terça-feira, 16 de março de 2010

Goa

Foi infeliz a invasão a Goa (pela União Indiana) em Dezembro de 1961.
Entendo perfeitamente o conceito de território ultramarino, e uma invasão daquelas equivaleu praticamente a invadir qualquer outra região do Portugal Continental.
Houve algumas condenações internacionais à acção indiana, mas quando não há respeito, nada feito.
Aceito que as ideias político-geográficas mudem, mas não é digno atropelar a soberania de um país e ignorar a história de uma terra.

Não me parece que fosse de todo descabido ter-se feito em Goa o que em 1999 se fez em Macau com a China, uma transferência de soberania e um período em regime governamental especial, mas certamente que Salazar nunca considerou esse fim, ou não era possível por alguma razão.

Outro cenário que podia também ter-se desenhado seria aquele que mais de uma década depois aconteceu em Timor-Leste (invadido em 1975 pela Indonésia), o qual, consciente das suas diferenças em relação à Indonésia apontou para uma independência que por fim atingiu em 2002.
Uma decisão dessas teria de ser a maioria do povo de Goa a tomá-la, mas a História assim não seguiu.

Debrucei-me sobre este assunto porque Goa sempre foi um dos mais característicos territórios portugueses na Ásia, e hoje podia ser mais um distinto e legítimo país independente membro da CPLP ou um território sub-nacional de língua oficial portuguesa (como Macau).

Goa, actualmente, é o mais pequeno e o mais próspero estado da Índia.

Pode ver-se neste sítio uma colecção de propostas (aprovadas em 1967 sem nunca terem entrado em uso) de bandeiras para os principais territórios portugueses ultramarinos do século XX.

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