Passando levemente pelo assunto da grande criminalidade pode pensar-se que terroristas islâmicos e traficantes de droga sul-americanos são todos a mesma coisa - criminosos. Mas talvez essa palavra seja a única coisa que os une.
Escolhi estes dois "grupos" porque a comparação destes é o melhor exemplo de antagonismo criminal.
Claro que os motivos de desprezo à lei que cada indivíduo ou bando têm são tão únicos quanto as impressões digitais de cada um.
Mas penso que há pelo menos uma grande divisão que se pode fazer.
A divisão entre a crença religiosa fanática e a sensação de ausência de santidade, chamemos-lhe assim.
Vejamos o Médio Oriente e a América Latina.
No Médio Oriente mata-se porque se acredita. Na América Latina mata-se porque não se acredita.
No Médio Oriente mata-se por uma suposta certeza de que se está certo. Na América Latina mata-se pela completa ruína de valores. Já não se acredita em nada.
Isto não quer dizer que os terroristas islâmicos são incorruptíveis. Toda a gente sabe que financiam as suas lutas com toda a espécie de ilicitudes, como supremo exemplo de hipocrisia.
Mas quem é que vai perder tempo a vergastar uma rapariga (como já se viu os talibãs fazerem) por razões que não dão nada a ganhar a ninguém (por adultério e outras acusações anormais).
Tem que haver uma forte componente ideológica neste caso.
Nos dois casos, o resultado é o crime. Mas o caminho é diferente.
É como costumo dizer. Os opostos tocam-se.
Devo dizer que não estou a associar regiões geográficas a crimes. Quando digo Médio Oriente estou a falar do terrorismo no Iraque e na Palestina, e quando digo América Latina estou a falar das guerras entre traficantes de droga no México e nas favelas do Brasil.
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