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quarta-feira, 22 de junho de 2011

Pois é, Pawlenty...

...já lá chegaste?

A eleição de Barack Obama como presidente dos EUA tornou os Estados Unidos num país como todos os outros.

Num qualquer país europeu a eleição de um negro não passaria apenas de uma curiosidade, especialmente devido à menor proporção de negros para brancos na Europa.

Mas nos Estados Unidos, tendo em conta o seu passado segregacionista, a eleição de Obama foi algo de muito significativo.

Com a projecção mundial de que os EUA beneficiaram durante mais de 50 anos, tornaram-se num país exclusivista, arrogante e altivo.

A ferocidade dos brancos para com os negros relegou (principalmente) a comunidade negra para um plano alternativo desse país.

O evento eleitoral de Barack Obama tornou os Estados Unidos num país para toda a gente.

De qualquer maneira é verdade que não se pode comparar os EUA com Portugal. Há pelo menos 600 anos de diferença entre a fundação de Portugal e a fundação dos Estados Unidos.

Quanto ao adjectivo que usam (embora não tenha a mesma acepção em todo o mundo) - "Republicanos" - envergonham profundamente qualquer republicano que conheça o significado geral de "República". No melhor dos cenários o Partido Republicano americano é uma agremiação de políticos amadores.

sexta-feira, 27 de maio de 2011

Aonde ir

Onze países soberanos e um território dependente pelos quais gostaria, um dia, de passar.

Por ordem alfabética:

1. Botswana
2. Estados Unidos da América
3. Ilhas Salomão
4. Índia
5. Jamaica
6. Maurícias
7. Nicarágua
8. Polinésia Francesa*
9. São Tomé e Príncipe
10. Suécia
11. Tanzânia
12. Vietname

*Colectividade ultramarina de França.

quinta-feira, 5 de maio de 2011

Música tribal

Além de sentir grande força nas danças dos nativos norte-americanos, também o som dos didgeridoos (instrumento de sopro tradicional dos aborígenes australianos) me parece um som bem próximo da Natureza.

Devem ser pedidas desculpas

A utilização desse nome foi totalmente inadequada.

Acho que todos os americanos descendentes de imigrantes estão hoje em paz com os índios.

E é de uma incoerência raras vezes vista.

Além de os nativos americanos terem lutado do lado dos Aliados (pelos EUA) na 2º Guerra Mundial, os Estados Unidos têm equipamento militar com nomes de tribos e outros termos indígenas. Já para não falar na toponímia do país.

Mais:

Geronimo

Pow Wow (celebração cultural de tribos nativas da América do Norte)

segunda-feira, 2 de maio de 2011

A morte de Osama bin Laden

Este tem sido um ano devastador para o extremismo islâmico. Houve mais progresso na luta contra o fundamentalismo islâmico em quatro meses do que nos últimos dez anos.

Primeiro foram as revoltas em países árabes. E agora (talvez parte dos frutos das revoluções atrás mencionadas) a morte de Bin Laden.

Há opiniões de que a figura de Bin Laden já não seria tão importante na Al-Qaeda.
Mas se Osama não fosse uma peça importante na manutenção da ideologia do terror, não teriam sido encetados tantos esforços para o capturar.

A morte de Osama tem, indiscutivelmente, um impacto desestabilizador não só na Al-Qaeda como também noutros grupos terroristas.

Esta captura será, em princípio, dissuasora para qualquer terrorista pois mostra que por mais influente que seja acabará por ser apanhado.

Mas só com o tempo se verá a dimensão e os resultados deste acontecimento.

É de esperar que as sociedades muçulmanas continuem no caminho do repúdio ao fanatismo religioso e se tornem sociedades cada vez mais respeitáveis.

domingo, 10 de abril de 2011

Crises, recessões...

Os americanos artolas brincam tanto com o dinheiro que até desgraçam a sua própria economia.

Depois para equilibrar as coisas soltam os mastins - Fitch, Moody's e Standard & Poor's - ao Euro.
Como não conseguiram acabar com o Euro em bloco decidiram atacar os países membros um a um.

Não dão nada nas vistas...

Qualquer coisa que aconteça nos Estados Unidos põe o mundo todo em polvorosa.
Por estas e por outras é que não devemos ter tanto os olhos postos nos Estados Unidos sob pena de transformarmos os problemas deles nos nossos.

domingo, 3 de abril de 2011

Mapas online

A melhor colecção de mapas online é provavelmente a da Universidade do Texas.

Deixo aqui alguns mapas para referência pois são sempre úteis:

África (documento pdf, 2011)

América Central e Caraíbas (documento pdf, 2010)

América do Norte (documento pdf, 2011)

América do Sul (documento pdf, 2010)

Antárctida (documento pdf, 2009)

Árctico (documento pdf, 2009)

Ásia (documento pdf, 2010)

Europa (documento pdf, 2010)

Mapa Mundo (documento pdf, 2011)

Médio Oriente (documento pdf, 2011)

Oceânia (documento pdf, 2009)

Oceânia

A extensão funesta dos danos causados pelos acidentes nas centrais nucleares japonesas vai-se espalhando, imprevisível, por todos e por todo o lado. Verte já no Oceano Pacífico.

Há gente que, alienada por propaganda anti-Estados Unidos, não acredita que o Homem pisou a Lua em 1969. Dizem que foi tudo montado num estúdio.

Eu, em brincadeira e numa postura análoga à da situação mencionada acima, costumo pensar para mim mesmo que lugares destes não existem e que só acreditarei se um dia lá for, sentir a água nas mãos e nos pés, estiver embrulhado no clima Pacífico meridional e inspirar daquele meio a fragrância própria que não sei qual é.

Estes são os 14 países soberanos da Oceânia organizados por sub-regiões:


Austrália

Nova Zelândia

Papua Nova Guiné


Fiji

Ilhas Salomão

Vanuatu


Estados Federados da Micronésia

Ilhas Marshall

Kiribati

Nauru

Palau


Samoa

Tonga

Tuvalu

terça-feira, 29 de março de 2011

domingo, 27 de março de 2011

O factor Português

Bom... infelizmente discutir quem foi o melhor colonizador do ponto de vista humano não leva a lado nenhum. Pode medir-se a prosperidade económica mas não se pode medir o humanismo de um sujeito.

Há exemplos irrefutáveis de atrocidades praticadas pela Bélgica no Estado "Livre" do Congo e pela Alemanha, na Namíbia, com o genocídio de dois povos.

Em mais de 850 anos de existência de Portugal não tenho conhecimento de nenhuma atrocidade planeada e sistemática alguma vez praticada por portugueses. O que sei foi que aconteceram casos esporádicos de violência incomum em circunstâncias anormais (os mais recentes durante a Guerra do Ultramar e pelas duas partes beligerantes).

Não contesto que, em comparação com Portugal, outros países colonizadores tenham sido (e ainda são) conhecidos pela sua prosperidade material. Mas nunca Portugal guerreou pela legitimidade da escravatura, nem nunca praticou um Apartheid em lado algum sob o seu domínio.

Eu diria até que a História portuguesa comparada com os exemplos dados acima é impoluta.

Portugal teve parte no tráfico negreiro, teve o Estatuto do Indígena e a assimilação de nativos. Todos esses factos foram frutos da época. Mesmo assim, enquanto Portugal tinha uma assimilação, outros países tinham a segregação como lei.

Qualquer estudo envolve muito trabalho, mas neste em particular chamo a atenção que seria importante e mais revelador da dimensão do assunto em si estabelecer comparações entre Portugal e outras potências colonizadoras.

Haverá correcções a fazer nos manuais escolares, mas o exposto acima é por demais conhecido por qualquer historiador e mesmo sem se poder "medir" o humanismo só muita má vontade não deixa ver a cordialidade que no geral separa Portugal de outros países.

Seria interessante conhecer os manuais escolares do Reino Unido, da Holanda, da Bélgica ou da Alemanha.

sábado, 26 de março de 2011

É o cúmulo da ironia

Tão preocupados com Portugal que eles estão...

Para começar o BRIC não existe. Não tem consistência. É o que se denomina "gigante com pés de barro", um triturador de direitos humanos individuais. São invenções fetichistas de quem sonha e tem pesadelos com dinheiro, além de ter jogado muito Monopólio na juventude a ponto de não se aperceber que não pode fazer o mesmo com o mundo real.

Não sei quem escreveu esse exercício de chico-espertismo, mas só pode ter sido algum adolescente embirrante ou alguma trupe de bobos da corte do Reino.

Eu sugeria a anexação de um punho à cara de quem escreveu tal confabulação, mas além de não ser bem visto "corrigir" menores dessa maneira o anacrónico Reino Unido já está anexado aos Estados Unidos há muito tempo.

Têm de sair de debaixo das saias da Rainha senão vão andar sempre ressabiados.

Trabalhem com a Forbes. Duas cabeças pensam melhor do que uma. Pode ser que assim saia alguma coisa de jeito.

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