona o socialismo ou alguma vez se assumiu como socialista. O que me leva a pensar; países bem sucedidos como a França, a Itália, a Irlanda ou a Alemanha (falando só em repúblicas) não precisam de se orientar pelo socialismo. Então porque precisará Portugal? (Pergunta sem resposta).

Longe de ser autoridade neste assunto, mas no meu direito de arrazoar respeitosamente, costumo pensar cá para mim que enquanto houver mentalidade de esquerda em Portugal, o País não andará para a frente. Poderá não piorar (penso que nenhum português decente quer mal a Portugal), mas também não evoluirá como deve.

Em 1974 saímos de uma situação inaceitável. Se tal regime ainda durasse eu não estaria a escrever este post. Mas o facto de em Portugal, após 35 anos, a generalidade do povo ainda pensar à esquerda, é uma evidência de que ainda andamos um pouco à deriva. Parece que ainda estamos na ressaca da ditadura. Resta saber quanto tempo vai durar ainda...

A esquerda sombreou o 25 de Abril. Pôs-nos na União Europeia. Mas já fez o que tinha a fazer. As circunstâncias mudam e requerem outra resposta. Basta ver o que faz/fez a esquerda lá mais para Leste. Há que abandonar a esquerda e tentarmo-nos equilibrar.

Sem querer ser mais do que sou, é esta a minha esperança num Portugal sempre melhor.

sexta-feira, 18 de setembro de 2009

Algumas canções que me tocam

Por ordem alfabética da canção:

A Vida Não Chega - Viviane
Autumn Leaves - Nat King Cole
Fala do Homem Nascido - Luís Cília
Georgia On My Mind - Ray Charles
It's a Man's Man's Man's World - James Brown
Menina Estás à Janela - Vitorino
Meus Lindos Olhos - Mafalda Arnauth
Preciso Me Encontrar - Cartola
Suzanne - Leonard Cohen
What a Wonderful World - Louis Armstrong

Espero que quem não conhece estas sublimes canções as aprecie e que quem já as conhece as relembre.

quinta-feira, 17 de setembro de 2009

Preconceito étnico vs preconceito ideológico

Neste caso não sei, mas ponho a hipótese de que haja casos em que o preconceito ideológico seja maior do que o preconceito étnico.

terça-feira, 15 de setembro de 2009

Possível vandalismo anarquista

Mais uns para dar trabalho...

Em minha opinião uma pessoa pode ter o direito de não construir, mas dificilmente terá o direito de destruir.

Portugal perde fundos se cancelar o TGV

Não poderão dizer que Portugal só anda atrás dos fundos da União Europeia...

Potências emergentes

Ouve-se falar no BRIC (Brasil, Rússia, Índia e China) como um grupo de economias em franco crescimento. Seria uma boa notícia se esse crescimento se reflectisse em qualidade e não fosse apenas em quantidade. Como se não bastasse o desprezo pela qualidade, é este tipo de países que pretende ter mais influência em todo o mundo.

A China e a Índia, por exemplo, produzem muito porque até as crianças trabalham, e tal como os adultos, em condições inimagináveis. São os Direitos Humanos a fazerem por um lado alertando para a desumanidade desses sistemas e os especuladores económicos opiniosos a desfazerem por outro lado ao porem países desses no topo do mundo, passando por cima dos problemas. Se tivessem as regras humanitárias e de produção da União Europeia, com a cultura que demonstram, nem daqui a 100 anos esses países atingiam um estatuto eticamente aceitável. Irrita porque é flagrante que a única coisa que esses países têm é grandeza geográfica e demográfica. O que conta mesmo é o tamanho...

Rússia e China são membros permanentes do Conselho de Segurança da ONU. O Brasil e a Índia pretendem ser. A título de comparação; Portugal, mesmo modesto, não terá mais a ensinar ao mundo do que o Brasil, a Índia, a China ou a Rússia? Portugal tem um dos mais elevados índices de desenvolvimento humano e de qualidade de vida, estabilidade social e regional, entre outras coisas. Isso não vale nada? Não há daí nada que possa ser transmitido?

Além dos recursos naturais, outra vertente que dita a influência internacional é o poderio militar. O objectivo máximo da Humanidade não é a paz total? Não é para o que todos trabalham? Então porque é que só se vê corridas ao armamento?

Comparei Portugal com outros países. Não desejo sobrepor Portugal a nenhum país, o ideal seria que todos os países fossem desenvolvidos. Mas custa que raramente Portugal seja agraciado com o seu devido valor.

Não sou sociólogo, politólogo nem nada parecido, mas este post está aberto a comentários. Digam-me que as coisas não são assim.

sábado, 12 de setembro de 2009

Touro abatido ilegalmente em Monsaraz

Os actos falam por si: "O abate do touro não foi presenciado pela assistência que enchia o castelo (perto de duas mil pessoas, segundo a organização), por o animal ter sido coberto com dois panos negros."

Se os apoiantes desta miséria estão tão certos de que é uma actividade tão nobre, tão honrosa, porque não o fazem às claras?

Notícia completa no Público.

Miss Hortus Atlanticus

Apreciação do belo sexo de maneira superficial, dado que, neste caso, não conheço pessoalmente os "objectos" de admiração.

Em jeito de pódio, aí vai:

Nacionais:
1. Filipa de Castro (socialite) foto
2. Luísa Barbosa (apresentadora da MTV Portugal) foto
3. Diana Costa e Silva (actriz) foto

Estrangeiras:
1. Megan Fox (actriz, EUA) foto
2. Natasha Henstridge (actriz, Canadá) foto
3. Freida Pinto (actriz, Índia) foto

E assim embelezei este blogue.

sexta-feira, 11 de setembro de 2009

Racismo

Creio que o racismo, na sua essência, não é o inferiorizar do outro; é o enaltecer de si mesmo.

Não obstante, é agravo.

quinta-feira, 10 de setembro de 2009

Propaganda

Uma das piores coisas que posso testemunhar é a propagação flagrantemente enviesada de doutrinas ou ideologias facciosas.

Aquilo de que estou a falar vai desde discursos de extrema-direita e de extrema-esquerda, passando por certas pretensões de independência (geopoliticamente falando), até exageros nas campanhas de defesa dos animais, por exemplo. Lavagens cerebrais são sempre execráveis.

As gentes que fazem isso estão preocupadas com tudo menos com a rectidão das coisas. É um insulto aos receptores da mensagem. E então quando uma pessoa está aborrecida com qualquer outra coisa e se depara com tais brutidades... é insuportável, revoltante. Percebe-se que tais métodos de propaganda só podem mesmo servir interesses exclusivamente pessoais, quanto mais não seja, de ego.

Ridículo. Demencial.

quarta-feira, 9 de setembro de 2009

Lisboa

Nota-se por vezes uma certa animosidade em relação a Lisboa (devido ao seu estatuto de capital nacional, entre outras coisas) por parte de outras regiões do País.

Não haja dúvidas de que é máxima prioridade equilibrar o país, mas uma capital implicará sempre destaque por uma ou outra razão.

Lisboa foi a capital do primeiro e último império global da História. Alegremo-nos antes de tudo quanto demos ao mundo tendo Lisboa como eixo.

Não sou de Lisboa nem nunca lá vivi, mas conheço a cidade, e o sentimento que nutro é de empatia. E só desejo que Lisboa seja melhor a cada dia, e reconhecida internacionalmente.

Lisboa representa-nos no mundo, e não é positivo que haja quem não se sinta representado por uma cidade que é sua, seja essa pessoa do Norte, Centro ou Sul do país. Mas pronto... nunca se conseguirá, em nada, agradar a todos.

sexta-feira, 4 de setembro de 2009

Regionalização

A regionalização não deverá ser grande ameaça ao Estado-nação que é Portugal. É de primeira necessidade que todo o país seja equivalentemente dotado de recursos locais de todo o tipo, desde assistência médica a superfícies de lazer.

Não creio que esse cenário possa comprometer a integridade do país, seja a que nível for. No entanto em tudo há sempre excessos, e certos partidários mais empenhados na causa terão certamente de cuidar do entusiasmo para que não se torne em simples egoísmo. Portanto, caso algum dia a regionalização se concretize, que a honra de cada um celebre a conquista.

quinta-feira, 3 de setembro de 2009

Serviço militar obrigatório

Pode ser visto como uma forma de terrorismo de Estado. Algo perfeitamente escusado como se pode ver pelos países que já não o praticam. O curso da História certamente teria sido outro se tal prática nunca tivesse existido em nenhuma nação.

Manifesto a minha profunda solidariedade para com os cidadãos dos países onde ainda vigora tal sistema, e um eterno pesar para com os familiares dos que morreram em consequência de semelhante obrigação.

Ligação externa:

Circunstância do serviço militar pelo mundo.

Drogas

Com a actual abordagem às drogas, a Droga tornou-se num problema pior do que realmente é.

Com a legalização:
* Controlo efectivo do comércio e consumo de drogas.
* Diminuição drástica de todo o tipo de doenças e de crime associados ao consumo clandestino.

As duas perspectivas acima bastam para que se pense dessa forma na questão.

Deve-se começar por não julgar moralmente os consumidores... abordar a questão honestamente, mesmo que convenha a algo ou alguém o actual sistema de funcionamento... enfim, vai ser uma longa e sacrificante batalha levar essa visão a todos os cantos do mundo, mas um dia, inevitavelmente, virá a legalização. Até lá continua o inferno de vidas destruídas.

Ligação útil:

Instituto da Droga e da Toxicodependência (IDT)

quarta-feira, 2 de setembro de 2009

Dexter

Série americana sobre um analista forense traumatizado desde criança por um crime hediondo, que se torna um serial killer cujas vítimas são alegados criminosos.

É dos poucos programas de TV que tenho algum interesse em seguir. A conduta seguida pelo personagem principal confronta a vigente moralidade Ocidental. É um tema que nos permite pensar sobre o que valem actos criminosos e as consequências para as vítimas e para os perpetradores, e dessa forma comparar uma vida inocente e uma vida criminosa. É um assunto muito delicado e perturbante, sem dúvida.

segunda-feira, 31 de agosto de 2009

Politicamente: Esquerda ou Direita?

Centro.

Miss Universo

Há a possibilidade de que algumas concorrentes a Miss Universo tenham sofrido operações plásticas. Não desencorajo tais concursos, mas espero que não se esteja a premiar a melhor cirurgia estética em vez da mulher mais bela do mundo... Seria bom ver uma bela lusitana entre as eleitas do mundo. Por isso é que faço este apontamento acerca do que devia ser o coração do concurso - a beleza nata.

domingo, 30 de agosto de 2009

Emigrantes portugueses

Embora não conheça o sentimento de um emigrante, pois nunca fui um, verto as minhas impressões do fenómeno.

Guardo viçosamente a liberdade de cada um de viajar ilimitadamente, mas emigrar não deixa de ser um gesto menos nobre para com a terra natal. Certas conversas de emigrantes soam a algo do tipo: "Gosto muito de Portugal, mas longe". Se é para fazer sacrifícios, porque não fazê-los em e por Portugal?

Por exemplo a questão da "fuga de cérebros". Em relação a certos casos quase que se pode dizer que os "cérebros em fuga" são uma espécie de mercenários. Porem os seus conhecimentos ao serviço de quem dá mais.

Se o país de origem não oferece oportunidades, há que envolver-se civicamente. Mudar o país. Melhorá-lo. Isto, partindo do princípio que se ama a terra natal.

quarta-feira, 26 de agosto de 2009

Acerca da morte e de adversidades da vida

Não é sensação de tristeza que fica, mesmo quando se percorre sozinho muitas manhãs frias e se passa muitas noites solitárias. É nostalgia, por se ter passado por tudo isso e um dia tudo acabar.

segunda-feira, 24 de agosto de 2009

Islão

Vou ser comedido nas palavras e não censurar como deve ser censurado um regime que afecta, pelo menos na prática, a mais elementar dignidade humana.

Não posso dizer se o Islão é a pior religião que existe, mas vista a intolerância e a exaltação patentes, no mínimo, parece ser a religião mais atreita a fanatismos e más interpretações. Não me desagrada o Islão em particular, e só desejo que todas as gentes muçulmanas de bem encontrem na Terra o paraíso que anseiam. Mas avaliam-se as pessoas e as ideologias pelas suas acções e consequências, e não pelo que pretendem ser, e o Islão apresenta-se demasiado instável e não unânime em certas vertentes entre quem o pratica.

A conclusão é muito simples. O Islão, com as suas características, só gera os males que aparentemente tanto quer evitar. É conhecido que a moderação tem melhores resultados. Haja vontade e coragem de mudar. Urgente.

quinta-feira, 20 de agosto de 2009

Igreja Católica

Já fui temente a Deus, mas não sou mais. Digo isto apenas para que os leitores saibam o contexto do qual partem as seguintes palavras.

Posso considerar-me culturalmente católico, não religiosamente. Tenho alguma afeição pelo catolicismo porque, de acordo com a minha experiência pessoal (nasci em 1980), a Igreja Católica sempre se me apresentou moderada e não intrometida. Conheço minimamente a história da Igreja Católica e sei que não foi sempre assim. E mesmo actualmente, um pouco por todo o lado, vão por vezes tendo lugar acontecimentos anormais, o que lastimo profundamente. Não obstante, a metáfora que posso fazer daquilo que a Igreja foi para mim é a de um pai e uma mãe que deram tudo ao seu filho sem esperarem receber nada em troca. Por isto, acho uma indignidade alguns ataques gratuitos à Igreja que surgem um pouco por todo o lado, que não são mais do que uma espécie de rebeldia infantil e noutros casos verdadeiras demonstrações de espírito de porco. Só me apraz dizer que quando a Igreja Católica tem defeitos, outras religiões ou denominações cristãs têm o dobro ou o triplo dos defeitos.

Não pretendo com estas constatações criar divisões com quem quer que seja, mas posso pretender que todos os juízos sejam sérios e honestos na avaliação das coisas.

terça-feira, 11 de agosto de 2009

Monarquia

Não há muito a dizer sobre monarquia. É apenas algo completamente inaceitável que já deveria ter sido ultrapassado há muito tempo.

Vai desde logo contra o Artigo 1.º da Declaração Universal dos Direitos do Homem, que declara a igualdade em liberdade e em direitos de todos os seres humanos. Seria algo justificável no passado, no quadro da evolução humana. Mas com a consciência dos direitos humanos já deveria estar completamente abandonada. Acho muito estranho e lamentável certos países como o Reino Unido, a Suécia, a Holanda e outros bastiões da cultura ocidental e do desenvolvimento viverem, nesse aspecto, em tal nível de atraso de hierarquia social. É um sinal de que essas sociedades ainda têm evolução a fazer e de que nada é perfeito. Em bom rigor esses países não podem falar de igualdade entre os Homens e viverem o oposto. É incoerência.

Todos os Homens nascem iguais.

quarta-feira, 8 de julho de 2009

Crime

O crime em geral ― a desconsideração total pelo próximo ― é um assunto que me toca bastante pessoalmente. Digo isto após cruzar a minha apreciação do fenómeno com a minha introspecção. Muitas vezes me apetece fazer coisas que prefiro não descrever, e não é por isso que descarrego ao ensejo do capricho. Este assunto aflige-me porque tenho uma perspectiva talvez surreal do que pode ser o crime.

Existe certamente um sub-mundo marginal em pleno funcionamento todos os dias onde indivíduos de espírito meliante fazem praticamente tudo o que querem, controlam e vigiam quem querem e acham que podem fazer tudo sem punição nem arrependimento. E então, eu creio que o crime só não domina completamente a sociedade porque cada meliante tem a sua própria causa para transgredir. Se colocarmos um cenário onde haja uma convergência entre diferentes tipos de vontades criminosas numa só causa, que não seja somente assaltos a bancos ou contrabandos, por exemplo, mas sim o objectivo de perverter as normas da sociedade, imperará um dia a lei do sem carácter. É uma hipótese remota porque na escolha pelo crime certamente tem grande peso um ego desregulado, partindo de uma estrutura mental grandemente egoísta. Daí que uma associação ou organização a essa escala possa ser pouco provável. Não obstante a probabilidade, este tipo de mal só tem que ser extirpado da sociedade. Soluções, precisam-se.

Este é um completo sentimento de impotência porque naturalmente a grande maioria da população não quer problemas com nada nem com ninguém, ficando a sensação de que resta apenas rezar para nunca nos cruzarmos com tal tipo de gente. É caso para dizer que; eles andam aí.

sábado, 6 de junho de 2009

A cor de Portugal

Por vezes pode surgir a ideia de mudar a bandeira de Portugal. Muitos não se importavam de voltar à bandeira azul-e-branca da monarquia constitucional, o que é uma hipótese bastante redutora. A haver nova bandeira deverá ser uma inédita, e não uma restauração. A favor da verde-e-vermelha, no meu ver, joga o facto de ser a nossa bandeira desde 1911 e de ter atravessado connosco momentos bastante difíceis do século XX como por exemplo a Primeira Guerra Mundial e a Guerra do Ultramar. Por isso não desejo que seja para breve uma mudança da actual bandeira, mas se Portugal existir durante mais 900 anos, eventualmente surgirão razões para mudar a bandeira durante esse período de tempo.

A propósito deste assunto gostaria de fazer uma espécie de inquérito a quem passar por este blogue e indagar acerca da cor favorita de cada um, e consequentemente a cor que mais gostariam de ver na Bandeira Nacional. Uma pessoa pode preferir uma cor mas não a preferir para uma bandeira, no entanto, e sendo uma bandeira muito mais do que simples preferência cromática, a preferência por esta ou aquela cor estará ligada ao sentimento de cada um. Peço então a quem quiser partilhar a sua cor favorita que, por favor, a escreva na secção dos comentários. Eu digo que qualquer bandeira de Portugal terá sempre de ter a cor verde. O verde é uma cor forte, com presença, não tão agressiva como o vermelho nem tão branda como o azul, na minha opinião. Dito isto, espero que apreciem esta pequena proposta e participem.

quinta-feira, 30 de abril de 2009

Tourada

Bom, tourada é crime. É um crime de facto que não é de jure (ainda). Maus tratos a animais é crime. Não é preciso ser-se jurista, filósofo ou de outras especialidades de grande entendimento para reconhecer e aceitar isso. Mas é preciso um pouco de sensibilidade, eventualmente algum espírito de sacrifício e auto-sinceridade (isto, não só em relação a touradas mas em relação aos animais em geral).

Um dos argumentos que por vezes se ouvem contra os abolicionistas de touradas é que estes deviam também preocupar-se com outros animais que não aparecem na televisão. Argumento vazio e sem objectivo claro. É claro que qualquer activista de direitos dos animais se preocupa com um vasto leque de casos de abuso e selvageria em animais. Mas pelo menos duas razões para não dar tréguas à tourada me ocorrem. A tourada é um caso de gravidade exemplar na medida em que, ao contrário de lutas de cães e de galos (outros exemplos de diversão saloia) que ocorrem na clandestinidade, a tourada existe com a complacência de autoridades estatais. E depois, mesmo que haja alguém a defender a causa pelo politicamente correcto, tal eventualidade não é mais grave do que dessangrar um animal e dizer que aquilo não é o que é. Finalizando, e mesmo porque não há muito a dizer sobre tal assunto, é mais que óbvio que a tourada tem os dias contados. Um dia escreverei neste blogue uma mensagem de júbilo pelo fim de uma vergonha descarada.

terça-feira, 14 de abril de 2009

Brasil/Portugal

À parte do acordo ortográfico, ouço falar muitas vezes que a língua portuguesa deve unificar-se o mais possível. Pois bem, não posso estar mais de acordo. Agora, o que eu vejo é que Portugal sem muito esforço, e mesmo talvez inconscientemente, faz e sempre fez a sua parte na ambientação dos portugueses ao Brasil com novelas e música brasileira. No Brasil o impensável acontece. Programas, filmes e séries portugueses são dobrados ou legendados. Parece ser uma grande dificuldade de compreensão que talvez possa ser resolvida com uma pequena dose de boa vontade. Esse talvez seja um bom ponto em que o governo brasileiro possa pegar para promover uma mais estreita aproximação cultural do Brasil a Portugal.

segunda-feira, 13 de abril de 2009

Galécia

Foi na Internet que tomei conhecimento de certas correntes de pensamento que idealizam uma Galécia à semelhança da de antigamente. Portugal é pequeno, mas sempre pensei que fosse unido. Foi com grande tristeza que constatei que para alguns as coisas não são bem assim. Até concordo com uma regionalização do país, mas penso que a Região Norte deve compreender que não é mais nem menos que qualquer outra região de Portugal. Escreve alguém do Centro de Portugal que não nasceu nem nunca viveu em Lisboa (o bicho papão de alguns do Norte). Lamento se as minhas palavras atingem a grande maioria nortenha que não tem sequer conhecimento de tais ideias, mas infelizmente "basta uma gota de veneno para comprometer um balde inteiro" (excerto de uma frase de Mahatma Gandhi). Admiro-me como é que alguém, em nome não sei bem de quê, pode querer dissociar-se de algo grandioso que ajudou a construir e querer resgatar ou celebrar quase do nada uma espécie de história alternativa. Abomino o conceito de Galécia sobre o de Portugal tal como o conhecemos. Realmente há gente para tudo...

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