Durante os jogos da Selecção Portuguesa de Futebol vê-se na assistência pessoas a agitar umas bandeirolas de plástico (parece-me) estampadas de um lado com o desenho da bandeira portuguesa e do outro com o logótipo da TMN. Aconteceu uma coisa semelhante quando, por ocasião do Campeonato do Mundo de 2006, o jornal Expresso conjuntamente com o banco BES distribuíram bandeiras de Portugal adulteradas ao público. Publicidade não me incomoda particularmente, mas isto ultrapassa o âmbito da publicidade.
Tomando o caso mais recente como exemplo; fico sem saber se estão a apoiar Portugal ou a apoiar a TMN. É uma nação que está ao nível de uma empresa ou é uma empresa que está ao nível de uma nação. Está Portugal ao nível de uma coisa que se compra e vende? É disto que no fundo se trata.
Não sei se algo semelhante tem lugar noutros países, mas se não há a consciência de fazer a simples distinção entre o imaterial e o material, ou há aproveitamento de legislação débil em relação aos símbolos de uma nação, não estamos a ir bem. Prioritário ou não, é um assunto a tratar.
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