terça-feira, 28 de dezembro de 2010

Sahara Ocidental

O caso da hipotética independência do Sahara Ocidental não é, nos aspectos mais fundamentais, comparável ao caso da independência de Timor-Leste.

Timor-Leste era (e é) culturalmente cristão católico (entre outras características distintas) ante a muçulmana Indonésia.

No caso do Sahara Ocidental não parece haver substanciais diferenças étnicas, linguísticas e culturais que justifiquem uma independência.

Não sei que legado a Espanha deixou ao Sahara Ocidental, mas não parece tão marcante quanto o legado que Portugal deixou em Timor-Leste.

Fosse para construir um país livre de religião e dos piores hábitos tradicionais que podem haver e estaria eu na linha da frente no apoio à causa.
O que menos faz falta ao mundo são mais países islâmicos.

Isto são as independências modernas. Nem mesmo no Kosovo, com mais diferenças em relação ao resto da Sérvia do que o Sahara Ocidental em relação a Marrocos se justifica a independência, quanto mais...

Tous les garçons et les filles

Que adorável canção de Françoise Hardy. E quão familiar...

domingo, 26 de dezembro de 2010

Ódio Sentido

Odeia-me
deseja-me o pior que conseguires
Derreia-me
carrega-me de podre rancor
Despreza-me
cospe-me no rosto daquilo em que acredito
Desmancha-me
com o corte afiado de um olhar

quinta-feira, 23 de dezembro de 2010

Fora de Mim

Sento-me com o ânimo ao lado
Puxa-me
E caio num sono desflorado
Ávido do romper
Espontâneo
Do hímen de ser

terça-feira, 21 de dezembro de 2010

domingo, 19 de dezembro de 2010

terça-feira, 14 de dezembro de 2010

França abafa ensino do Português em escolas de elite

Nenhum país prospera sozinho. Tem de haver aceitação de povos terceiros.

Estas medidas afectam todos os falantes da Língua Portuguesa. Se em todos os países falantes do Português o coração bate realmente lusófono, a única coisa que me ocorre é a Lusofonia acabar com rivalidades regionais e unida criar o seu "próprio mundo".

Encham-se os povos lusos de orgulho e sejam implacáveis com a corrupção e com outros vícios que por vezes minam as sociedades, para que, poderosos, possamos pagar com a mesma moeda do desprezo e da ostracização a culturas estrangeiras.

No Espresso.


Ver também:

Portugal incomoda

segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

O nosso País

Neste artigo do jornal i destaca-se o que de melhor e único se produz em Portugal.

Se estivéssemos, digamos, no Cazaquistão, tenho a certeza que a maioria de nós sentiria falta de coisas que aqui damos como adquiridas. Uma cerveja Sagres, um café Delta, azeite Gallo...
É que muitas vezes só sentimos falta das coisas quando não as temos.

Uma coisa que lamento é o alastrar de marcas brancas (inferiores; podiam ser melhores que as tradicionais mas o facto é que não são) sobre as marcas tradicionais. Não só as marcas alimentares, mas também cosméticas e de vestuário. As coisas estão num ponto que até parece que o dinheiro é mais importante do que o produto em si. Não sei se por este andar (as marcas tradicionais) não desaparecerão por completo. Um dia, se calhar, vamos ter de comer dinheiro...

domingo, 12 de dezembro de 2010

Mortificação

Arder em febre de desolação
Querer a cabeça encostar
E não ter onde a repousar

Pobre fénix penitente
Imolar-se e imolar-se
Numa morte repetente

Macaronésia

Espero que dê os melhores dos resultados. Devem esbater-se cada vez mais as fronteiras e cada um adoptar o que o outro tem de melhor.

Já existia a designação geográfica. Passa agora a haver uma entidade política.

segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

A solidariedade de Carlos César

Esse Carlos César parece-me uma fuinha (adjectivo-o assim não para o insultar mas para classificar o seu comportamento em certos casos).

Há dois anos causou uma altercação política devido ao Estatuto dos Açores.

Agora é esta situação de excepção financeira nos Açores em contraste com os esforços pedidos a todo o país.

Alberto João Jardim (figura pouco contida verbalmente), pelo menos, "anuncia" o que vai fazer. Já Carlos César faz as coisas pela calada.

Carlos César devia tocar-se de solidariedade compatriota.

Quando há mais do que um sítio onde se escudar a ética é sempre o último refúgio para certas pessoas.

domingo, 5 de dezembro de 2010

PJ Harvey

Em blogue meu não pode faltar as seguintes duas canções:

Down by the Water

Good Fortune

À primeira chamo-lhe "hipnose" e à segunda chamo-lhe "arrebatamento".

Hino do Japão

Após uma maratona a ouvir os hinos nacionais de todos os Estados soberanos (versões instrumentais), elegi o do Japão como o melhor. No que toca à minha preferência, claro.

É uma peça musical e tanto. Parece acontecer num limbo e tem uma espécie de final suspenso ou de uma eventual continuação. Dou-a, aqui, a conhecer a quem não a conhece.

quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

Vão contar carneiros

Mercados internacionais a tentar convencer países a pedir ajuda.

Ghida Fakhry

Apresentadora da Al Jazeera English.

Vídeo I

Vídeo II

Há mulheres capazes de fazer um analfabeto escrever o mais belo dos poemas...

O que estás a fazer?

Estava a dormitar
Meio ao sol outonal
É um berço morno
Um cobertor natural

Um sono aí é um calmo velejar
Um sonho aí é não mais querer voltar
Cada carícia é uma nota musical
Cada segundo é um momento ideal

segunda-feira, 29 de novembro de 2010

Emmy da novela "Meu Amor"

Porque é que anunciaram os títulos dos outros dois nomeados nas suas respectivas línguas, e a novela portuguesa foi anunciada em inglês - "My Love"?

sábado, 27 de novembro de 2010

Oceano celeste

No céu navega uma caravela
É o embarque da minha imaginação
Da proa da minha ideia
Rebolam nas nuvens os meus olhos

Esteja eu onde estiver
Espelha-se cerúleo
Um assento familiar
O leito do meu olhar

Umas vezes claro
Outras vezes escuro
Manto de azul caro
Halo de púrpura nocturno

sexta-feira, 26 de novembro de 2010

Sensações

É estranha a maneira como me sinto ligado a um passado que não vivi e a um futuro que não viverei.

Não sei como foi/é com as outras pessoas mas quanto comecei a ter consciência de mim e do mundo senti que tinha chegado a meio de algo. Como na expressão "cair aqui no meio de pára-quedas".

Coreias

Talvez o futuro da Península Coreana seja ser um só país. Resta saber se vai ser comunista ou capitalista.

Notícia no Público.

quarta-feira, 24 de novembro de 2010

Produções artísticas portuguesas

A ficção portuguesa é óptima, comparando com produções estrangeiras ou não. Este prémio é a confirmação disso, não por ser muito mais importante que, digamos, um Globo de Ouro da SIC e da Caras, mas por ser um reconhecimento vindo do estrangeiro, logo, mais neutro.

A TVI só tem é um problema na apresentação das telenovelas. Transmite umas três ou quatro por noite sete dias por semana. Uma pessoa nem consegue distinguir um fim de semana de um dia útil.

A música portuguesa em geral também não fica atrás de nenhuma outra. E temos a unicidade do Fado. Mas é preciso experimentar mais. Não ir atrás de modas nem fazer coisas comerciais. Conseguisse eu fazer música e seria um minimalista.

Para mim, grupos ou artistas a solo portugueses que não cantem em português, não contam.

domingo, 21 de novembro de 2010

Portugal anfitrião

Eu vejo Portugal como uma terra de índole conciliadora e apaziguadora.

Portugal tem tudo o que os outros países têm; boas e más pessoas, boas e más condições meteorológicas, criminalidade, caridade e todo um rol de mais qualidades e defeitos.

A diferença, parece-me a mim, é que prevalece a tranquilidade, a cordialidade e um ambiente de concórdia. Para alguns estrangeiros mais habituados a conflitos nas suas vidas políticas (internas e externas) Portugal pode ter o gosto de porto seguro, de oásis.

A organização foi impecável e o resultado foi o sucesso do evento, mesmo que a OTAN não tenha lugar num eventual futuro mundo desarmado.

Não assisti de perto à cimeira, e muito menos a partir de dentro. Mas pelo que percepcionei através dos media creio que não podia ter corrido melhor.

Não nos esqueçamos que apesar de, aparentemente, não estarmos na mira de nenhum mal maior a salvaguarda do país não dorme. Lembremo-nos, pois, de todas as forças de segurança - militares, policiais, secretas e outras - que, enquanto fazemos a nossa vida, não baixam nem podem baixar a guarda 24h por dia/365 dias por ano, pois do futuro não sabe o que se pode esperar.

A propósito do fim dos trabalhos da Cimeira da OTAN.

sábado, 20 de novembro de 2010

Apelo ao voto em Espanha

Isto sim, é banalização e, até, desvalorização do sexo (de salientar o pormenor ridículo de meter e tirar o boletim de voto na ranhura da urna, ahahahahahah).

Vídeo

Boa música

Estive a revisitar uns CDs da minha adolescência e encontrei uma autora musical cujo repertório conta com algumas canções intemporais. Falo da Sheryl Crow. Ainda está no activo, mas não lhe acompanho a carreira desde o álbum de 1998.

Vou deixar aqui, talvez, as minhas preferidas.

Can't Cry Anymore (1995)

If It Makes You Happy (1996)

Hard to Make a Stand (1997)

Anything But Down (1999)

sexta-feira, 19 de novembro de 2010

Se assombro...

O meu coração escreve a tinta preta
É uma esponja saturada a pingar lamento
Ou um buraco negro no meu peito de vazio cheio

Tenho a alma tingida pela ausência de luz
Alastra no meu ânimo
E a minha garganta é um poço de alcatrão

As minhas palavras pesam, fúnebres
Os meus olhos desorientados
São dois corvos assustados

sexta-feira, 12 de novembro de 2010

Religiosidade

Uma coisa posso dizer. Desde que tenho vindo a apagar da minha mente a ideia de "Deus" sinto-me muito mais forte.

terça-feira, 9 de novembro de 2010

Vento Frio

Num Inverno temido
Num crepúsculo anil
Meu coração partido
Não em dois, mas em mil

Licor do tempo
Destila a ânsia que há em mim
Conserva-me, vivo, o verso
E, defunto, o perverso

segunda-feira, 8 de novembro de 2010

quarta-feira, 27 de outubro de 2010

Um português no FMI

Não dissertando sobre os meandros da Moeda na sociedade, e muito menos sobre o funcionamento de economias em particular (coisas acerca das quais apenas tenho pobres noções), considero que houve um acontecimento positivo neste último par de dias.

Tendo em conta as circunstâncias impassíveis que atravessa Portugal, talvez isto tenha sido o melhor que podia ter acontecido a Portugal.

Estando o país num aparente lodaçal financeiro e numa impossibilidade de entendimento entre quem de direito, acho que dá jeito ter um português no FMI, como dá jeito ter o Durão Barroso na presidência da Comissão Europeia, termos um lugar no Conselho de Segurança da ONU ou ter um embaixador europeu de Portugal para os Estados Unidos. São vantagens diplomáticas.
Haja boa-fé.

Ver também:

É realmente necessário alguns ajustes na Constituição

terça-feira, 19 de outubro de 2010

A situação na Tchetchénia

Parlamento tchetcheno atacado por terroristas islâmicos.

Treta. Esse Kadyrov não é pró-Moscovo coisa nenhuma. Já o ouvi dizer (num documentário) que uma mulher sem véu é como se estivesse nua. E em pontes sobre estradas na Tchetchénia há cartazes enormes a comparar lado a lado uma mulher com véu e outra sem véu. A mulher sem véu mostra um olhar demoníaco e a mulher com véu surge com um ar angelical. Pura violência psicológica muçulmana.

terça-feira, 12 de outubro de 2010

Apartes

Portugal é eleito para um lugar rotativo no Conselho de Segurança da ONU.

Na sequência deste acontecimento o Governo português, nas pessoas do primeiro ministro José Sócrates e do ministro dos Negócios Estrangeiros Luís Amado, anunciou através da comunicação social a conquista de um lugar naquele órgão internacional.

Os jornalistas, em vez de aproveitarem para fazer aos intervenientes directos (MNE) perguntas sobre o sucedido e aprofundarem o assunto para esclarecerem o povo português, rapidamente desviaram o assunto para outro que não tem nada a ver com o primeiro - o Orçamento de Estado.

Podiam também ter perguntado ao José Sócrates ou ao Luís Amado um prognóstico para o jogo de Portugal com a Islândia mais logo. Seria igualmente apropriado...

Há momentos para tudo. Mas esse vício de quererem obter alguma resposta sobre qualquer outra coisa à margem do assunto em pauta continua.

Os principais motivos para este comportamento jornalístico será principalmente mesquinhez e/ou submissão ao que dá mais audiência.

Relacionados:

Casos de polícia, jornalismo, e sei lá mais o quê...

Potências emergentes

Rutilante

És bela para o mundo
E em especial para mim

Laranja é o Outono
Num perfume sazonal
Me entrega ao sono
E a ti num sonho

Tu e o Outono
Alteza no trono
Eterna princesa
Do ciclo da Natureza

Na minha mente danças
Aroma em flor
No meu peito avanças
Coragem de amor

terça-feira, 5 de outubro de 2010

República Portuguesa

Efígie da igualdade
Alento na adversidade

Tua graça rubra
E pestanejar verde
Afoito coração d'oiro

Arriaram a bruxa pálida
De fitar baço, azul
E coroa fria por coração

Parabéns, República

segunda-feira, 4 de outubro de 2010

Em homenagem ao Animal

Aproveito este Dia Mundial do Animal para dar a conhecer uma história comovente que nem todos conhecerão. É uma história de dedicação Animal ao seu dono mesmo depois da morte deste.

A história começa no Japão em 1924, e é a história de um professor universitário - de seu nome Hidesaburō Ueno - que leccionava em Tóquio quando um dia encontrou nas ruas um cão ainda pequeno da raça Akita Inu ao qual foi dado o nome de Hachikō.

O professor - que morava nos subúrbios de Tóquio - todos os dias apanhava um comboio para a universidade onde trabalhava. Hachikō ia com o dono à estação e ficava à espera do seu regresso.
O cão andava pelas ruas, mas todos os dias à hora da chegada do comboio lá estava ele na estação à espera do dono.

Um dia, em Maio de 1925, o professor sofreu um acidente vascular cerebral no local de trabalho e morreu. Nesse dia, como sempre, estava Hachikō na estação à espera do seu dono, mas não o reencontrou.

Apesar de o seu dono nunca mais ter aparecido nos dias subsequentes, Hachikō, ia à estação todos os dias à hora a que o comboio chegava na esperança de o reencontrar.
Hachikō fez isto durante mais nove anos até ele próprio morrer em Março de 1935, com 11 anos, numa rua perto da estação onde todos os dias esperara o regresso do seu dono.

Embora não haja muitas histórias de lealdade Animal com estes contornos esta não é a única.

Neste link há mais pormenores sobre esta história.

sábado, 2 de outubro de 2010

Um "pouco" surreal

Bom... Isto pode ser considerado terrorismo.

Deste já eu sabia. Mas havendo outros vá-se lá saber quantos mais existiram.

Há um critério sórdido que eu não compreendo. Qual é a diferença entre as vítimas dessas experiências e os beneficiários dos resultados dos testes? Os Homens não são todos iguais?

E depois, (os Estados Unidos) encetarem testes desses em populações estrangeiras é de uma ousadia e manipulação raras.

O que parece é que os autores desse tipo de "estudos" perdem-se completamente na sua missão de médicos.

Ou então fazem-no completamente conscientes, deixando a sensação de que a ética é uma coisa artificial.

sexta-feira, 1 de outubro de 2010

Dia Internacional da Música

Para assinalar este Dia da Música deixo aqui um dos hinos nacionais de que mais gosto - o Hino da Federação Russa.

Anteriormente fora também o Hino da União Soviética desde 1944 até ao fim do regime em 1991.

sexta-feira, 24 de setembro de 2010

Ahmadinejad

Não é a primeira vez que leio pela Internet este tipo de malvadezas paranóicas, nomeadamente nas secções de comentários de jornais online.

Mas neste caso é grave porque sai da boca de um chefe de Estado. É uma irresponsabilidade, um desprezo pelas vítimas do acontecimento, uma baixeza e uma leviandade gratuita sem precedentes. E é este homem que quer que lhe confiem energia nuclear. De acordo com o perfil que o caracteriza que credibilidade tem essa pessoa para negociar o que quer que seja?

É do conhecimento geral que não é a primeira vez que esta personagem larga atoardas que (é caso para dizer) não lembram ao Diabo.
Dois dos melhores exemplos do carácter da criatura em questão foram o dizer que no Irão não existem homossexuais e que durante a Segunda Guerra Mundial nunca existiu o Holocausto.
Se no Irão não existem homossexuais é o único sítio no mundo onde não existem. É, portanto, um caso de estudo.
Quanto ao Holocausto, se não existiu, falta explicar que imagens surreais são aquelas de esqueletos andantes e doentes, enlameados e mortos ao monte entre um sem fim de outras perversidades.

Não é preciso atacar o Irão. Basta deixar o seu presidente continuar a confabular em fóruns públicos que, com o tempo, o país irá abaixo e ressurgirá com um governo mais próximo da realidade.

quinta-feira, 16 de setembro de 2010

Deportações de ciganos

A situação é realmente complicada, mas a solução arranjada pela França mais parece a solução que um país do Terceiro Mundo arranjaria.

Paciente

É acordar e lavar a cara
Com a angústia de ontem
É o passado ser presente
E o presente ser pungente

É passar o dia
Atrás das grades da alma
Sonhar acordado
E adormecer numa almofada vazia

Perigo crescente

Até a oprimida espalhar a cor do seu cabelo na luz da Arábia
Da Pérsia, da Palestina, do Cáucaso, da África do Norte
E de toda a nesga de terra assombrada pelo demónio verde
Seja o ocidental, condoído, um forte

Até a aflita ter a livre consciência de uma pomba alva
E ouvir do vento que está salva
Não pode o cavalheiro as costas virar
E a donzela horrores passar

Enquanto o Islão não tiver mirrado
No deserto queimado
E não desaparecer a Sharia
Do martirizado por essa porcaria
Deve a Ocidental intolerância
Limitar a fanática ignorância

Enquanto a Mulher não vir o seu rosto
Reflectido nos lagos e nos céus
E não provar dos oásis
O néctar da dignidade
Cabe ao Homem recto
Não hesitar e repelir o abjecto

Extirpado o Mal
É os cegos recuperar
E com eles amigar


Ligação externa:

Distribuição geográfica do Islão.

terça-feira, 14 de setembro de 2010

Perdido me acho

Nunca me perdi no verde de uma floresta tropical
Nem em nenhuma ilha de águas turquesa
Não fechei os olhos num pantanal
Nem do Árctico senti qualquer aspereza

Nunca estive perto do fim no Sahara
E não me esqueci da minha cara
Não me perdi durante séculos no mar
Nem, morto, alguém me foi encontrar

Perdi-me, sim, no meu desejo
Que é um labirinto
Cuja saída eu não vejo

Fraternidade em conflito

A mais amarga das guerras é a guerra entre irmãos.

sábado, 11 de setembro de 2010

Dezembro/2009 - Setembro/2010

Este ano não foste o mesmo, Agosto
Só me aqueceste o desgosto
E me lembraste que perdemos
Até o pouco que temos

Recordo também Janeiro
Estava a chover
E chovia tristeza
O som era inumano
Era como se não houvesse telhado
E as portas estivessem abertas
Água da devassidão
Tudo ensopou de desolação

Esmeralda

No horizonte raia o sol quando sorris
E em mim
A vontade de escrever coisas bonitas
Que só por seres me ditas

És o fresco amanhecer de mais um dia
Que me sombreia de alegria
A ti vão dar todas as veredas
Pelo aroma de quando chegas

Improviso

O improviso só não resolve o que está previsto.

Insulto

As palavras não magoam. Só as intenções.

quarta-feira, 8 de setembro de 2010

Liberdade religiosa

Um dia os doutos legisladores, iluminados arautos da liberdade de (in)consciência religiosa, aperceber-se-ão de que não podem (ou não devem...) garantir numa Constituição algo tão vago como "liberdade religiosa e de culto" independentemente dos contornos do culto ou da infinidade de cultos que possam surgir.

Petição do Moita Flores

Essa petição, como todos os argumentos pró-touradas, é tão incompatível com a realidade que se aparta a si mesma de qualquer razão.

Se bem percebi, no ver do Moita Flores e de outros aficionados como ele, a tourada representa o confronto do Homem com a sua própria mortalidade (na figura do touro).
É um papel e tanto para um touro, somente uma entre várias criaturas do vasto Reino Animal.
"Fera negra", apelidou-o Moita Flores.
A tourada é triste e sofrível, mas acho que é impossível ler essa petição sem rir às gargalhadas. Além destas tiradas, não há mais nada de substancial naquele texto.

Não sei se o Moita Flores escreve comédia. Também não sei se por ser presidente da Câmara Municipal de Santarém está a querer agradar ao eleitorado daquela zona onde, porventura, haverá mais tolerância a touradas.

Eu também saio da realidade com muita facilidade, mas sei distinguir objectividade de subjectividade. Quanto mais exaltação cruel de coexistência serena.

segunda-feira, 6 de setembro de 2010

50/50

Sou metade tristeza
Metade felicidade
É uma tatuagem que eu tenho
Desde remota idade

Qual moeda
Tenho dois lados
Dura queda
Amenos prados

É tão desconhecido
Como se é regido
Assim vou eu
Ao atirar da moeda

sábado, 4 de setembro de 2010

Sub-humanidade

A propósito de umas declarações radicais de Morrissey na sequência de casos como estes, certamente, devo dizer que também eu já tinha reparado na desumanidade para com animais naquela parte do mundo (Extremo Oriente).
Como exemplo posso apontar um restaurante chinês que serve peixe frito vivo.
Alguém me diga qual é o motivo de comer um animal ainda vivo se não apenas o sadismo.

O que distingue o Homem do Animal é o que se passa no cérebro humano. A moral, o espírito crítico, a auto-consciência, o conhecimento do bem e do mal e o respeito por uma sociedade entre muitas outras coisas distintas.

Apesar de o Homem ser um animal racional pode também agir irracionalmente; em casos de emergência, por medo, raiva, doença, etc..

Portanto a racionalidade, especialmente nas virtudes da benvolência e da temperança aliadas à auto-percepção de si mesmo no mundo e na interacção com os outros seres vivos inferiores, deve ser preciosamente cultivada pelo ser humano pois é realmente a única coisa que o distingue dos animais.

Conclui-se, assim, que o Homem que não faz uso daquilo que o distingue do Animal não passa de uma carcaça biologicamente humana.

Da mesma maneira, não há nada pior à face desta Terra do que usar a inteligência para o mal.

quarta-feira, 1 de setembro de 2010

quarta-feira, 25 de agosto de 2010

Desconsideração por animais

Eu nem ia comentar este acto, mas não me lembrei de alguns comentários irritantes que normalmente aparecem. Por isso vou comentar e aproveitar para dar a conhecer a minha percepção em relação aos maus tratos a animais em geral.

Quando estas coisas acontecem aparece sempre gente ciumenta a dizer que se dá mais atenção aos animais do que às pessoas. Parece uma espécie de ganância. Devem estar com medo que lhes falte alguma coisa.
Gente dessa deve ter alguma falha intelectual ou ao nível da sensibilidade. A compararem directamente animais com humanos.
Isso é uma comparação do tipo; dizer a uma pessoa com um dedo partido para não se queixar porque está ali outra que partiu o braço.
Ó antropófilos duma figa! Não se preocupem. Os humanos terão sempre prioridade sobre os animais.

Estes casos e algumas das suas reacções são sempre uma pedrada no meu charco.

Estes actos dizem muito acerca de quem os comete. Revelam no mínimo frieza e total desprezo por um ser vivo. Por acaso só o meteu no lixo, mas se o tivesse estrangulado antes não me admiraria.

Uma coisa é não gostar de animais. Outra muito diferente é gostar de os ver sofrer. Mas parece que há gente que não se apercebe disso. Acho que até ficam contentes quando vêem notícias destas.

É nas reacções a casos destes que se vê que o mundo nunca estará em consenso, e fico realmente triste por não haver uma voz em uníssono na condenação aos maus tratos a animais.

domingo, 22 de agosto de 2010

Barras de fruta

Parece-me bom e boa ideia, se for como diz a notícia. Fico expectante em provar.

Wikileaks

O Wikileaks pertence a um assunto mais vasto do que apenas ao caso recente.
A essência do Wikileaks e quejandos trata-se sobretudo de voyeurismo. É um sentimento algo infantil o de fazer algo extremo e mostrar a toda a gente. Dantes mostrava-se aos amigos e chateava-se os pais. Agora com a Internet mostra-se a todo o mundo. Mas não se ganha nada de significativo com isso. Parece-me até que traz mais problemas do que benesses.

Paralelamente costumo pensar que, se aconteceu, deve ser conhecido para que se aprecie e se tire as devidas ilações.

Indubitável é o perigo de tais acções - denunciar identidades, acontecimentos em contextos muito próprios, etc...
Eu não gostaria de ser o responsável pela desgraça de ninguém.

Falando do caso actual, aparece a Suécia (que até tem uma tradição de neutralidade internacional) com acusações atabalhoadas (acusa num dia e anula no outro) a fazer figura de República das Bananas - perdão - Reino das Bananas.
É óbvio o problema entre os Estados Unidos e esse site. Não sei é para que foi a Suécia lascar a sua credibilidade.
Mas pronto... às vezes nem quem está metido nos assuntos sabe o que se passa, cada um faz para seu lado...

quinta-feira, 19 de agosto de 2010

Destroço

Mesmo entre escombros
Há um tecto de sonhos
Mesmo sem abrigo
Há, estranho, um amigo

Ofereço-te uma estrela
Para iluminar esse sorriso
Fecha-a na tua mão
E pensa no paraíso

Ao sabor do medo

Estou preso num sítio onde o futuro não conta.
Só o silêncio puro e estúpido arremeda mitigação deste naufrágio de mim.

Porque o afectar não é linear.

quarta-feira, 18 de agosto de 2010

Tenho dito

Não sei se será no nosso tempo, mas acontecerá.

A relação proibicionista no que concerne às drogas é ainda uma herança de um passado de preconceitos, de propaganda tipo "bicho de sete cabeças" e de imposição de comportamentos que apenas têm o efeito contrário.

A acontecer a legalização das drogas duras, não pode ser só num país. Não adiantará nada. Não poderá haver campo em lado algum onde se possa fazer negócio com a droga. Terá de ser uma acção concertada mundialmente. Uma articulação ao nível das Nações Unidas ou algo que o valha.

Vai ter de se lutar contra várias frentes durante muito tempo. Vai ter de se lutar contra culturas, contra gente honesta mas fanaticamente inflexível em relação a substâncias estupefacientes, contra lobbies corruptos de bastidores políticos, governamentais, institucionais, etc., contra grupos armados de toda a espécie de finalidade criminal e de cuja ilegalidade das drogas depende grandemente o financiamento das suas actividades, e por aí fora...

Não legalizar as drogas, para quem apoia esse cenário, e contando apenas com os proibicionistas sérios, pode parecer um caso de falta de visão. Mas não. Lamento mas, pelo menos nessa área, receio que seja falta de aptidão e inteligência.

quinta-feira, 12 de agosto de 2010

Acontece no séc. XXI

Bom. Eu nem sei por onde começar.

No Circo Islâmico do Irão existe a pena de morte nas suas formas mais sujas. E condenam à morte os seus cidadãos por "crimes" como adultério (condenável, no máximo, moralmente), homossexualidade e se calhar até por ouvirem música Ocidental.

Está na corda bamba (certamente entre muitas outras) uma iraniana condenada à pena de morte por lapidação pelo "crime" de adultério. Num caso pouco transparente (como é apanágio por aquelas bandas) o deficiente regime decidiu mudar a acusação para cumplicidade no homicídio do marido.
De notar que a acusada já tinha recebido um castigo de chibatadas.

Li nas notícias que aquele regime transmitiu uma suposta confissão da acusada a admitir o crime. A notícia descreve que nessa confissão aparece uma mulher vestida de preto da cabeça aos pés, com um pouco da cara descoberta e distorcida, a incriminar-se e a "denunciar" propaganda dos media ocidentais em relação ao seu caso.

Se não tivesse encontrado a tal "confissão" não teria escrito este post.
Mas é verdade, e aqui está um vídeo com excertos do ridículo.

Isto é uma cuspidela na cara do bom senso.

Pelo que eu vejo naquele vídeo até pode ser o próprio Ahmadinejad ali sentado a murmurar.

Agora, três notas finais, tentando trazer alguma normalidade a este caso:

1º Tortura é um método logicamente inválido. Uma pessoa sob tortura pode confessar tudo e mais alguma coisa.

2º Eu não sou investigador criminal, mas penso que uma confissão tem um valor algo relativo, a menos que haja corpos e o criminoso leve os investigadores até ao sítio onde estão, por exemplo.
Penso que, num crime, o importante é o que se consegue provar. Um suposto criminoso até pode dizer que assaltou um banco e que escondeu o dinheiro na Lua. Cabe aos investigadores apurar os factos.

3º Resta saber o que ganham aqueles arlequins ao tratar as mulheres (e não só) tão mal.

segunda-feira, 9 de agosto de 2010

O momento de cada um

A música disco não está propriamente bem classificada na minha escala de preferências musicais.
Mas quando me deparo com algo bem feito (não só na música, mas em qualquer actividade) é com prazer que elogio a unicidade com que me brindam.

Assim acontece nesta actuação dos Boney M., durante a canção Daddy Cool (uma canção de 1976).
Veja-se a actuação do elemento masculino do grupo.

No que quer que seja dá gosto ver os melhores em acção.

Sete Maravilhas Naturais de Portugal

Elaboraram uma lista de maravilhas naturais sem uma verdadeira força da Natureza - a Joana Teles.

domingo, 8 de agosto de 2010

Faces do crime

Passando levemente pelo assunto da grande criminalidade pode pensar-se que terroristas islâmicos e traficantes de droga sul-americanos são todos a mesma coisa - criminosos. Mas talvez essa palavra seja a única coisa que os une.

Escolhi estes dois "grupos" porque a comparação destes é o melhor exemplo de antagonismo criminal.

Claro que os motivos de desprezo à lei que cada indivíduo ou bando têm são tão únicos quanto as impressões digitais de cada um.

Mas penso que há pelo menos uma grande divisão que se pode fazer.
A divisão entre a crença religiosa fanática e a sensação de ausência de santidade, chamemos-lhe assim.

Vejamos o Médio Oriente e a América Latina.

No Médio Oriente mata-se porque se acredita. Na América Latina mata-se porque não se acredita.

No Médio Oriente mata-se por uma suposta certeza de que se está certo. Na América Latina mata-se pela completa ruína de valores. Já não se acredita em nada.

Isto não quer dizer que os terroristas islâmicos são incorruptíveis. Toda a gente sabe que financiam as suas lutas com toda a espécie de ilicitudes, como supremo exemplo de hipocrisia.

Mas quem é que vai perder tempo a vergastar uma rapariga (como já se viu os talibãs fazerem) por razões que não dão nada a ganhar a ninguém (por adultério e outras acusações anormais).
Tem que haver uma forte componente ideológica neste caso.

Nos dois casos, o resultado é o crime. Mas o caminho é diferente.

É como costumo dizer. Os opostos tocam-se.

Devo dizer que não estou a associar regiões geográficas a crimes. Quando digo Médio Oriente estou a falar do terrorismo no Iraque e na Palestina, e quando digo América Latina estou a falar das guerras entre traficantes de droga no México e nas favelas do Brasil.

sábado, 7 de agosto de 2010

Simplificação da Bandeira Nacional

Sem querer afrontar de maneira alguma a bandeira sob a qual nasci e sob a qual não me importarei de morrer, e apenas como um mero entusiasta de vexilologia, avanço aqui com um símbolo que nada mais é que uma possível simplificação da actual Bandeira Portuguesa.



Descrição da bandeira:

Campo de proporção 2:3 partido de verde escuro e vermelho. Dois quintos de verde à tralha e três quintos de vermelho ao batente. Cores da pátria republicana e portuguesa.

As cores da matriz portuguesa em estrela azul escura de cinco pontas e fímbria branca, centradas sobre o encontro das cores base, evocam a insigne História de Portugal. Sinal de bom augúrio, a estrela pode ser também uma referência à bandeira da União Europeia, entidade supranacional da qual Portugal é membro pleno.

Observações:

Acerca da actual bandeira portuguesa, creio que não há necessidade de tanto pormenor arduamente reproduzível e de difícil memorização.
Penso que é exagerado carregar o pano com os minúsculos castelos, escudo, escudetes, besantes e a explícita esfera armilar.

Não será unânime, mas sou da opinião que uma bandeira com um desenho simples tem muito mais força.

Nesta secção do site da Associação Vexilológica Norte-Americana ensinam cinco princípios básicos que se deve ter em conta quando se pretende criar uma bandeira.

Para mim, um exemplo de uma bandeira eficaz. E outra, à minha vista, menos apropriada como bandeira.

Muito elaborados podem ser os brasões, não as bandeiras.

A composição que figura actualmente na bandeira de Portugal continuará a existir com alguns elementos extra como Brasão de Armas Nacional.

Relacionado:

Regionalização/Propostas de bandeiras para as regiões de Portugal

quarta-feira, 4 de agosto de 2010

Acabar com as touradas

Não há muitos políticos que dêem a cara para tratar desse assunto moribundo tão caro para algumas elites limitadas e selvagens.

Realmente a meta é erradicar nacionalmente essa estupidez. Já vai mais que tarde.

Legalização das drogas

Um dia o mundo chega lá.
O mal é que, enquanto chega e não chega, vai morrendo gente.

segunda-feira, 2 de agosto de 2010

Já não sei

Não sei se me quero perder
ou se me quero encontrar
Seguir a viver
ou parar de desejar

Não sei se quero acordar no azul do céu
ou adormecer no glauco leito do mar
Ser um desolado ilhéu
ou fechar os olhos e sonhar

Escolaridade

Também chumbei durante o meu percurso escolar. E em relação a esse tema (que está na ordem do dia) há uma coisa em que reparei. Nos muitos anos que andei na escola tive colegas mais velhos, mais novos e da mesma idade que eu, e nunca vi ninguém que chumbasse por dificuldades de aprendizagem. Vi foi gente que chumbava por puro desinteresse, por faltas, etc. E eram pessoas inteligentes, que se se virassem para o estudo passavam os anos lectivos com uma perna às costas.
Por isso, parece-me que a questão do (in)sucesso escolar está apenas na adaptação ao sistema. Uns conseguem trabalhar no sistema, outros não.

Obviamente que há alunos com reais dificuldades de aprendizagem, mas acredito que é uma pequena percentagem.

sábado, 31 de julho de 2010

Filhas de um Deus menor

Aisha.

Regras de vestuário prisional

Uma regulamentação neste âmbito já é para ontem.

E os uniformes devem ser de cores garridas, cor-de-laranja, por exemplo, para que em caso de fuga o fugitivo seja bem visível.
Nos Estados Unidos é assim e tem toda a razão de ser.

A cadeia não é para andar a passar modelos.

sexta-feira, 30 de julho de 2010

Misha



Olhos de água-marinha
E, o peito, de pelagem branquinha
Uma vez alguém disse
Que o teu miar parece uma canção
Talvez seja contentamento
De seres um animal de estimação

Pela porta queres sair
Talvez para passear
Se eu pudesse dava-te um jardim
Para correres sem parar

quarta-feira, 28 de julho de 2010

Catalunha proíbe touradas

A tourada, pelo menos na Europa, está presa por um fio.
Só os aficionados é que não querem perceber isso.

A brutalidade da actividade justificava a sua proibição imediata, mas pronto...

Notícia do Público.

Graffiti

Não gosto de graffiti. É uma arte, mas devido às suas características (de clandestinidade) é algo intrusivo. Por melhores que sejam os desenhos ninguém deve ser obrigado a deparar-se com eles.
A questão é que, como a beleza e a agradabilidade são subjectivas, não há diferença entre um graffiti elaborado e umas pinceladas de tinta ao calhas. E acho que todos concordam que umas pinceladas ao calhas é algo de parco valor.

As ruas não são de ninguém, são de todos.

terça-feira, 27 de julho de 2010

Myanmar

Índia (a chamada maior democracia do mundo, com sistemas de castas, invasões ilegítimas, problemas populacionais, etc...) recebe com tapete vermelho o líder da junta militar que dirige Myanmar (ou Birmânia, nome milenar alterado ditatorialmente pelo presente "governo").

Uma junta militar é um grupo de altas patentes militares que tomam conta de um país em caso de caos e desgoverno e que, estabilizada a situação entregam o rumo do país ao poder civil.

No caso de Myanmar está visto que não é uma junta militar. É uma junta de bois.

segunda-feira, 26 de julho de 2010

Portugal na Antárctida

Foi distinguida uma investigadora portuguesa (a qual merece todo o reconhecimento) por trabalhos levados a cabo na Antárctida.

No entanto, neste caso da Antárctica como noutras áreas, não pode ser apenas um português a conquistar algo. Tem de ser Portugal. Só assim se notabiliza um país e todos os seus nacionais beneficiam com o feito alcançado.
Quando se ouve dizer que um cientista português conseguiu isto ou aquilo numa universidade britânica ou americana (por exemplo), parece-me que o benefício maior é para o anfitrião. Parece que é trabalhar por conta de outrem.

Certamente que para Portugal não será uma prioridade ter uma base permanente em solo antárctico, mas é curioso que tantos países sem tradição de exploração de terras não contíguas às suas marquem, de alguma forma, presença na Antárctida.

Portugal, com a sua História, deve ter na Antárctida - grosso modo - o único sítio da Terra onde não teve nem tem presença significativa.

Mais informações:

Portal Polar

Secretariado do Tratado da Antárctida

Bandeira do Secretariado do Tratado da Antárctida

Fotografia

Acho imagens estáticas, em geral, um pouco maçadoras.
A fotografia é uma arte, mas por melhor que seja uma foto acaba sempre por me cansar.
Sem prejuízo de toda a sua dimensão útil na sociedade, não sou o maior dos apreciadores de fotografia.

Mátria

Tenho vossas tranças na memória
Antes menina, agora mulher
Sois a espada e o escudo
De Portugal na História

quinta-feira, 22 de julho de 2010

BZ, Viagem Alucinante

É um filme aflitivo com um fim antagónico.

O filme é um pesadelo, à excepção do surpreendente final terra-a-terra, mas a atmosfera alucinatória não deixa de ter algo de cativante.

Trailer do filme

Os Amantes de Maria

Gostei do ambiente, da envolvência deste filme.

O estar e o não estar...

Uma imagem que me marcou muito e me faz lembrar deste filme é a da cadeira na erva alta.

Trailer do filme

quarta-feira, 21 de julho de 2010

Tratando-se de dinheiro e estatuto...

... não acho completamente inverosímil tal promiscuidade.

Se calhar era melhor desmontar o castelo da Barbie, não? Séc. XXI, igualdade e tudo isso... E pelo menos a Escócia ir à sua vida.

Não estou a desejar a ruína de um país. Espero que um dia os ingleses sejam cidadãos, e não súbditos.

sexta-feira, 16 de julho de 2010

Plano fúnebre

Não quero ser enterrado
Quero jazer em campo aberto
Depois do mato cerrado
Na miragem do deserto

Mas longe da vista
Sem deixar qualquer pista
Na mais alta montanha
Sobre a terra castanha

quinta-feira, 8 de julho de 2010

Playboy portuguesa

Bem... Se calhar mais vale fechar mesmo. Homenageiam tudo menos mulheres. Os editores ainda não perceberam que a revista não é para eles próprios. É para o público.

domingo, 4 de julho de 2010

Música e política

Não se deve descer a música à política.
Não é que a política seja algo menos nobre. A música é que é, por demais, excelsa.

Killing in the Name

Nesta canção quase que nem ouço o vocal. O riff é tão bom que não lhe consigo perder o rasto.

Extremos ideológicos

Por vezes (pela Internet) passo por páginas de adeptos da extrema-direita encalhados nas tretas da idealização de raças e semelhantes abstracções absurdas.

Fico com a impressão que vivem na mais completa fantasia, tipo Pequenos Póneis.
Isso é a extrema-direita.

Agora, a extrema-esquerda.

A extrema-esquerda tem a mania que sabe o que é o melhor para o próximo.
Escreve "Paz" com vandalismo, e enfeita a degeneração de liberdade. É um lobo em pele de cordeiro.

Regimes de extremos têm especialmente em comum propaganda revoltante, tentativa de manietar as populações e desprezo pelos mais básicos direitos humanos.

Portanto, se esta bandeira me dá vómitos, esta mete-me medo, sufoca.

Reforma da NATO

Gastos militares.

Eu só sei é que os escravos de Alá, enrolados em farrapos, dão água pela barba a praticamente todos os países ocidentais que dispõem de tecnologia bélica de ponta.

Certamente que isso só acontece porque parte da táctica de guerra dos padecentes religiosos passa por, desonrosamente, se escudarem na população civil.

terça-feira, 29 de junho de 2010

Portugal eliminado do Mundial de Futebol de 2010

Não foi possível ganhar à Espanha nos oitavos-de-final. Fica aqui o meu reconhecimento à selecção portuguesa pela campanha neste mundial de futebol na África do Sul.

Só houve uma coisa que não valeu a pena. Ter tomado conhecimento de um objecto chamado vuvuzela.
Tenho a certeza que em Angola ou em Moçambique existem instrumentos sonoros tradicionais mais agradáveis do que as vuvuzelas.

sexta-feira, 25 de junho de 2010

Portugal incomoda

A alegria de uns pode ser o malogro moral de outros.

Acredito que a integridade física dessa criança correria perigo, não só por parte de franceses mas também por hordas de magrebinos e sei lá mais o que por lá anda...

A verdade é que é pouco o respeito a Portugal. Há desdém gratuito mesmo.
Desde o mais miserável país do Terceiro Mundo, enterrado em vício até à milésima encarnação, ao mais perdido comedor de dinheiro dos países desenvolvidos, de nariz tão empinado quanto ignorante do seu passado silvestre.

É lamentável que as coisas assim sejam.

Pensamento da madrugada

Melhor que uma mulher só mesmo duas mulheres.

quinta-feira, 24 de junho de 2010

Expressão de patriotismo

Muita gente critica que alguém só manifeste patriotismo em relação à Selecção Nacional de Futebol. Mas hoje em dia já não é legalmente possível conquistar territórios pela força.
Actualmente as conquistas mais marcantes e duradouras fazem-se principalmente de charme, de cultura e de desporto.
Por isso se quisermos ter visibilidade internacional terá de ser nessas condições. E apenas é contraproducente não reconhecer isso.

quarta-feira, 23 de junho de 2010

sexta-feira, 18 de junho de 2010

Não se deve brincar com o fogo

Por vezes as pessoas escolhem ofender-se.

Luxemburgo

Ora bem...

A minha opinião sobre a emigração de portugueses é esta.

Agora; o Luxemburgo não insultou Portugal e os portugueses como país porque não o é. É um Grão-Ducado. E toda a gente do séc. XXI sabe que uma monarquia não é um governo legítimo.
Insultou ao ter comparado Portugal com países islâmicos (?) violadores de direitos humanos e discriminadores, coisa que exactamente replicou. Irónico, não?

Deve ter sido uma meia dúzia de leitões (ou seja, a população total nativa daquele chiqueiro bastardo) a focinhar aquelas porcarias. Coitados. Pensam que são um país.

Peço as mais sentidas desculpas a todos os luxemburgueses de bem, mas essa sarna faz parte da vossa comunidade e numa comunidade a responsabilidade é de todos.

Antes ser pedinte em Portugal a deixar cair uma gota de suor do meu trabalho em solo inculto.

quarta-feira, 16 de junho de 2010

quinta-feira, 10 de junho de 2010

Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas

Árvore da minha vida
Da qual tenho colhido
O fruto mais apetecido
O da bonança querida

Entre solene passado
E cego futuro
Vivo sereno e contentado
De, Português, ser puro

quarta-feira, 9 de junho de 2010

domingo, 6 de junho de 2010

Sobrevivente

Ainda hoje
tens medo de ir parar
a esse sítio na tua cabeça
Mas brinda com o vinho da catarse
pois haverá quem não esqueça
aquilo que, sem preço, te fizeram passar.

sábado, 29 de maio de 2010

quinta-feira, 27 de maio de 2010

Acerca dos sentimentos em torno da Guerra Civil Americana

A Guerra Civil Americana foi um conflito bélico ocorrido entre 1861 e 1865 no actual território dos Estados Unidos da América, numa altura em que o país não existia como hoje o conhecemos.

Essa guerra opôs, grosso modo, o Sul dos Estados Unidos contra o Norte. O Sul era uma confederação de onze estados que previamente haviam declarado secessão da Federação (ou seja, dos Estados Unidos da América) conhecida durante a guerra por União (o Norte).

O principal motivo de divergência entre as partes beligerantes era a (i)legitimidade da escravatura como forma de organização social.

No desfecho do conflito a escravatura foi abolida em todos os Estados Unidos e a Confederação dissolvida e reincorporada na Federação.

Uma canção dos The Band toca na questão da guerra com uma canção chamada The Night They Drove Old Dixie Down, lançada em 1969.

O autor da canção (canadiano de nacionalidade) disse uma vez que escreveu essa canção após uma visita ao Sul dos Estados Unidos e que no seu contacto com as gentes dessa parte da América sentiu uma espécie de nostalgia, «uma espécie de tristeza bela», nas suas próprias palavras.

Acho possível que, no fundo, o Sul sabia que estava errado, que era errado manter a escravatura. Talvez essa melancolia resulte disso - de lutar por uma causa perdida. De saber que se está errado mas querer manter a "tradição" ou o que lhe queiram chamar.

Fica aqui uma versão dessa canção pela Joan Baez que lhe confere ainda uma sensação própria por ser uma voz feminina.

Mais informação:

Bandeiras da Guerra Civil

domingo, 23 de maio de 2010

Passado, Presente e Futuro

O passado não conta para nada. O que quer que tenha acontecido é do presente que se faz algo. A única coisa ilustre num passado é a memória dos antepassados.

Tendo isto em conta o nacionalismo e o patriotismo deixarão de fazer sentido. Vai ser impossível manter nações tal como as que conhecemos. As nações desaparecerão e os povos misturar-se-ão. Será uma espécie de Pangeia humana. Não haverá nações pelas quais lutar. Será um conceito ultrapassado.

Eu não apoio nem deixo de apoiar, mas não vejo o que possa parar este processo. Cedo ou tarde, uns primeiro outros depois, creio que este cenário tomará lugar.

Cada vez mais assumo-me como um simples espectador do inevitável.

Muita tinta ainda há-de correr, mas talvez este cenário seja o resultado último da globalização.

Anarquismo

A propósito de bandeiras negras aqui e ali.

O anarquismo é uma filosofia magnífica.
Quando um país está em crise os anarcas "ajudam" destruindo infraestruturas e causando mais despesas. E se matarem uma ou outra pessoa, não há problema. Tudo para alcançar não sei o quê.

São contra hierarquias porque estas são corruptíveis. Portanto, boa-fé, é algo que desconhecem. Partem logo do princípio que o ser humano degenera.

E gostam muito da liberdade, mas da sua própria liberdade. Porque talvez não reparem, mas condicionam a liberdade dos outros com as suas "acções directas".
Achar-se-ão os donos da Liberdade?

De resto o que se tem visto ultimamente destes grupos é que são os abutres da espécie humana. Pontapeiam o adversário quando está no chão.

segunda-feira, 17 de maio de 2010

Sacrifício

Um sacrifício pode, de facto, inflamar uma causa ou até mesmo concretizar um objectivo.
Mas um sacrifício tem timing. Não sendo feito na altura ou no momento certo, o mártir é mais útil à causa vivo do que morto.

sábado, 15 de maio de 2010

Alma do avesso

Quando não se pode gritar (vivo num apartamento) é bom ouvir isto.

Pensando na morte

A maneira como aqui são colocadas estas questões partem única e exclusivamente da minha vivência e da minha impressão sobre o assunto.

Tendo em conta as características da vida:

Morte natural, por doença ou acidental/incidental

Como é que devemos encarar a morte?

Com humor? Em silêncio? Com mordacidade?

Morte por suicídio

Se considerarmos o suicídio ridículo; o que é mais ridículo? Deixar um bilhete de suicídio ou não deixar nada?

terça-feira, 11 de maio de 2010

Eva

Menina de cabelos d'oiro
desfias da tua cabeça
o mais fino tesoiro

Luz nos teus olhos
a centelha preciosa
da rapariga charmosa

Bairrismo

É das coisas mais risíveis a que se pode assistir e uma das maiores demonstrações de pobreza de espírito.

O bairrista, seja pela sua terra ou pela sua região, é o retrato da pessoa que nunca saiu do "buraco" onde nasceu.

Talvez eu tenha esta opinião devido à minha experiência pessoal.
Eu nunca vivi onde nasci. Fui nascer a Torres Novas, passei a minha infância em Tramagal, e agora estou no Barreiro.

Dou muito valor aos sítios por onde passei, mas devido a este meu percurso (que até nem é tão extenso assim) sinto que a minha terra é Portugal inteiro sem grande distinção de lugares.

Portanto o meu conselho a bairristas é que saiam mais de casa. O mundo não é só a vossa rua ou a vossa região.

Acerca das religiões

Ninguém espere que as religiões acabem algum dia. As crendices são um produto da mente humana, por isso enquanto houver humanos haverá sempre pelo menos um a acreditar.
Poderá é acontecer um grande desbaste nos que crêem e a religião passar a ser menos tolerada e mais mal vista.

sexta-feira, 7 de maio de 2010

Ninfa

Pés descalços no solo
Olhos fundo no céu
Harmonia de feromonas
Quero andar contigo ao colo

Chuva

Onde está a chuva?
As notas musicais
que compõem melancolia
As gotas que salpicam
a cinzenta melodia.

Fio de Sol

Tez morena
Aura serena
És um espectáculo
E eu sou um espectador

terça-feira, 4 de maio de 2010

É realmente necessário alguns ajustes na Constituição

Isto é verdade.

Digo isto por umas quantas razões;

Normalmente há sempre tanta gente envolvida num assunto que, quando alguma coisa corre mal, a culpa morre sempre solteira.

Depois, como não é possível agradar a gregos e troianos, um sistema assim não ata nem desata.

Portanto o que é preciso é responsabilização. É preciso que apenas uns poucos sintam o peso da responsabilidade e as consequências das decisões que tomam. Talvez assim haja mais cuidado naquilo que se faz.
Se governam bem, óptimo. Se governam notoriamente mal sai o mau governo e entra outro, sem parcimónia.

quarta-feira, 28 de abril de 2010

Recentes acontecimentos envolvendo Portugal

Esta subida da SPF ao 3º lugar do pódio da FIFA teve um timing... esquisito... em relação a outras situações em que envolveram Portugal ultimamente.
Sem querer retirar um milímetro ao mérito do referido colectivo desportivo (nosso representante pelo mundo na modalidade), esta subida parece-me ser uma coincidência estranha.
Até parece que é para distrair ou calar o povo português...

Artes divinatórias

É aqui que, supersticiosa de ganância, a Economia encontra a Astrologia.

Olá, adeus

Agência Financeira: "O país tem que responder a este ataque dos mercados".

Ao cuidado das agências de rating, a minha resposta.

sábado, 24 de abril de 2010

Regionalização/Propostas de bandeiras para as regiões de Portugal

Dada a minha opinião sobre uma regionalização em Portugal aproveito também para expor algumas ideias para bandeiras regionais (caso se requeiram bandeiras para esse efeito e caso sejam definidas cinco regiões).


Conjunto padronizado:

Estrela - Símbolo positivo, pretende simbolizar a ligação de Portugal à União Europeia aludindo às estrelas da bandeira da dita entidade; verde escura, partida de vermelho sobre fundo branco para exaltação das cores nacionais.



Vermelho escuro - as quentes terras alentejanas.



Laranja - as costas de areais algarvias.



Verde - o solo fértil do coração de Portugal.



Negro - da bandeira municipal de Lisboa.



Azul escuro - cor fundamental da nacionalidade portuguesa.


Conjunto diferenciado:


Descrição do modelo:

Campo de branco - para melhor evidência das demais cores.

Verde azeitona - Simboliza, aqui, todo o fruto da terra alentejana.

Azul celeste - o límpido céu que juntamente com as planícies compõem a moldura alentejana.


Descrição do modelo:

Campo de branco - para melhor evidência das demais cores.

Cerceta - o Oceano Atlântico que banha toda a costa algarvia.

Laranja - a orla costeira algarvia.


Descrição do modelo:

Verde - Litoral Centro.

Bordeaux - Interior Centro.

Branco - todos os corpos de água da região.




Descrição do modelo:




Banda de branco - estuário do rio Tejo que divide as duas margens.




Descrição do modelo:

Azul naval - Litoral Norte.

Castanho - Interior Norte.

Branco - todos os corpos de água da região.


Informações:

Regionalismo
Regionalização de Portugal

quarta-feira, 21 de abril de 2010

Reguadas

A propósito desta notícia do Jornal i.

Eu refuto, a princípio, a reprovação de (eficazes e inofensivas) reguadas. Apanhei algumas na 1ª classe (ano lectivo 86/87). Não era dos que apanhava mais.
Não sinto qualquer ressentimento (embora por vezes o professor errasse num castigo ou noutro, pois é humano e também erra) porque mesmo sendo eu novo, e também olhando agora para trás, via e vejo que os castigos não eram nada de pessoal. Faziam parte de um método de ensino, método esse que me proveu algumas das bases-chave daquilo que hoje sou intelectualmente, embora não tenha qualquer formação superior.

Lembro-me que muito raramente se ouviam palavrões no recreio pois alguém se queixaria (mesmo que meio a brincar) e isso traria reprimendas. Pequenos constrangimentos que todos preferiam evitar.
E não era pressão ou medo que sentia. Era protecção e segurança. Porque sabia que, tal como eu, todos os outros seguiam a mesma "lei".

O que sinto hoje é que qualquer bandalho me pode enxovalhar e escapar sem nenhum castigo nem arrependimento.

Se ninguém se portar mal não há que ter medo de castigo algum.

Canção

Não há canção para mim.

terça-feira, 20 de abril de 2010

Tudo passa

Tudo passa
Entre júbilo e desgraça
Solidão e companhia.
E entre ser e não ser
É só um dia
O nascer e o morrer.

domingo, 11 de abril de 2010

Katherine Bigelow

Bem... Esta senhora é mais velha do que a minha mãe, mas tem um poder de atracção hipnótico. Esplêndida!

terça-feira, 6 de abril de 2010

Academia Wikipédia em Portugal

Sou utilizador da Wikipédia já há algum tempo. Para mim a característica mais marcante desse projecto é a confiança no próximo. Claro que por vezes essa confiança é quebrada por alguém, mas na generalidade o projecto funciona tão bem quanto possível. Num mundo ideal seria assim que tudo funcionaria - à base de confiança. Portanto eu apoio esse projecto (que até serve para promover a língua portuguesa), nem que seja divulgando-o.

Este é o anúncio do evento:

A Academia Wikipedia (sítio em academia-wikipedia.org) realiza-se pela primeira vez em Portugal, na Exponor, Porto, a 16 de Abril, sendo uma parceria entre a Associação Wikimedia Portugal (sítio em wikimedia.pt) e a Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto.

Irá contar com diversos oradores (programa em academia-wikipedia.org/programa.php), onde se conta, por exemplo, Kul Takanao Wadhwa, Head of Business Development da Wikimedia Foundation. Docentes universitários, investigadores, editores e empresários compõem o restante painel.

A inscrição é gratuita, obrigatória e online em academia-wikipedia.org/inscricao.php. Mais perguntas? Página de contacto em academia-wikipedia.org/contacto.php e no mail press@wikimedia.pt

segunda-feira, 5 de abril de 2010

Casos de polícia, jornalismo, e sei lá mais o quê...

Acerca de casos de polícia e/ou irregularidades várias, envolvam quem envolverem, só quero saber uma coisa: que a justiça funciona.

Noticiam um caso claramente e quando sair a sentença transmitem-na ao público.

Não acredito que ajude muito à resolução dos casos o "diz que disse" / "diz que não disse" diário e repetitivo nos media.

Se a Justiça não funciona haja seriedade para se alterar o que tem de se alterar, sempre nos bastidores dos locais próprios.

É completamente dispensável "novelas" nauseantemente debatidas em público e por todo o lado, e "circos" em directo das portas dos tribunais.

Com tanto falatório até os casos perdem a importância, e isso não é bom.

sábado, 3 de abril de 2010

Poema de Expiação

Impõe-me a consciência
Alguma penitência

Imolo em fogo público
A minha estima ao próximo
Pelo encontro ocasional
E pelo trato habitual

Os pássaros e as flores
Do mundo, todas as cores
A Natureza
E toda a sua beleza
Lhes pousem no ombro
Todo o meu apreço.

domingo, 28 de março de 2010

Anatomia de um Amor

Longos e finos dedos são os teus
Enleiam-se, tenros, nos meus
Nas mais frescas carícias
E singelas delícias.

Cruzam-se os nossos olhos castanhos
A caminho dos lábios um do outro
Até que, em ternura,
Adoptamos o silêncio.

sábado, 27 de março de 2010

quarta-feira, 24 de março de 2010

No meio de nada

Sentado no meu íntimo
Olho para as flores dos meus dias
E vejo cair as pétalas do tempo

Sob as nuvens da memória
Desço, imparável, o rio do destino
Desejando um cais nas suas margens

Rosa

Deita-te ao meu lado, amada
Até esta vida estar acabada
Diz-me que gostas de mim
Vamos sonhar que não temos fim

Fiquemos, abraçados, a ouvir música
Em pura sintonia lúdica
Vamos pensar no céu azul
E no amor arco-íris

domingo, 21 de março de 2010

Quem é o Poeta?

O Poeta é aquele que colhe poemas no jardim das palavras
Pode ser um mendigo esfarrapado
Num ilustre fato de poesia
Escrever lágrimas secas
E sonhar com maresia
Ou pode ser o apaixonado
De sorrisos colorado
Em versos de alegria
E toques de magia
Seja ele quem for
É aquele que fala sozinho a linguagem universal do sentimento

sexta-feira, 19 de março de 2010

Modelo Lírico

Aceitas posar para um poema
como quem posa para uma pintura?

É olhar-te deitada
em pose sentada
Vestida elegante
nua e fascinante

Olhar-te em silêncio de admiração
e escolher as palavras
de uma poética composição

Aceitas por um dia
ser, viva, a poesia?

quinta-feira, 18 de março de 2010

Mui Nobre e Sempre Leal Cidade de Lisboa

De Portugal a capital
Da Europa a mais ocidental

Amena face continental
De salinos lábios oceânicos
Beija-me com a tua História
Conta-me as aventuras de ti

Treva

A morte é a nossa sombra invisível
O nosso destino infalível
Véu negro da consciência
Ignorante da inocência

Estupro de ânimo

Espírito profanado
Pensamento maculado
Pudesse algo ou alguém
Beijar as feridas desse coração

O Deus entre muitos
O tempo que dizem tudo curar

Sagrada é a mortalidade
Mesmo se foge a humanidade
Daquele que está em guerra
E como humano erra

E pelo funesto delito carnal
Um eterno luto sideral

terça-feira, 16 de março de 2010

Goa

Foi infeliz a invasão a Goa (pela União Indiana) em Dezembro de 1961.
Entendo perfeitamente o conceito de território ultramarino, e uma invasão daquelas equivaleu praticamente a invadir qualquer outra região do Portugal Continental.
Houve algumas condenações internacionais à acção indiana, mas quando não há respeito, nada feito.
Aceito que as ideias político-geográficas mudem, mas não é digno atropelar a soberania de um país e ignorar a história de uma terra.

Não me parece que fosse de todo descabido ter-se feito em Goa o que em 1999 se fez em Macau com a China, uma transferência de soberania e um período em regime governamental especial, mas certamente que Salazar nunca considerou esse fim, ou não era possível por alguma razão.

Outro cenário que podia também ter-se desenhado seria aquele que mais de uma década depois aconteceu em Timor-Leste (invadido em 1975 pela Indonésia), o qual, consciente das suas diferenças em relação à Indonésia apontou para uma independência que por fim atingiu em 2002.
Uma decisão dessas teria de ser a maioria do povo de Goa a tomá-la, mas a História assim não seguiu.

Debrucei-me sobre este assunto porque Goa sempre foi um dos mais característicos territórios portugueses na Ásia, e hoje podia ser mais um distinto e legítimo país independente membro da CPLP ou um território sub-nacional de língua oficial portuguesa (como Macau).

Goa, actualmente, é o mais pequeno e o mais próspero estado da Índia.

Pode ver-se neste sítio uma colecção de propostas (aprovadas em 1967 sem nunca terem entrado em uso) de bandeiras para os principais territórios portugueses ultramarinos do século XX.

segunda-feira, 15 de março de 2010

Da Adolescência

Espelho

Alto e magro, uma figura distante
Olhos e cabelo escuros e pensamento incessante
Amante da Natureza e da liberdade
Infindável procura da felicidade

Lembranças de longínquas memórias
Dezassete anos no corpo e duas longas histórias
Uma mente cansada mas sã
Fruto preferido, uma maçã

Cândida

no meu pensamento desfilava
nos meus sonhos brilhava
do meu rosto a dor apagou
dos meus olhos as lágrimas secou

Do chão ao pedestal

o seu encanto não cabe em palavras
se a natureza tivesse voz
espalharia no vento a sua graça
e desenharia nos oceanos o seu rosto

Rodeada de Primavera

que divinal silhueta eu vi
sob o ameno sol primaveril
a solidão que eu senti
no auge do mês de Abril

Loirinha

gostaria de ficar
no amarelo a repousar
ficaria até a idade me esquecer
até nas feições me perder


Escrito (com algumas alterações) nos idos anos 90 do século XX.

domingo, 14 de março de 2010

Entardecer

És como era ser
nada esperar
e com o ocaso brincar

Besouros dourados sobre a erva alta
Quadro de infância
na minha memória pendurado

Dançava a noite com o dia
O tempo não era tempo
era apenas tempo

quarta-feira, 10 de março de 2010

Igualdade

A única justiça que há neste mundo é a morte, e isso não é justiça nenhuma.

Animais

Não é preciso tratar bem os animais. Basta não os tratar mal.

ETA

Simplificando, a ETA é um grupo terrorista que pretende a separação do País Basco do resto da Espanha.

Eu não sei em que medida esse bando colhe simpatia entre a população basca, e nem sei se os bascos são maltratados de alguma forma pelo resto da Espanha para que sejam tão radicais.
O que eu sei é que empregam principalmente um método de luta cobarde - atentados à bomba que matam mais inocentes do que responsáveis pela política de Espanha.

A apreciação desta situação é muito simples.

Mesmo que um dia o País Basco venha a ser independente, enquanto outros países têm na sua história heróicas conquistas e eloquente diplomacia, a única coisa que a ETA (ou quem governar esse hipotético país) terá para contar aos seus descendentes será a infâmia do terrorismo.
Esse putativo país estará já, pois, queimado.

segunda-feira, 8 de março de 2010

O Elo Mais Belo

Quem é a minha mãe
a minha avó
e a minha irmã?

Quem é a prestável conhecida
e a simpática desconhecida?

Quem é a minha amiga
a minha amada
e a minha amante?

Quem é a palete de sentimentos
com as cores da minha vida?

É uma só palavra e muitas virtudes:
Mulher

domingo, 7 de março de 2010

Ansiedade

Porque te preocupas tanto
se nada és perante tudo?
Porque te preocupas em magoar e ser magoado
se pela existência já és esmagado?

Porque não te tranquilizam as horas finitas,
a razão do choro e do riso?
Porque tanto te inquieta a felicidade
e te sufoca a liberdade?

Cumprido o Destino
Melhor ainda verias
o exagero dos teus dias.

Até isso tu sabes,
e nem assim em ti cabes.

quinta-feira, 4 de março de 2010

Má-fé

Má-fé é a expressão!

Uns analistas espertinhos (é o trabalho deles, enfim; ver, rever, prever, especular...) é que decidem e propalam que países é que vão de vento em popa.

Há uns meses, num caso que não tem nenhuma ligação com este, a não ser nos aparentes contornos de má-fé, saiu um relatório da OMS que não fez eco em Portugal.

É por coisas destas que dá para ver que há por aí muito "malabarista", não sei se organizado ou a título individual, capaz de não simpatizar muito com Portugal.

Respeito ao máximo toda a gente séria, seja de que área for. Mas a quem servir estas observações, que enfie o barrete.

Se calhar até nem ganham assim tanto com essas manobras e mandam Portugal abaixo gratuitamente.

Saudades

Corta fundo,
Quando é doída,
Que nos arranca do mundo
Ouvirmos, sentida
Em debilidades
A palavra "saudades".

segunda-feira, 1 de março de 2010

É agora!

Isto é, sem dúvida, imperioso no plano cultural português. Nem sei como é que ninguém se tinha lembrado disto antes. Isto vai ser a nossa projecção internacional. É isto que vai colocar peso na nossa influência geopolítica. Todas as nações se curvarão ante a superioridade desta nossa particularidade "cultural".

terça-feira, 23 de fevereiro de 2010

Chocolate branco

Chocolate branco
Adoça-me a razão
Distrai-me uns momentos
De alguns dos meus tormentos

Chocolate branco
Minha ode ao paladar
Ao dizer-te favorito
Podes com isso contar

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010

Pulsão de consciência

Vermelho escuro
E a tua pele branca
Belisco de vigor
Em culpado torpor

Rosas vermelhas
Sobre os teus seios
Descobrem-me a libido
Esquecem-me receios

domingo, 21 de fevereiro de 2010

Dalai Lama/Tibete

A seu tempo certamente que o Tibete almejará ser independente da China.
Eu até podia ser a favor de uma independência tibetana. Mas que Estado seria esse? Um Estado cujo líder se apresenta como a não sei quanta encarnação de um ente místico. Seria mais um Estado a misturar a fantasia e a realidade. Estados desses, infelizmente, já há muitos - os países islâmicos.
Se é para isso, não vale a pena um Tibete independente.

O Dalai Lama também se insurgiu (e bem) contra as touradas na Catalunha.
Lutar contra essas maldades é muito importante, mas se tal acto parte de uma génese religiosa dá uma sensação de "interesseirismo". Temos como exemplo o hinduísmo, em que a vaca é sagrada. Então e os outros animais? Todos os animais são iguais.
Por este exemplo se vê que a preocupação não é com os animais mas consigo mesmo, com as suas crenças. Ora eu considero isto altamente condenável. Deve-se defender uma flor pelo seu cheiro e não porque alguma historieta o diz.

terça-feira, 16 de fevereiro de 2010

Neda Agha-Soltan

A morte de Neda Agha-Soltan foi como que uma dramatização da Vida em si. Uma rapariga ferida - coisa que a princípio podia não ser fatal - que morre perante a impotência de todos. Todo o cenário é trágico (especialmente a violência gráfica), mas o que mais me ficou foi a impotência de todos perante a situação. Não lhes restou nada se não vê-la morrer.
Assim é a Vida...

segunda-feira, 15 de fevereiro de 2010

Fotografia a preto e branco

Eu não desgosto, de todo, de fotos a preto e branco, mas para mim têm um grande senão. Não reflectem a realidade porque a realidade não é a preto e branco, é a cores. E eu, em tudo, gosto de um toque de realidade.

Transtorno Obsessivo-Compulsivo

Ando afligido por um transtorno obsessivo-compulsivo (TOC) que, no meu caso, se traduz por compulsões mentais de situações indesejáveis de todo o tipo e em qualquer contexto.

É bastante inconveniente pois em qualquer momento posso ficar visivelmente ansioso, deixando apreensivo quem estiver ao meu redor.

Como sou assim há algum tempo sempre pensei que fosse algo que acabaria por passar, até que, por acaso, descobri que é um problema clínico descrito e reconhecido.

A ver se ultrapasso isto.

Os dois links seguintes talvez ajudem quem possa estar a passar por algo semelhante:

Link 1
Link 2

domingo, 7 de fevereiro de 2010

sábado, 30 de janeiro de 2010

Graça

Não temas nada na tua queda
O caminho para o amor não veda
Não renegues o sal da emoção
A vida é de quem abre o coração

Estrela Polar

Quando estou triste penso em ti
Luz de presença da tua ausência

E era tudo o que queria
Acender-te uma vela aqui

Um Dia Cinzento

Vou andar até, o vento,
os traços do meu rosto apagar
Até, o tempo, os meus olhos perder
e, o mundo, o meu nome esquecer.

Verdade

A verdade toda a gente entende.

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