terça-feira, 28 de dezembro de 2010

Sahara Ocidental

O caso da hipotética independência do Sahara Ocidental não é, nos aspectos mais fundamentais, comparável ao caso da independência de Timor-Leste.

Timor-Leste era (e é) culturalmente cristão católico (entre outras características distintas) ante a muçulmana Indonésia.

No caso do Sahara Ocidental não parece haver substanciais diferenças étnicas, linguísticas e culturais que justifiquem uma independência.

Não sei que legado a Espanha deixou ao Sahara Ocidental, mas não parece tão marcante quanto o legado que Portugal deixou em Timor-Leste.

Fosse para construir um país livre de religião e dos piores hábitos tradicionais que podem haver e estaria eu na linha da frente no apoio à causa.
O que menos faz falta ao mundo são mais países islâmicos.

Isto são as independências modernas. Nem mesmo no Kosovo, com mais diferenças em relação ao resto da Sérvia do que o Sahara Ocidental em relação a Marrocos se justifica a independência, quanto mais...

Tous les garçons et les filles

Que adorável canção de Françoise Hardy. E quão familiar...

domingo, 26 de dezembro de 2010

Ódio Sentido

Odeia-me
deseja-me o pior que conseguires
Derreia-me
carrega-me de podre rancor
Despreza-me
cospe-me no rosto daquilo em que acredito
Desmancha-me
com o corte afiado de um olhar

quinta-feira, 23 de dezembro de 2010

Fora de Mim

Sento-me com o ânimo ao lado
Puxa-me
E caio num sono desflorado
Ávido do romper
Espontâneo
Do hímen de ser

terça-feira, 21 de dezembro de 2010

domingo, 19 de dezembro de 2010

terça-feira, 14 de dezembro de 2010

França abafa ensino do Português em escolas de elite

Nenhum país prospera sozinho. Tem de haver aceitação de povos terceiros.

Estas medidas afectam todos os falantes da Língua Portuguesa. Se em todos os países falantes do Português o coração bate realmente lusófono, a única coisa que me ocorre é a Lusofonia acabar com rivalidades regionais e unida criar o seu "próprio mundo".

Encham-se os povos lusos de orgulho e sejam implacáveis com a corrupção e com outros vícios que por vezes minam as sociedades, para que, poderosos, possamos pagar com a mesma moeda do desprezo e da ostracização a culturas estrangeiras.

No Espresso.


Ver também:

Portugal incomoda

segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

O nosso País

Neste artigo do jornal i destaca-se o que de melhor e único se produz em Portugal.

Se estivéssemos, digamos, no Cazaquistão, tenho a certeza que a maioria de nós sentiria falta de coisas que aqui damos como adquiridas. Uma cerveja Sagres, um café Delta, azeite Gallo...
É que muitas vezes só sentimos falta das coisas quando não as temos.

Uma coisa que lamento é o alastrar de marcas brancas (inferiores; podiam ser melhores que as tradicionais mas o facto é que não são) sobre as marcas tradicionais. Não só as marcas alimentares, mas também cosméticas e de vestuário. As coisas estão num ponto que até parece que o dinheiro é mais importante do que o produto em si. Não sei se por este andar (as marcas tradicionais) não desaparecerão por completo. Um dia, se calhar, vamos ter de comer dinheiro...

domingo, 12 de dezembro de 2010

Mortificação

Arder em febre de desolação
Querer a cabeça encostar
E não ter onde a repousar

Pobre fénix penitente
Imolar-se e imolar-se
Numa morte repetente

Macaronésia

Espero que dê os melhores dos resultados. Devem esbater-se cada vez mais as fronteiras e cada um adoptar o que o outro tem de melhor.

Já existia a designação geográfica. Passa agora a haver uma entidade política.

segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

A solidariedade de Carlos César

Esse Carlos César parece-me uma fuinha (adjectivo-o assim não para o insultar mas para classificar o seu comportamento em certos casos).

Há dois anos causou uma altercação política devido ao Estatuto dos Açores.

Agora é esta situação de excepção financeira nos Açores em contraste com os esforços pedidos a todo o país.

Alberto João Jardim (figura pouco contida verbalmente), pelo menos, "anuncia" o que vai fazer. Já Carlos César faz as coisas pela calada.

Carlos César devia tocar-se de solidariedade compatriota.

Quando há mais do que um sítio onde se escudar a ética é sempre o último refúgio para certas pessoas.

domingo, 5 de dezembro de 2010

PJ Harvey

Em blogue meu não pode faltar as seguintes duas canções:

Down by the Water

Good Fortune

À primeira chamo-lhe "hipnose" e à segunda chamo-lhe "arrebatamento".

Hino do Japão

Após uma maratona a ouvir os hinos nacionais de todos os Estados soberanos (versões instrumentais), elegi o do Japão como o melhor. No que toca à minha preferência, claro.

É uma peça musical e tanto. Parece acontecer num limbo e tem uma espécie de final suspenso ou de uma eventual continuação. Dou-a, aqui, a conhecer a quem não a conhece.

quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

Vão contar carneiros

Mercados internacionais a tentar convencer países a pedir ajuda.

Ghida Fakhry

Apresentadora da Al Jazeera English.

Vídeo I

Vídeo II

Há mulheres capazes de fazer um analfabeto escrever o mais belo dos poemas...

O que estás a fazer?

Estava a dormitar
Meio ao sol outonal
É um berço morno
Um cobertor natural

Um sono aí é um calmo velejar
Um sonho aí é não mais querer voltar
Cada carícia é uma nota musical
Cada segundo é um momento ideal

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