segunda-feira, 31 de agosto de 2009

Politicamente: Esquerda ou Direita?

Centro.

Miss Universo

Há a possibilidade de que algumas concorrentes a Miss Universo tenham sofrido operações plásticas. Não desencorajo tais concursos, mas espero que não se esteja a premiar a melhor cirurgia estética em vez da mulher mais bela do mundo... Seria bom ver uma bela lusitana entre as eleitas do mundo. Por isso é que faço este apontamento acerca do que devia ser o coração do concurso - a beleza nata.

domingo, 30 de agosto de 2009

Emigrantes portugueses

Embora não conheça o sentimento de um emigrante, pois nunca fui um, verto as minhas impressões do fenómeno.

Guardo viçosamente a liberdade de cada um de viajar ilimitadamente, mas emigrar não deixa de ser um gesto menos nobre para com a terra natal. Certas conversas de emigrantes soam a algo do tipo: "Gosto muito de Portugal, mas longe". Se é para fazer sacrifícios, porque não fazê-los em e por Portugal?

Por exemplo a questão da "fuga de cérebros". Em relação a certos casos quase que se pode dizer que os "cérebros em fuga" são uma espécie de mercenários. Porem os seus conhecimentos ao serviço de quem dá mais.

Se o país de origem não oferece oportunidades, há que envolver-se civicamente. Mudar o país. Melhorá-lo. Isto, partindo do princípio que se ama a terra natal.

quarta-feira, 26 de agosto de 2009

Acerca da morte e de adversidades da vida

Não é sensação de tristeza que fica, mesmo quando se percorre sozinho muitas manhãs frias e se passa muitas noites solitárias. É nostalgia, por se ter passado por tudo isso e um dia tudo acabar.

segunda-feira, 24 de agosto de 2009

Islão

Vou ser comedido nas palavras e não censurar como deve ser censurado um regime que afecta, pelo menos na prática, a mais elementar dignidade humana.

Não posso dizer se o Islão é a pior religião que existe, mas vista a intolerância e a exaltação patentes, no mínimo, parece ser a religião mais atreita a fanatismos e más interpretações. Não me desagrada o Islão em particular, e só desejo que todas as gentes muçulmanas de bem encontrem na Terra o paraíso que anseiam. Mas avaliam-se as pessoas e as ideologias pelas suas acções e consequências, e não pelo que pretendem ser, e o Islão apresenta-se demasiado instável e não unânime em certas vertentes entre quem o pratica.

A conclusão é muito simples. O Islão, com as suas características, só gera os males que aparentemente tanto quer evitar. É conhecido que a moderação tem melhores resultados. Haja vontade e coragem de mudar. Urgente.

quinta-feira, 20 de agosto de 2009

Igreja Católica

Já fui temente a Deus, mas não sou mais. Digo isto apenas para que os leitores saibam o contexto do qual partem as seguintes palavras.

Posso considerar-me culturalmente católico, não religiosamente. Tenho alguma afeição pelo catolicismo porque, de acordo com a minha experiência pessoal (nasci em 1980), a Igreja Católica sempre se me apresentou moderada e não intrometida. Conheço minimamente a história da Igreja Católica e sei que não foi sempre assim. E mesmo actualmente, um pouco por todo o lado, vão por vezes tendo lugar acontecimentos anormais, o que lastimo profundamente. Não obstante, a metáfora que posso fazer daquilo que a Igreja foi para mim é a de um pai e uma mãe que deram tudo ao seu filho sem esperarem receber nada em troca. Por isto, acho uma indignidade alguns ataques gratuitos à Igreja que surgem um pouco por todo o lado, que não são mais do que uma espécie de rebeldia infantil e noutros casos verdadeiras demonstrações de espírito de porco. Só me apraz dizer que quando a Igreja Católica tem defeitos, outras religiões ou denominações cristãs têm o dobro ou o triplo dos defeitos.

Não pretendo com estas constatações criar divisões com quem quer que seja, mas posso pretender que todos os juízos sejam sérios e honestos na avaliação das coisas.

terça-feira, 11 de agosto de 2009

Monarquia

Não há muito a dizer sobre monarquia. É apenas algo completamente inaceitável que já deveria ter sido ultrapassado há muito tempo.

Vai desde logo contra o Artigo 1.º da Declaração Universal dos Direitos do Homem, que declara a igualdade em liberdade e em direitos de todos os seres humanos. Seria algo justificável no passado, no quadro da evolução humana. Mas com a consciência dos direitos humanos já deveria estar completamente abandonada. Acho muito estranho e lamentável certos países como o Reino Unido, a Suécia, a Holanda e outros bastiões da cultura ocidental e do desenvolvimento viverem, nesse aspecto, em tal nível de atraso de hierarquia social. É um sinal de que essas sociedades ainda têm evolução a fazer e de que nada é perfeito. Em bom rigor esses países não podem falar de igualdade entre os Homens e viverem o oposto. É incoerência.

Todos os Homens nascem iguais.

quarta-feira, 8 de julho de 2009

Crime

O crime em geral ― a desconsideração total pelo próximo ― é um assunto que me toca bastante pessoalmente. Digo isto após cruzar a minha apreciação do fenómeno com a minha introspecção. Muitas vezes me apetece fazer coisas que prefiro não descrever, e não é por isso que descarrego ao ensejo do capricho. Este assunto aflige-me porque tenho uma perspectiva talvez surreal do que pode ser o crime.

Existe certamente um sub-mundo marginal em pleno funcionamento todos os dias onde indivíduos de espírito meliante fazem praticamente tudo o que querem, controlam e vigiam quem querem e acham que podem fazer tudo sem punição nem arrependimento. E então, eu creio que o crime só não domina completamente a sociedade porque cada meliante tem a sua própria causa para transgredir. Se colocarmos um cenário onde haja uma convergência entre diferentes tipos de vontades criminosas numa só causa, que não seja somente assaltos a bancos ou contrabandos, por exemplo, mas sim o objectivo de perverter as normas da sociedade, imperará um dia a lei do sem carácter. É uma hipótese remota porque na escolha pelo crime certamente tem grande peso um ego desregulado, partindo de uma estrutura mental grandemente egoísta. Daí que uma associação ou organização a essa escala possa ser pouco provável. Não obstante a probabilidade, este tipo de mal só tem que ser extirpado da sociedade. Soluções, precisam-se.

Este é um completo sentimento de impotência porque naturalmente a grande maioria da população não quer problemas com nada nem com ninguém, ficando a sensação de que resta apenas rezar para nunca nos cruzarmos com tal tipo de gente. É caso para dizer que; eles andam aí.

sábado, 6 de junho de 2009

A cor de Portugal

Por vezes pode surgir a ideia de mudar a bandeira de Portugal. Muitos não se importavam de voltar à bandeira azul-e-branca da monarquia constitucional, o que é uma hipótese bastante redutora. A haver nova bandeira deverá ser uma inédita, e não uma restauração. A favor da verde-e-vermelha, no meu ver, joga o facto de ser a nossa bandeira desde 1911 e de ter atravessado connosco momentos bastante difíceis do século XX como por exemplo a Primeira Guerra Mundial e a Guerra do Ultramar. Por isso não desejo que seja para breve uma mudança da actual bandeira, mas se Portugal existir durante mais 900 anos, eventualmente surgirão razões para mudar a bandeira durante esse período de tempo.

A propósito deste assunto gostaria de fazer uma espécie de inquérito a quem passar por este blogue e indagar acerca da cor favorita de cada um, e consequentemente a cor que mais gostariam de ver na Bandeira Nacional. Uma pessoa pode preferir uma cor mas não a preferir para uma bandeira, no entanto, e sendo uma bandeira muito mais do que simples preferência cromática, a preferência por esta ou aquela cor estará ligada ao sentimento de cada um. Peço então a quem quiser partilhar a sua cor favorita que, por favor, a escreva na secção dos comentários. Eu digo que qualquer bandeira de Portugal terá sempre de ter a cor verde. O verde é uma cor forte, com presença, não tão agressiva como o vermelho nem tão branda como o azul, na minha opinião. Dito isto, espero que apreciem esta pequena proposta e participem.

quinta-feira, 30 de abril de 2009

Tourada

Bom, tourada é crime. É um crime de facto que não é de jure (ainda). Maus tratos a animais é crime. Não é preciso ser-se jurista, filósofo ou de outras especialidades de grande entendimento para reconhecer e aceitar isso. Mas é preciso um pouco de sensibilidade, eventualmente algum espírito de sacrifício e auto-sinceridade (isto, não só em relação a touradas mas em relação aos animais em geral).

Um dos argumentos que por vezes se ouvem contra os abolicionistas de touradas é que estes deviam também preocupar-se com outros animais que não aparecem na televisão. Argumento vazio e sem objectivo claro. É claro que qualquer activista de direitos dos animais se preocupa com um vasto leque de casos de abuso e selvageria em animais. Mas pelo menos duas razões para não dar tréguas à tourada me ocorrem. A tourada é um caso de gravidade exemplar na medida em que, ao contrário de lutas de cães e de galos (outros exemplos de diversão saloia) que ocorrem na clandestinidade, a tourada existe com a complacência de autoridades estatais. E depois, mesmo que haja alguém a defender a causa pelo politicamente correcto, tal eventualidade não é mais grave do que dessangrar um animal e dizer que aquilo não é o que é. Finalizando, e mesmo porque não há muito a dizer sobre tal assunto, é mais que óbvio que a tourada tem os dias contados. Um dia escreverei neste blogue uma mensagem de júbilo pelo fim de uma vergonha descarada.

terça-feira, 14 de abril de 2009

Brasil/Portugal

À parte do acordo ortográfico, ouço falar muitas vezes que a língua portuguesa deve unificar-se o mais possível. Pois bem, não posso estar mais de acordo. Agora, o que eu vejo é que Portugal sem muito esforço, e mesmo talvez inconscientemente, faz e sempre fez a sua parte na ambientação dos portugueses ao Brasil com novelas e música brasileira. No Brasil o impensável acontece. Programas, filmes e séries portugueses são dobrados ou legendados. Parece ser uma grande dificuldade de compreensão que talvez possa ser resolvida com uma pequena dose de boa vontade. Esse talvez seja um bom ponto em que o governo brasileiro possa pegar para promover uma mais estreita aproximação cultural do Brasil a Portugal.

segunda-feira, 13 de abril de 2009

Galécia

Foi na Internet que tomei conhecimento de certas correntes de pensamento que idealizam uma Galécia à semelhança da de antigamente. Portugal é pequeno, mas sempre pensei que fosse unido. Foi com grande tristeza que constatei que para alguns as coisas não são bem assim. Até concordo com uma regionalização do país, mas penso que a Região Norte deve compreender que não é mais nem menos que qualquer outra região de Portugal. Escreve alguém do Centro de Portugal que não nasceu nem nunca viveu em Lisboa (o bicho papão de alguns do Norte). Lamento se as minhas palavras atingem a grande maioria nortenha que não tem sequer conhecimento de tais ideias, mas infelizmente "basta uma gota de veneno para comprometer um balde inteiro" (excerto de uma frase de Mahatma Gandhi). Admiro-me como é que alguém, em nome não sei bem de quê, pode querer dissociar-se de algo grandioso que ajudou a construir e querer resgatar ou celebrar quase do nada uma espécie de história alternativa. Abomino o conceito de Galécia sobre o de Portugal tal como o conhecemos. Realmente há gente para tudo...

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