terça-feira, 15 de setembro de 2009

Potências emergentes

Ouve-se falar no BRIC (Brasil, Rússia, Índia e China) como um grupo de economias em franco crescimento. Seria uma boa notícia se esse crescimento se reflectisse em qualidade e não fosse apenas em quantidade. Como se não bastasse o desprezo pela qualidade, é este tipo de países que pretende ter mais influência em todo o mundo.

A China e a Índia, por exemplo, produzem muito porque até as crianças trabalham, e tal como os adultos, em condições inimagináveis. São os Direitos Humanos a fazerem por um lado alertando para a desumanidade desses sistemas e os especuladores económicos opiniosos a desfazerem por outro lado ao porem países desses no topo do mundo, passando por cima dos problemas. Se tivessem as regras humanitárias e de produção da União Europeia, com a cultura que demonstram, nem daqui a 100 anos esses países atingiam um estatuto eticamente aceitável. Irrita porque é flagrante que a única coisa que esses países têm é grandeza geográfica e demográfica. O que conta mesmo é o tamanho...

Rússia e China são membros permanentes do Conselho de Segurança da ONU. O Brasil e a Índia pretendem ser. A título de comparação; Portugal, mesmo modesto, não terá mais a ensinar ao mundo do que o Brasil, a Índia, a China ou a Rússia? Portugal tem um dos mais elevados índices de desenvolvimento humano e de qualidade de vida, estabilidade social e regional, entre outras coisas. Isso não vale nada? Não há daí nada que possa ser transmitido?

Além dos recursos naturais, outra vertente que dita a influência internacional é o poderio militar. O objectivo máximo da Humanidade não é a paz total? Não é para o que todos trabalham? Então porque é que só se vê corridas ao armamento?

Comparei Portugal com outros países. Não desejo sobrepor Portugal a nenhum país, o ideal seria que todos os países fossem desenvolvidos. Mas custa que raramente Portugal seja agraciado com o seu devido valor.

Não sou sociólogo, politólogo nem nada parecido, mas este post está aberto a comentários. Digam-me que as coisas não são assim.

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