terça-feira, 14 de setembro de 2010

Perdido me acho

Nunca me perdi no verde de uma floresta tropical
Nem em nenhuma ilha de águas turquesa
Não fechei os olhos num pantanal
Nem do Árctico senti qualquer aspereza

Nunca estive perto do fim no Sahara
E não me esqueci da minha cara
Não me perdi durante séculos no mar
Nem, morto, alguém me foi encontrar

Perdi-me, sim, no meu desejo
Que é um labirinto
Cuja saída eu não vejo

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