terça-feira, 20 de setembro de 2011

Ou vai ou racha

Este é um caso deveras fastidioso.

Obviamente não conhecendo eu toda a dimensão da questão e não sendo um especialista na matéria, ainda assim reconheço que a constituição de um Estado palestiniano reveste de responsabilidades (direitos e deveres) a Palestina e os palestinianos perante a comunidade internacional. Como Estado a Palestina ficará vinculada à Carta das Nações Unidas tendo que respeitar as obrigações legais que isso implica, podendo em situações extremas de conflito tornar-se objecto de intervenções externas (como a intervenção da NATO na Líbia).

Israel e qualquer Estado legítimo têm o direito a exigir uma vida de paz, sem medo. Agora, nenhum país pode é controlar uma população vizinha e impedi-la de se emancipar.

Basicamente Israel está a trocar bem-estar e estabilidade por uma coisa simbolicamente religiosa/fantasiosa (Jerusalém) que pode ser partilhada com boa vontade de ambos os lados.
Quando a Palestina for um Estado sujeito a todas as regulações internacionais não deverá cometer os crimes que volta e meia comente porque será sancionada.

Aí se verá quem está de boa-fé. Quem não deve não teme.

Caso a Palestina se torne um Estado haverá ainda por resolver os mais repulsivos contornos de uma sociedade islâmica - o fanatismo religioso e a misoginia. Mas tudo isso será um pouco mais fácil de ultrapassar se a Palestina for um membro das Nações Unidas. Portanto quanto mais depressa se começar, melhor.

Sobre guerra

É duro constatar e dizer isto, mas talvez seja mais danosa (a todos os níveis) uma guerra a conta-gotas do que um ataque relâmpago. Assim sendo, nesse aspecto, a garantia dos direitos humanos tem muitas vezes o efeito contrário.

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