quinta-feira, 12 de agosto de 2010

Acontece no séc. XXI

Bom. Eu nem sei por onde começar.

No Circo Islâmico do Irão existe a pena de morte nas suas formas mais sujas. E condenam à morte os seus cidadãos por "crimes" como adultério (condenável, no máximo, moralmente), homossexualidade e se calhar até por ouvirem música Ocidental.

Está na corda bamba (certamente entre muitas outras) uma iraniana condenada à pena de morte por lapidação pelo "crime" de adultério. Num caso pouco transparente (como é apanágio por aquelas bandas) o deficiente regime decidiu mudar a acusação para cumplicidade no homicídio do marido.
De notar que a acusada já tinha recebido um castigo de chibatadas.

Li nas notícias que aquele regime transmitiu uma suposta confissão da acusada a admitir o crime. A notícia descreve que nessa confissão aparece uma mulher vestida de preto da cabeça aos pés, com um pouco da cara descoberta e distorcida, a incriminar-se e a "denunciar" propaganda dos media ocidentais em relação ao seu caso.

Se não tivesse encontrado a tal "confissão" não teria escrito este post.
Mas é verdade, e aqui está um vídeo com excertos do ridículo.

Isto é uma cuspidela na cara do bom senso.

Pelo que eu vejo naquele vídeo até pode ser o próprio Ahmadinejad ali sentado a murmurar.

Agora, três notas finais, tentando trazer alguma normalidade a este caso:

1º Tortura é um método logicamente inválido. Uma pessoa sob tortura pode confessar tudo e mais alguma coisa.

2º Eu não sou investigador criminal, mas penso que uma confissão tem um valor algo relativo, a menos que haja corpos e o criminoso leve os investigadores até ao sítio onde estão, por exemplo.
Penso que, num crime, o importante é o que se consegue provar. Um suposto criminoso até pode dizer que assaltou um banco e que escondeu o dinheiro na Lua. Cabe aos investigadores apurar os factos.

3º Resta saber o que ganham aqueles arlequins ao tratar as mulheres (e não só) tão mal.

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