Passando levemente pelo assunto da grande criminalidade pode pensar-se que terroristas islâmicos e traficantes de droga sul-americanos são todos a mesma coisa - criminosos. Mas talvez essa palavra seja a única coisa que os une.
Escolhi estes dois "grupos" porque a comparação destes é o melhor exemplo de antagonismo criminal.
Claro que os motivos de desprezo à lei que cada indivíduo ou bando têm são tão únicos quanto as impressões digitais de cada um.
Mas penso que há pelo menos uma grande divisão que se pode fazer.
A divisão entre a crença religiosa fanática e a sensação de ausência de santidade, chamemos-lhe assim.
Vejamos o Médio Oriente e a América Latina.
No Médio Oriente mata-se porque se acredita. Na América Latina mata-se porque não se acredita.
No Médio Oriente mata-se por uma suposta certeza de que se está certo. Na América Latina mata-se pela completa ruína de valores. Já não se acredita em nada.
Isto não quer dizer que os terroristas islâmicos são incorruptíveis. Toda a gente sabe que financiam as suas lutas com toda a espécie de ilicitudes, como supremo exemplo de hipocrisia.
Mas quem é que vai perder tempo a vergastar uma rapariga (como já se viu os talibãs fazerem) por razões que não dão nada a ganhar a ninguém (por adultério e outras acusações anormais).
Tem que haver uma forte componente ideológica neste caso.
Nos dois casos, o resultado é o crime. Mas o caminho é diferente.
É como costumo dizer. Os opostos tocam-se.
Devo dizer que não estou a associar regiões geográficas a crimes. Quando digo Médio Oriente estou a falar do terrorismo no Iraque e na Palestina, e quando digo América Latina estou a falar das guerras entre traficantes de droga no México e nas favelas do Brasil.
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domingo, 8 de agosto de 2010
sábado, 31 de julho de 2010
terça-feira, 20 de julho de 2010
domingo, 23 de maio de 2010
Anarquismo
A propósito de bandeiras negras aqui e ali.
O anarquismo é uma filosofia magnífica.
Quando um país está em crise os anarcas "ajudam" destruindo infraestruturas e causando mais despesas. E se matarem uma ou outra pessoa, não há problema. Tudo para alcançar não sei o quê.
São contra hierarquias porque estas são corruptíveis. Portanto, boa-fé, é algo que desconhecem. Partem logo do princípio que o ser humano degenera.
E gostam muito da liberdade, mas da sua própria liberdade. Porque talvez não reparem, mas condicionam a liberdade dos outros com as suas "acções directas".
Achar-se-ão os donos da Liberdade?
De resto o que se tem visto ultimamente destes grupos é que são os abutres da espécie humana. Pontapeiam o adversário quando está no chão.
O anarquismo é uma filosofia magnífica.
Quando um país está em crise os anarcas "ajudam" destruindo infraestruturas e causando mais despesas. E se matarem uma ou outra pessoa, não há problema. Tudo para alcançar não sei o quê.
São contra hierarquias porque estas são corruptíveis. Portanto, boa-fé, é algo que desconhecem. Partem logo do princípio que o ser humano degenera.
E gostam muito da liberdade, mas da sua própria liberdade. Porque talvez não reparem, mas condicionam a liberdade dos outros com as suas "acções directas".
Achar-se-ão os donos da Liberdade?
De resto o que se tem visto ultimamente destes grupos é que são os abutres da espécie humana. Pontapeiam o adversário quando está no chão.
segunda-feira, 5 de abril de 2010
Casos de polícia, jornalismo, e sei lá mais o quê...
Acerca de casos de polícia e/ou irregularidades várias, envolvam quem envolverem, só quero saber uma coisa: que a justiça funciona.
Noticiam um caso claramente e quando sair a sentença transmitem-na ao público.
Não acredito que ajude muito à resolução dos casos o "diz que disse" / "diz que não disse" diário e repetitivo nos media.
Se a Justiça não funciona haja seriedade para se alterar o que tem de se alterar, sempre nos bastidores dos locais próprios.
É completamente dispensável "novelas" nauseantemente debatidas em público e por todo o lado, e "circos" em directo das portas dos tribunais.
Com tanto falatório até os casos perdem a importância, e isso não é bom.
Noticiam um caso claramente e quando sair a sentença transmitem-na ao público.
Não acredito que ajude muito à resolução dos casos o "diz que disse" / "diz que não disse" diário e repetitivo nos media.
Se a Justiça não funciona haja seriedade para se alterar o que tem de se alterar, sempre nos bastidores dos locais próprios.
É completamente dispensável "novelas" nauseantemente debatidas em público e por todo o lado, e "circos" em directo das portas dos tribunais.
Com tanto falatório até os casos perdem a importância, e isso não é bom.
quarta-feira, 10 de março de 2010
ETA
Simplificando, a ETA é um grupo terrorista que pretende a separação do País Basco do resto da Espanha.
Eu não sei em que medida esse bando colhe simpatia entre a população basca, e nem sei se os bascos são maltratados de alguma forma pelo resto da Espanha para que sejam tão radicais.
O que eu sei é que empregam principalmente um método de luta cobarde - atentados à bomba que matam mais inocentes do que responsáveis pela política de Espanha.
A apreciação desta situação é muito simples.
Mesmo que um dia o País Basco venha a ser independente, enquanto outros países têm na sua história heróicas conquistas e eloquente diplomacia, a única coisa que a ETA (ou quem governar esse hipotético país) terá para contar aos seus descendentes será a infâmia do terrorismo.
Esse putativo país estará já, pois, queimado.
Eu não sei em que medida esse bando colhe simpatia entre a população basca, e nem sei se os bascos são maltratados de alguma forma pelo resto da Espanha para que sejam tão radicais.
O que eu sei é que empregam principalmente um método de luta cobarde - atentados à bomba que matam mais inocentes do que responsáveis pela política de Espanha.
A apreciação desta situação é muito simples.
Mesmo que um dia o País Basco venha a ser independente, enquanto outros países têm na sua história heróicas conquistas e eloquente diplomacia, a única coisa que a ETA (ou quem governar esse hipotético país) terá para contar aos seus descendentes será a infâmia do terrorismo.
Esse putativo país estará já, pois, queimado.
terça-feira, 16 de fevereiro de 2010
Neda Agha-Soltan
A morte de Neda Agha-Soltan foi como que uma dramatização da Vida em si. Uma rapariga ferida - coisa que a princípio podia não ser fatal - que morre perante a impotência de todos. Todo o cenário é trágico (especialmente a violência gráfica), mas o que mais me ficou foi a impotência de todos perante a situação. Não lhes restou nada se não vê-la morrer.
Assim é a Vida...
Assim é a Vida...
terça-feira, 24 de novembro de 2009
Violência passional
Números negros, perfeitamente escusados.
Como em tudo, nem todos os casos serão lineares. Haverá uma ínfima percentagem de casos destes que resultam não só do defeito de uma das partes, mas de grande desgaste e competição psicológica. Nada justifica a eliminação física de um dos contendedores (porque há remédio para tudo, menos para a morte), mas também é facto que não se consegue quantificar (nem qualificar) rigorosamente um dano psicológico. Sabe-se lá quantas "mortes psicológicas" ocorrem antes de ocorrer uma morte física.
Mas parece claro que na grande maioria dos casos trata-se de sentimentos de posse, ciúme, etc., por parte do homem. Enfim, padecimento mental.
Como homem, só posso dizer que esses casos me deixam envergonhado. Um homem que agride, persegue e controla, só está a fazer figuras de palhaço e a envergonhar o género masculino.
Como em tudo, nem todos os casos serão lineares. Haverá uma ínfima percentagem de casos destes que resultam não só do defeito de uma das partes, mas de grande desgaste e competição psicológica. Nada justifica a eliminação física de um dos contendedores (porque há remédio para tudo, menos para a morte), mas também é facto que não se consegue quantificar (nem qualificar) rigorosamente um dano psicológico. Sabe-se lá quantas "mortes psicológicas" ocorrem antes de ocorrer uma morte física.
Mas parece claro que na grande maioria dos casos trata-se de sentimentos de posse, ciúme, etc., por parte do homem. Enfim, padecimento mental.
Como homem, só posso dizer que esses casos me deixam envergonhado. Um homem que agride, persegue e controla, só está a fazer figuras de palhaço e a envergonhar o género masculino.
domingo, 8 de novembro de 2009
Universidade Bandeirante de São Paulo
Primeiro aconteceu isto: Universitária insultada por causa de vestido curto.
Depois aconteceu isto: Uniban expulsa aluna vítima de violência.
Dizem que ela provocou... É incrível o poder que uma mulher tem. Mesmo sem querer, a Mulher domina o mundo ao trono da subtileza.
Gostaram de ver, e foi assim que agradeceram. Ainda por cima, já li por aí que a jovem sempre foi uma pessoa trabalhadora. Sem mais comentários...
Depois aconteceu isto: Uniban expulsa aluna vítima de violência.
Dizem que ela provocou... É incrível o poder que uma mulher tem. Mesmo sem querer, a Mulher domina o mundo ao trono da subtileza.
Gostaram de ver, e foi assim que agradeceram. Ainda por cima, já li por aí que a jovem sempre foi uma pessoa trabalhadora. Sem mais comentários...
quinta-feira, 5 de novembro de 2009
Inimputabilidade
Autora de homicídio com ácido absolvida pelo tribunal.
As perícias à mente são talvez a aspiração máxima à Justiça. Receio é que a análise a algo, em essência, abstracto ou subjectivo seja especialmente sensível a idealismos.
As perícias à mente são talvez a aspiração máxima à Justiça. Receio é que a análise a algo, em essência, abstracto ou subjectivo seja especialmente sensível a idealismos.
terça-feira, 15 de setembro de 2009
Possível vandalismo anarquista
Mais uns para dar trabalho...
Em minha opinião uma pessoa pode ter o direito de não construir, mas dificilmente terá o direito de destruir.
Em minha opinião uma pessoa pode ter o direito de não construir, mas dificilmente terá o direito de destruir.
quarta-feira, 2 de setembro de 2009
Dexter
Série americana sobre um analista forense traumatizado desde criança por um crime hediondo, que se torna um serial killer cujas vítimas são alegados criminosos.
É dos poucos programas de TV que tenho algum interesse em seguir. A conduta seguida pelo personagem principal confronta a vigente moralidade Ocidental. É um tema que nos permite pensar sobre o que valem actos criminosos e as consequências para as vítimas e para os perpetradores, e dessa forma comparar uma vida inocente e uma vida criminosa. É um assunto muito delicado e perturbante, sem dúvida.
É dos poucos programas de TV que tenho algum interesse em seguir. A conduta seguida pelo personagem principal confronta a vigente moralidade Ocidental. É um tema que nos permite pensar sobre o que valem actos criminosos e as consequências para as vítimas e para os perpetradores, e dessa forma comparar uma vida inocente e uma vida criminosa. É um assunto muito delicado e perturbante, sem dúvida.
quarta-feira, 8 de julho de 2009
Crime
O crime em geral ― a desconsideração total pelo próximo ― é um assunto que me toca bastante pessoalmente. Digo isto após cruzar a minha apreciação do fenómeno com a minha introspecção. Muitas vezes me apetece fazer coisas que prefiro não descrever, e não é por isso que descarrego ao ensejo do capricho. Este assunto aflige-me porque tenho uma perspectiva talvez surreal do que pode ser o crime.
Existe certamente um sub-mundo marginal em pleno funcionamento todos os dias onde indivíduos de espírito meliante fazem praticamente tudo o que querem, controlam e vigiam quem querem e acham que podem fazer tudo sem punição nem arrependimento. E então, eu creio que o crime só não domina completamente a sociedade porque cada meliante tem a sua própria causa para transgredir. Se colocarmos um cenário onde haja uma convergência entre diferentes tipos de vontades criminosas numa só causa, que não seja somente assaltos a bancos ou contrabandos, por exemplo, mas sim o objectivo de perverter as normas da sociedade, imperará um dia a lei do sem carácter. É uma hipótese remota porque na escolha pelo crime certamente tem grande peso um ego desregulado, partindo de uma estrutura mental grandemente egoísta. Daí que uma associação ou organização a essa escala possa ser pouco provável. Não obstante a probabilidade, este tipo de mal só tem que ser extirpado da sociedade. Soluções, precisam-se.
Este é um completo sentimento de impotência porque naturalmente a grande maioria da população não quer problemas com nada nem com ninguém, ficando a sensação de que resta apenas rezar para nunca nos cruzarmos com tal tipo de gente. É caso para dizer que; eles andam aí.
Existe certamente um sub-mundo marginal em pleno funcionamento todos os dias onde indivíduos de espírito meliante fazem praticamente tudo o que querem, controlam e vigiam quem querem e acham que podem fazer tudo sem punição nem arrependimento. E então, eu creio que o crime só não domina completamente a sociedade porque cada meliante tem a sua própria causa para transgredir. Se colocarmos um cenário onde haja uma convergência entre diferentes tipos de vontades criminosas numa só causa, que não seja somente assaltos a bancos ou contrabandos, por exemplo, mas sim o objectivo de perverter as normas da sociedade, imperará um dia a lei do sem carácter. É uma hipótese remota porque na escolha pelo crime certamente tem grande peso um ego desregulado, partindo de uma estrutura mental grandemente egoísta. Daí que uma associação ou organização a essa escala possa ser pouco provável. Não obstante a probabilidade, este tipo de mal só tem que ser extirpado da sociedade. Soluções, precisam-se.
Este é um completo sentimento de impotência porque naturalmente a grande maioria da população não quer problemas com nada nem com ninguém, ficando a sensação de que resta apenas rezar para nunca nos cruzarmos com tal tipo de gente. É caso para dizer que; eles andam aí.
quinta-feira, 30 de abril de 2009
Tourada
Bom, tourada é crime. É um crime de facto que não é de jure (ainda). Maus tratos a animais é crime. Não é preciso ser-se jurista, filósofo ou de outras especialidades de grande entendimento para reconhecer e aceitar isso. Mas é preciso um pouco de sensibilidade, eventualmente algum espírito de sacrifício e auto-sinceridade (isto, não só em relação a touradas mas em relação aos animais em geral).
Um dos argumentos que por vezes se ouvem contra os abolicionistas de touradas é que estes deviam também preocupar-se com outros animais que não aparecem na televisão. Argumento vazio e sem objectivo claro. É claro que qualquer activista de direitos dos animais se preocupa com um vasto leque de casos de abuso e selvageria em animais. Mas pelo menos duas razões para não dar tréguas à tourada me ocorrem. A tourada é um caso de gravidade exemplar na medida em que, ao contrário de lutas de cães e de galos (outros exemplos de diversão saloia) que ocorrem na clandestinidade, a tourada existe com a complacência de autoridades estatais. E depois, mesmo que haja alguém a defender a causa pelo politicamente correcto, tal eventualidade não é mais grave do que dessangrar um animal e dizer que aquilo não é o que é. Finalizando, e mesmo porque não há muito a dizer sobre tal assunto, é mais que óbvio que a tourada tem os dias contados. Um dia escreverei neste blogue uma mensagem de júbilo pelo fim de uma vergonha descarada.
Um dos argumentos que por vezes se ouvem contra os abolicionistas de touradas é que estes deviam também preocupar-se com outros animais que não aparecem na televisão. Argumento vazio e sem objectivo claro. É claro que qualquer activista de direitos dos animais se preocupa com um vasto leque de casos de abuso e selvageria em animais. Mas pelo menos duas razões para não dar tréguas à tourada me ocorrem. A tourada é um caso de gravidade exemplar na medida em que, ao contrário de lutas de cães e de galos (outros exemplos de diversão saloia) que ocorrem na clandestinidade, a tourada existe com a complacência de autoridades estatais. E depois, mesmo que haja alguém a defender a causa pelo politicamente correcto, tal eventualidade não é mais grave do que dessangrar um animal e dizer que aquilo não é o que é. Finalizando, e mesmo porque não há muito a dizer sobre tal assunto, é mais que óbvio que a tourada tem os dias contados. Um dia escreverei neste blogue uma mensagem de júbilo pelo fim de uma vergonha descarada.
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