Tenho de concordar com o Agostinho da Silva quando disse que o amor ao próximo sempre foi a causa de muitas desgraças, que se deve apenas amar a liberdade de cada um.
Provavelmente o maior bem que nos pode ser feito é aquele que pudermos fazer por nós próprios, sabendo que é velada a nossa liberdade.
Isto leva-me a pensar que a suprema dádiva da Humanidade talvez não seja o amor, mas a liberdade.
Ou talvez não seja uma distinção entre amor e liberdade, mas a explicação definitiva do que é amor.
Pensarei mais nisto daqui para a frente.
segunda-feira, 21 de dezembro de 2009
domingo, 20 de dezembro de 2009
Eu não estou triste
Eu não estou triste
Estou feliz de amor,
Que amar dói
Mas compraz.
Causa-me isto,
Uma confidência feminina
E o beijo da aurora
A paixão do passado
E a esperança do futuro.
Estou feliz de amor,
Que amar dói
Mas compraz.
Causa-me isto,
Uma confidência feminina
E o beijo da aurora
A paixão do passado
E a esperança do futuro.
As solas dos teus pés
Não me mostres as solas dos teus pés,
que são de uma nudez desarmante.
Afogo-me na tentação
de ter-te na palma da minha mão.
Conhecer-te-ia assim,
à volta e através.
Mas guarda para ti
as solas dos teus pés.
que são de uma nudez desarmante.
Afogo-me na tentação
de ter-te na palma da minha mão.
Conhecer-te-ia assim,
à volta e através.
Mas guarda para ti
as solas dos teus pés.
quinta-feira, 17 de dezembro de 2009
Sismo
Forte sismo sentido em Portugal.
Tenho quase 30 anos e este foi o maior sismo que alguma vez senti. A casa parecia de borracha.
Tenho quase 30 anos e este foi o maior sismo que alguma vez senti. A casa parecia de borracha.
domingo, 6 de dezembro de 2009
A questão muçulmana
Discriminação contra muçulmanos na Europa.
Não sei até que ponto os muçulmanos europeus, natos ou integrados, são moderados. Sei que convém não esquecer que o Ocidente e o Islão dialogam a partir de um plano diferente de entendimento. O islão duro arroga-se adequado a todos os aspectos da sociedade e das interacções humanas. Por isso não sei até que ponto não seria um perigo para a ordem social que conhecemos se não houvesse alguma resistência ao Maometismo por parte do Ocidente.
São inegáveis as patifarias quotidianas (discriminação do sexo feminino, notoriamente) que essa ideologia impõe nos países de maioria muçulmana. Espero que nunca ninguém peça a alguém para aceitar crimes. Eu não admito tal regime.
Não sei até que ponto os muçulmanos europeus, natos ou integrados, são moderados. Sei que convém não esquecer que o Ocidente e o Islão dialogam a partir de um plano diferente de entendimento. O islão duro arroga-se adequado a todos os aspectos da sociedade e das interacções humanas. Por isso não sei até que ponto não seria um perigo para a ordem social que conhecemos se não houvesse alguma resistência ao Maometismo por parte do Ocidente.
São inegáveis as patifarias quotidianas (discriminação do sexo feminino, notoriamente) que essa ideologia impõe nos países de maioria muçulmana. Espero que nunca ninguém peça a alguém para aceitar crimes. Eu não admito tal regime.
sábado, 5 de dezembro de 2009
Playboy de Dezembro
Homenagem a Ricardo Araújo Pereira faz capa da Playboy.
Não é o fim do mundo. Mas também não parece muito apropriado. É que tal capa contorna completamente a razão de ser da revista. Nem sei, até, se não poderá ser considerada uma espécie de quebra de compromisso com o leitor. Capa original ou não, personalidade meritória ou não, não é bem uma coisa destas que se espera da revista Playboy. Creio que a essência da publicação foi aqui beliscada. Penso que se pode dizer que, no que toca à profunda natureza da revista, esta capa é uma nulidade.
Não é o fim do mundo. Mas também não parece muito apropriado. É que tal capa contorna completamente a razão de ser da revista. Nem sei, até, se não poderá ser considerada uma espécie de quebra de compromisso com o leitor. Capa original ou não, personalidade meritória ou não, não é bem uma coisa destas que se espera da revista Playboy. Creio que a essência da publicação foi aqui beliscada. Penso que se pode dizer que, no que toca à profunda natureza da revista, esta capa é uma nulidade.
quinta-feira, 3 de dezembro de 2009
Legendagem/dobragem
Dobragens em Portugal.
Os trabalhos de dobragem em Portugal são dos melhores que se fazem no mundo. Porém devem ficar limitados ao sector da animação e pouco mais, por razões que apontarei mais abaixo.
Em relação a animação tenho óptimas recordações de algumas séries dobradas que ficarão comigo até ao fim. Vozes em contextos de aventuras que ficaram no meu imaginário (também do tempo em que os desenhos animados se aproveitavam, mas isso é outra história, fica para outra altura). Houve muitas séries, mas dou só o exemplo das Fábulas da Floresta Verde.
Aproveito para agradecer aqui a todo o trabalho que esteve por trás da dobragem das séries de animação que tão boas recordações me deixaram. Foram parte da boa infância que tive. Alguns envolvidos nesses trabalhos já faleceram (Canto e Castro, Pedro Pinheiro...). Um bem-haja a todos.
Portanto, é importante continuar o nobre trabalho de dobragem para as crianças, aliado a séries de qualidade. Certamente que isso será uma feliz referência de infância para adultos no amanhã.
No entanto (é aqui que entra uma das vantagens das legendas) também havia outras séries infantis legendadas (talvez para crianças um pouco mais velhas), como os Transformers em que, pelo menos para mim, foram importantes em termos de aprendizagem, já que foi aí que aprendi a pronúncia e o significado das minhas primeiras palavras em inglês.
Em tudo o resto (filmes, séries, etc.) não se justifica dobragens e até considero desaconselhável. Com legendagem parece-me que o aspecto cultural (e a qualidade da obra original) de determinado programa estrangeiro passa com mais facilidade para o espectador, potencializando familiarização entre diferentes culturas. Não quero armar-me em sociólogo ou psicólogo (nem estou perto disso), mas creio até que possa ser, de certo modo, preventivo do surgimento de xenofobia e de outros complexos em relação ao que é de fora da sociedade de cada um. Facilita também a aprendizagem de línguas. Até estrangeiros de visita a Portugal dizem isso. É logo uma diferença que notam. Para mim, dobragens só potenciam isolamento, pelo menos em relação ao exterior. Isso é artificializar completamente a coisa. Se todos os outros países dobram e só nós é que legendamos, só há a dizer que, pelo menos neste caso, todos estão errados e nós é que estamos certos. Em Espanha, por exemplo, até filmes para adultos dobram. Se isso não é caricato, não sei o que seja.
Por tudo isto, não acho que se deva passar do sistema geral de legendagem para dobragem. Acho que o nosso sistema de tratamento de programas estrangeiros está óptimo. Que nunca caiamos no erro de dobrar tudo e mais alguma coisa. Não se mude uma coisa que está bem.
Os trabalhos de dobragem em Portugal são dos melhores que se fazem no mundo. Porém devem ficar limitados ao sector da animação e pouco mais, por razões que apontarei mais abaixo.
Em relação a animação tenho óptimas recordações de algumas séries dobradas que ficarão comigo até ao fim. Vozes em contextos de aventuras que ficaram no meu imaginário (também do tempo em que os desenhos animados se aproveitavam, mas isso é outra história, fica para outra altura). Houve muitas séries, mas dou só o exemplo das Fábulas da Floresta Verde.
Aproveito para agradecer aqui a todo o trabalho que esteve por trás da dobragem das séries de animação que tão boas recordações me deixaram. Foram parte da boa infância que tive. Alguns envolvidos nesses trabalhos já faleceram (Canto e Castro, Pedro Pinheiro...). Um bem-haja a todos.
Portanto, é importante continuar o nobre trabalho de dobragem para as crianças, aliado a séries de qualidade. Certamente que isso será uma feliz referência de infância para adultos no amanhã.
No entanto (é aqui que entra uma das vantagens das legendas) também havia outras séries infantis legendadas (talvez para crianças um pouco mais velhas), como os Transformers em que, pelo menos para mim, foram importantes em termos de aprendizagem, já que foi aí que aprendi a pronúncia e o significado das minhas primeiras palavras em inglês.
Em tudo o resto (filmes, séries, etc.) não se justifica dobragens e até considero desaconselhável. Com legendagem parece-me que o aspecto cultural (e a qualidade da obra original) de determinado programa estrangeiro passa com mais facilidade para o espectador, potencializando familiarização entre diferentes culturas. Não quero armar-me em sociólogo ou psicólogo (nem estou perto disso), mas creio até que possa ser, de certo modo, preventivo do surgimento de xenofobia e de outros complexos em relação ao que é de fora da sociedade de cada um. Facilita também a aprendizagem de línguas. Até estrangeiros de visita a Portugal dizem isso. É logo uma diferença que notam. Para mim, dobragens só potenciam isolamento, pelo menos em relação ao exterior. Isso é artificializar completamente a coisa. Se todos os outros países dobram e só nós é que legendamos, só há a dizer que, pelo menos neste caso, todos estão errados e nós é que estamos certos. Em Espanha, por exemplo, até filmes para adultos dobram. Se isso não é caricato, não sei o que seja.
Por tudo isto, não acho que se deva passar do sistema geral de legendagem para dobragem. Acho que o nosso sistema de tratamento de programas estrangeiros está óptimo. Que nunca caiamos no erro de dobrar tudo e mais alguma coisa. Não se mude uma coisa que está bem.
terça-feira, 1 de dezembro de 2009
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