sábado, 29 de maio de 2010

quinta-feira, 27 de maio de 2010

Acerca dos sentimentos em torno da Guerra Civil Americana

A Guerra Civil Americana foi um conflito bélico ocorrido entre 1861 e 1865 no actual território dos Estados Unidos da América, numa altura em que o país não existia como hoje o conhecemos.

Essa guerra opôs, grosso modo, o Sul dos Estados Unidos contra o Norte. O Sul era uma confederação de onze estados que previamente haviam declarado secessão da Federação (ou seja, dos Estados Unidos da América) conhecida durante a guerra por União (o Norte).

O principal motivo de divergência entre as partes beligerantes era a (i)legitimidade da escravatura como forma de organização social.

No desfecho do conflito a escravatura foi abolida em todos os Estados Unidos e a Confederação dissolvida e reincorporada na Federação.

Uma canção dos The Band toca na questão da guerra com uma canção chamada The Night They Drove Old Dixie Down, lançada em 1969.

O autor da canção (canadiano de nacionalidade) disse uma vez que escreveu essa canção após uma visita ao Sul dos Estados Unidos e que no seu contacto com as gentes dessa parte da América sentiu uma espécie de nostalgia, «uma espécie de tristeza bela», nas suas próprias palavras.

Acho possível que, no fundo, o Sul sabia que estava errado, que era errado manter a escravatura. Talvez essa melancolia resulte disso - de lutar por uma causa perdida. De saber que se está errado mas querer manter a "tradição" ou o que lhe queiram chamar.

Fica aqui uma versão dessa canção pela Joan Baez que lhe confere ainda uma sensação própria por ser uma voz feminina.

Mais informação:

Bandeiras da Guerra Civil

domingo, 23 de maio de 2010

Passado, Presente e Futuro

O passado não conta para nada. O que quer que tenha acontecido é do presente que se faz algo. A única coisa ilustre num passado é a memória dos antepassados.

Tendo isto em conta o nacionalismo e o patriotismo deixarão de fazer sentido. Vai ser impossível manter nações tal como as que conhecemos. As nações desaparecerão e os povos misturar-se-ão. Será uma espécie de Pangeia humana. Não haverá nações pelas quais lutar. Será um conceito ultrapassado.

Eu não apoio nem deixo de apoiar, mas não vejo o que possa parar este processo. Cedo ou tarde, uns primeiro outros depois, creio que este cenário tomará lugar.

Cada vez mais assumo-me como um simples espectador do inevitável.

Muita tinta ainda há-de correr, mas talvez este cenário seja o resultado último da globalização.

Anarquismo

A propósito de bandeiras negras aqui e ali.

O anarquismo é uma filosofia magnífica.
Quando um país está em crise os anarcas "ajudam" destruindo infraestruturas e causando mais despesas. E se matarem uma ou outra pessoa, não há problema. Tudo para alcançar não sei o quê.

São contra hierarquias porque estas são corruptíveis. Portanto, boa-fé, é algo que desconhecem. Partem logo do princípio que o ser humano degenera.

E gostam muito da liberdade, mas da sua própria liberdade. Porque talvez não reparem, mas condicionam a liberdade dos outros com as suas "acções directas".
Achar-se-ão os donos da Liberdade?

De resto o que se tem visto ultimamente destes grupos é que são os abutres da espécie humana. Pontapeiam o adversário quando está no chão.

segunda-feira, 17 de maio de 2010

Sacrifício

Um sacrifício pode, de facto, inflamar uma causa ou até mesmo concretizar um objectivo.
Mas um sacrifício tem timing. Não sendo feito na altura ou no momento certo, o mártir é mais útil à causa vivo do que morto.

sábado, 15 de maio de 2010

Alma do avesso

Quando não se pode gritar (vivo num apartamento) é bom ouvir isto.

Pensando na morte

A maneira como aqui são colocadas estas questões partem única e exclusivamente da minha vivência e da minha impressão sobre o assunto.

Tendo em conta as características da vida:

Morte natural, por doença ou acidental/incidental

Como é que devemos encarar a morte?

Com humor? Em silêncio? Com mordacidade?

Morte por suicídio

Se considerarmos o suicídio ridículo; o que é mais ridículo? Deixar um bilhete de suicídio ou não deixar nada?

terça-feira, 11 de maio de 2010

Eva

Menina de cabelos d'oiro
desfias da tua cabeça
o mais fino tesoiro

Luz nos teus olhos
a centelha preciosa
da rapariga charmosa

Bairrismo

É das coisas mais risíveis a que se pode assistir e uma das maiores demonstrações de pobreza de espírito.

O bairrista, seja pela sua terra ou pela sua região, é o retrato da pessoa que nunca saiu do "buraco" onde nasceu.

Talvez eu tenha esta opinião devido à minha experiência pessoal.
Eu nunca vivi onde nasci. Fui nascer a Torres Novas, passei a minha infância em Tramagal, e agora estou no Barreiro.

Dou muito valor aos sítios por onde passei, mas devido a este meu percurso (que até nem é tão extenso assim) sinto que a minha terra é Portugal inteiro sem grande distinção de lugares.

Portanto o meu conselho a bairristas é que saiam mais de casa. O mundo não é só a vossa rua ou a vossa região.

Acerca das religiões

Ninguém espere que as religiões acabem algum dia. As crendices são um produto da mente humana, por isso enquanto houver humanos haverá sempre pelo menos um a acreditar.
Poderá é acontecer um grande desbaste nos que crêem e a religião passar a ser menos tolerada e mais mal vista.

sexta-feira, 7 de maio de 2010

Ninfa

Pés descalços no solo
Olhos fundo no céu
Harmonia de feromonas
Quero andar contigo ao colo

Chuva

Onde está a chuva?
As notas musicais
que compõem melancolia
As gotas que salpicam
a cinzenta melodia.

Fio de Sol

Tez morena
Aura serena
És um espectáculo
E eu sou um espectador

terça-feira, 4 de maio de 2010

É realmente necessário alguns ajustes na Constituição

Isto é verdade.

Digo isto por umas quantas razões;

Normalmente há sempre tanta gente envolvida num assunto que, quando alguma coisa corre mal, a culpa morre sempre solteira.

Depois, como não é possível agradar a gregos e troianos, um sistema assim não ata nem desata.

Portanto o que é preciso é responsabilização. É preciso que apenas uns poucos sintam o peso da responsabilidade e as consequências das decisões que tomam. Talvez assim haja mais cuidado naquilo que se faz.
Se governam bem, óptimo. Se governam notoriamente mal sai o mau governo e entra outro, sem parcimónia.

Comentar neste blogue

Qualquer internauta é bem-vindo a comentar. Comentários que não tenham nada a ver com o assunto em pauta, insultos gratuitos, etc... serão removidos. Obrigado por comentar!