domingo, 7 de março de 2010

Ansiedade

Porque te preocupas tanto
se nada és perante tudo?
Porque te preocupas em magoar e ser magoado
se pela existência já és esmagado?

Porque não te tranquilizam as horas finitas,
a razão do choro e do riso?
Porque tanto te inquieta a felicidade
e te sufoca a liberdade?

Cumprido o Destino
Melhor ainda verias
o exagero dos teus dias.

Até isso tu sabes,
e nem assim em ti cabes.

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