quarta-feira, 21 de abril de 2010

Reguadas

A propósito desta notícia do Jornal i.

Eu refuto, a princípio, a reprovação de (eficazes e inofensivas) reguadas. Apanhei algumas na 1ª classe (ano lectivo 86/87). Não era dos que apanhava mais.
Não sinto qualquer ressentimento (embora por vezes o professor errasse num castigo ou noutro, pois é humano e também erra) porque mesmo sendo eu novo, e também olhando agora para trás, via e vejo que os castigos não eram nada de pessoal. Faziam parte de um método de ensino, método esse que me proveu algumas das bases-chave daquilo que hoje sou intelectualmente, embora não tenha qualquer formação superior.

Lembro-me que muito raramente se ouviam palavrões no recreio pois alguém se queixaria (mesmo que meio a brincar) e isso traria reprimendas. Pequenos constrangimentos que todos preferiam evitar.
E não era pressão ou medo que sentia. Era protecção e segurança. Porque sabia que, tal como eu, todos os outros seguiam a mesma "lei".

O que sinto hoje é que qualquer bandalho me pode enxovalhar e escapar sem nenhum castigo nem arrependimento.

Se ninguém se portar mal não há que ter medo de castigo algum.

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