quarta-feira, 25 de agosto de 2010

Desconsideração por animais

Eu nem ia comentar este acto, mas não me lembrei de alguns comentários irritantes que normalmente aparecem. Por isso vou comentar e aproveitar para dar a conhecer a minha percepção em relação aos maus tratos a animais em geral.

Quando estas coisas acontecem aparece sempre gente ciumenta a dizer que se dá mais atenção aos animais do que às pessoas. Parece uma espécie de ganância. Devem estar com medo que lhes falte alguma coisa.
Gente dessa deve ter alguma falha intelectual ou ao nível da sensibilidade. A compararem directamente animais com humanos.
Isso é uma comparação do tipo; dizer a uma pessoa com um dedo partido para não se queixar porque está ali outra que partiu o braço.
Ó antropófilos duma figa! Não se preocupem. Os humanos terão sempre prioridade sobre os animais.

Estes casos e algumas das suas reacções são sempre uma pedrada no meu charco.

Estes actos dizem muito acerca de quem os comete. Revelam no mínimo frieza e total desprezo por um ser vivo. Por acaso só o meteu no lixo, mas se o tivesse estrangulado antes não me admiraria.

Uma coisa é não gostar de animais. Outra muito diferente é gostar de os ver sofrer. Mas parece que há gente que não se apercebe disso. Acho que até ficam contentes quando vêem notícias destas.

É nas reacções a casos destes que se vê que o mundo nunca estará em consenso, e fico realmente triste por não haver uma voz em uníssono na condenação aos maus tratos a animais.

domingo, 22 de agosto de 2010

Barras de fruta

Parece-me bom e boa ideia, se for como diz a notícia. Fico expectante em provar.

Wikileaks

O Wikileaks pertence a um assunto mais vasto do que apenas ao caso recente.
A essência do Wikileaks e quejandos trata-se sobretudo de voyeurismo. É um sentimento algo infantil o de fazer algo extremo e mostrar a toda a gente. Dantes mostrava-se aos amigos e chateava-se os pais. Agora com a Internet mostra-se a todo o mundo. Mas não se ganha nada de significativo com isso. Parece-me até que traz mais problemas do que benesses.

Paralelamente costumo pensar que, se aconteceu, deve ser conhecido para que se aprecie e se tire as devidas ilações.

Indubitável é o perigo de tais acções - denunciar identidades, acontecimentos em contextos muito próprios, etc...
Eu não gostaria de ser o responsável pela desgraça de ninguém.

Falando do caso actual, aparece a Suécia (que até tem uma tradição de neutralidade internacional) com acusações atabalhoadas (acusa num dia e anula no outro) a fazer figura de República das Bananas - perdão - Reino das Bananas.
É óbvio o problema entre os Estados Unidos e esse site. Não sei é para que foi a Suécia lascar a sua credibilidade.
Mas pronto... às vezes nem quem está metido nos assuntos sabe o que se passa, cada um faz para seu lado...

quinta-feira, 19 de agosto de 2010

Destroço

Mesmo entre escombros
Há um tecto de sonhos
Mesmo sem abrigo
Há, estranho, um amigo

Ofereço-te uma estrela
Para iluminar esse sorriso
Fecha-a na tua mão
E pensa no paraíso

Ao sabor do medo

Estou preso num sítio onde o futuro não conta.
Só o silêncio puro e estúpido arremeda mitigação deste naufrágio de mim.

Porque o afectar não é linear.

quarta-feira, 18 de agosto de 2010

Tenho dito

Não sei se será no nosso tempo, mas acontecerá.

A relação proibicionista no que concerne às drogas é ainda uma herança de um passado de preconceitos, de propaganda tipo "bicho de sete cabeças" e de imposição de comportamentos que apenas têm o efeito contrário.

A acontecer a legalização das drogas duras, não pode ser só num país. Não adiantará nada. Não poderá haver campo em lado algum onde se possa fazer negócio com a droga. Terá de ser uma acção concertada mundialmente. Uma articulação ao nível das Nações Unidas ou algo que o valha.

Vai ter de se lutar contra várias frentes durante muito tempo. Vai ter de se lutar contra culturas, contra gente honesta mas fanaticamente inflexível em relação a substâncias estupefacientes, contra lobbies corruptos de bastidores políticos, governamentais, institucionais, etc., contra grupos armados de toda a espécie de finalidade criminal e de cuja ilegalidade das drogas depende grandemente o financiamento das suas actividades, e por aí fora...

Não legalizar as drogas, para quem apoia esse cenário, e contando apenas com os proibicionistas sérios, pode parecer um caso de falta de visão. Mas não. Lamento mas, pelo menos nessa área, receio que seja falta de aptidão e inteligência.

quinta-feira, 12 de agosto de 2010

Acontece no séc. XXI

Bom. Eu nem sei por onde começar.

No Circo Islâmico do Irão existe a pena de morte nas suas formas mais sujas. E condenam à morte os seus cidadãos por "crimes" como adultério (condenável, no máximo, moralmente), homossexualidade e se calhar até por ouvirem música Ocidental.

Está na corda bamba (certamente entre muitas outras) uma iraniana condenada à pena de morte por lapidação pelo "crime" de adultério. Num caso pouco transparente (como é apanágio por aquelas bandas) o deficiente regime decidiu mudar a acusação para cumplicidade no homicídio do marido.
De notar que a acusada já tinha recebido um castigo de chibatadas.

Li nas notícias que aquele regime transmitiu uma suposta confissão da acusada a admitir o crime. A notícia descreve que nessa confissão aparece uma mulher vestida de preto da cabeça aos pés, com um pouco da cara descoberta e distorcida, a incriminar-se e a "denunciar" propaganda dos media ocidentais em relação ao seu caso.

Se não tivesse encontrado a tal "confissão" não teria escrito este post.
Mas é verdade, e aqui está um vídeo com excertos do ridículo.

Isto é uma cuspidela na cara do bom senso.

Pelo que eu vejo naquele vídeo até pode ser o próprio Ahmadinejad ali sentado a murmurar.

Agora, três notas finais, tentando trazer alguma normalidade a este caso:

1º Tortura é um método logicamente inválido. Uma pessoa sob tortura pode confessar tudo e mais alguma coisa.

2º Eu não sou investigador criminal, mas penso que uma confissão tem um valor algo relativo, a menos que haja corpos e o criminoso leve os investigadores até ao sítio onde estão, por exemplo.
Penso que, num crime, o importante é o que se consegue provar. Um suposto criminoso até pode dizer que assaltou um banco e que escondeu o dinheiro na Lua. Cabe aos investigadores apurar os factos.

3º Resta saber o que ganham aqueles arlequins ao tratar as mulheres (e não só) tão mal.

segunda-feira, 9 de agosto de 2010

O momento de cada um

A música disco não está propriamente bem classificada na minha escala de preferências musicais.
Mas quando me deparo com algo bem feito (não só na música, mas em qualquer actividade) é com prazer que elogio a unicidade com que me brindam.

Assim acontece nesta actuação dos Boney M., durante a canção Daddy Cool (uma canção de 1976).
Veja-se a actuação do elemento masculino do grupo.

No que quer que seja dá gosto ver os melhores em acção.

Sete Maravilhas Naturais de Portugal

Elaboraram uma lista de maravilhas naturais sem uma verdadeira força da Natureza - a Joana Teles.

domingo, 8 de agosto de 2010

Faces do crime

Passando levemente pelo assunto da grande criminalidade pode pensar-se que terroristas islâmicos e traficantes de droga sul-americanos são todos a mesma coisa - criminosos. Mas talvez essa palavra seja a única coisa que os une.

Escolhi estes dois "grupos" porque a comparação destes é o melhor exemplo de antagonismo criminal.

Claro que os motivos de desprezo à lei que cada indivíduo ou bando têm são tão únicos quanto as impressões digitais de cada um.

Mas penso que há pelo menos uma grande divisão que se pode fazer.
A divisão entre a crença religiosa fanática e a sensação de ausência de santidade, chamemos-lhe assim.

Vejamos o Médio Oriente e a América Latina.

No Médio Oriente mata-se porque se acredita. Na América Latina mata-se porque não se acredita.

No Médio Oriente mata-se por uma suposta certeza de que se está certo. Na América Latina mata-se pela completa ruína de valores. Já não se acredita em nada.

Isto não quer dizer que os terroristas islâmicos são incorruptíveis. Toda a gente sabe que financiam as suas lutas com toda a espécie de ilicitudes, como supremo exemplo de hipocrisia.

Mas quem é que vai perder tempo a vergastar uma rapariga (como já se viu os talibãs fazerem) por razões que não dão nada a ganhar a ninguém (por adultério e outras acusações anormais).
Tem que haver uma forte componente ideológica neste caso.

Nos dois casos, o resultado é o crime. Mas o caminho é diferente.

É como costumo dizer. Os opostos tocam-se.

Devo dizer que não estou a associar regiões geográficas a crimes. Quando digo Médio Oriente estou a falar do terrorismo no Iraque e na Palestina, e quando digo América Latina estou a falar das guerras entre traficantes de droga no México e nas favelas do Brasil.

sábado, 7 de agosto de 2010

Simplificação da Bandeira Nacional

Sem querer afrontar de maneira alguma a bandeira sob a qual nasci e sob a qual não me importarei de morrer, e apenas como um mero entusiasta de vexilologia, avanço aqui com um símbolo que nada mais é que uma possível simplificação da actual Bandeira Portuguesa.



Descrição da bandeira:

Campo de proporção 2:3 partido de verde escuro e vermelho. Dois quintos de verde à tralha e três quintos de vermelho ao batente. Cores da pátria republicana e portuguesa.

As cores da matriz portuguesa em estrela azul escura de cinco pontas e fímbria branca, centradas sobre o encontro das cores base, evocam a insigne História de Portugal. Sinal de bom augúrio, a estrela pode ser também uma referência à bandeira da União Europeia, entidade supranacional da qual Portugal é membro pleno.

Observações:

Acerca da actual bandeira portuguesa, creio que não há necessidade de tanto pormenor arduamente reproduzível e de difícil memorização.
Penso que é exagerado carregar o pano com os minúsculos castelos, escudo, escudetes, besantes e a explícita esfera armilar.

Não será unânime, mas sou da opinião que uma bandeira com um desenho simples tem muito mais força.

Nesta secção do site da Associação Vexilológica Norte-Americana ensinam cinco princípios básicos que se deve ter em conta quando se pretende criar uma bandeira.

Para mim, um exemplo de uma bandeira eficaz. E outra, à minha vista, menos apropriada como bandeira.

Muito elaborados podem ser os brasões, não as bandeiras.

A composição que figura actualmente na bandeira de Portugal continuará a existir com alguns elementos extra como Brasão de Armas Nacional.

Relacionado:

Regionalização/Propostas de bandeiras para as regiões de Portugal

quarta-feira, 4 de agosto de 2010

Acabar com as touradas

Não há muitos políticos que dêem a cara para tratar desse assunto moribundo tão caro para algumas elites limitadas e selvagens.

Realmente a meta é erradicar nacionalmente essa estupidez. Já vai mais que tarde.

Legalização das drogas

Um dia o mundo chega lá.
O mal é que, enquanto chega e não chega, vai morrendo gente.

segunda-feira, 2 de agosto de 2010

Já não sei

Não sei se me quero perder
ou se me quero encontrar
Seguir a viver
ou parar de desejar

Não sei se quero acordar no azul do céu
ou adormecer no glauco leito do mar
Ser um desolado ilhéu
ou fechar os olhos e sonhar

Escolaridade

Também chumbei durante o meu percurso escolar. E em relação a esse tema (que está na ordem do dia) há uma coisa em que reparei. Nos muitos anos que andei na escola tive colegas mais velhos, mais novos e da mesma idade que eu, e nunca vi ninguém que chumbasse por dificuldades de aprendizagem. Vi foi gente que chumbava por puro desinteresse, por faltas, etc. E eram pessoas inteligentes, que se se virassem para o estudo passavam os anos lectivos com uma perna às costas.
Por isso, parece-me que a questão do (in)sucesso escolar está apenas na adaptação ao sistema. Uns conseguem trabalhar no sistema, outros não.

Obviamente que há alunos com reais dificuldades de aprendizagem, mas acredito que é uma pequena percentagem.

Comentar neste blogue

Qualquer internauta é bem-vindo a comentar. Comentários que não tenham nada a ver com o assunto em pauta, insultos gratuitos, etc... serão removidos. Obrigado por comentar!