Alto e magro, uma figura distante
Olhos e cabelo escuros e pensamento incessante
Amante da Natureza e da liberdade
Infindável procura da felicidade
Lembranças de longínquas memórias
Dezassete anos no corpo e duas longas histórias
Uma mente cansada mas sã
Fruto preferido, uma maçã
Cândida
no meu pensamento desfilava
nos meus sonhos brilhava
do meu rosto a dor apagou
dos meus olhos as lágrimas secou
Do chão ao pedestal
o seu encanto não cabe em palavras
se a natureza tivesse voz
espalharia no vento a sua graça
e desenharia nos oceanos o seu rosto
Rodeada de Primavera
que divinal silhueta eu vi
sob o ameno sol primaveril
a solidão que eu senti
no auge do mês de Abril
Loirinha
gostaria de ficar
no amarelo a repousar
ficaria até a idade me esquecer
até nas feições me perder
Escrito (com algumas alterações) nos idos anos 90 do século XX.
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