Mesmo entre escombros
Há um tecto de sonhos
Mesmo sem abrigo
Há, estranho, um amigo
Ofereço-te uma estrela
Para iluminar esse sorriso
Fecha-a na tua mão
E pensa no paraíso
quinta-feira, 19 de agosto de 2010
Ao sabor do medo
Estou preso num sítio onde o futuro não conta.
Só o silêncio puro e estúpido arremeda mitigação deste naufrágio de mim.
Porque o afectar não é linear.
Só o silêncio puro e estúpido arremeda mitigação deste naufrágio de mim.
Porque o afectar não é linear.
quarta-feira, 18 de agosto de 2010
Tenho dito
Não sei se será no nosso tempo, mas acontecerá.
A relação proibicionista no que concerne às drogas é ainda uma herança de um passado de preconceitos, de propaganda tipo "bicho de sete cabeças" e de imposição de comportamentos que apenas têm o efeito contrário.
A acontecer a legalização das drogas duras, não pode ser só num país. Não adiantará nada. Não poderá haver campo em lado algum onde se possa fazer negócio com a droga. Terá de ser uma acção concertada mundialmente. Uma articulação ao nível das Nações Unidas ou algo que o valha.
Vai ter de se lutar contra várias frentes durante muito tempo. Vai ter de se lutar contra culturas, contra gente honesta mas fanaticamente inflexível em relação a substâncias estupefacientes, contra lobbies corruptos de bastidores políticos, governamentais, institucionais, etc., contra grupos armados de toda a espécie de finalidade criminal e de cuja ilegalidade das drogas depende grandemente o financiamento das suas actividades, e por aí fora...
Não legalizar as drogas, para quem apoia esse cenário, e contando apenas com os proibicionistas sérios, pode parecer um caso de falta de visão. Mas não. Lamento mas, pelo menos nessa área, receio que seja falta de aptidão e inteligência.
A relação proibicionista no que concerne às drogas é ainda uma herança de um passado de preconceitos, de propaganda tipo "bicho de sete cabeças" e de imposição de comportamentos que apenas têm o efeito contrário.
A acontecer a legalização das drogas duras, não pode ser só num país. Não adiantará nada. Não poderá haver campo em lado algum onde se possa fazer negócio com a droga. Terá de ser uma acção concertada mundialmente. Uma articulação ao nível das Nações Unidas ou algo que o valha.
Vai ter de se lutar contra várias frentes durante muito tempo. Vai ter de se lutar contra culturas, contra gente honesta mas fanaticamente inflexível em relação a substâncias estupefacientes, contra lobbies corruptos de bastidores políticos, governamentais, institucionais, etc., contra grupos armados de toda a espécie de finalidade criminal e de cuja ilegalidade das drogas depende grandemente o financiamento das suas actividades, e por aí fora...
Não legalizar as drogas, para quem apoia esse cenário, e contando apenas com os proibicionistas sérios, pode parecer um caso de falta de visão. Mas não. Lamento mas, pelo menos nessa área, receio que seja falta de aptidão e inteligência.
quinta-feira, 12 de agosto de 2010
Acontece no séc. XXI
Bom. Eu nem sei por onde começar.
No Circo Islâmico do Irão existe a pena de morte nas suas formas mais sujas. E condenam à morte os seus cidadãos por "crimes" como adultério (condenável, no máximo, moralmente), homossexualidade e se calhar até por ouvirem música Ocidental.
Está na corda bamba (certamente entre muitas outras) uma iraniana condenada à pena de morte por lapidação pelo "crime" de adultério. Num caso pouco transparente (como é apanágio por aquelas bandas) o deficiente regime decidiu mudar a acusação para cumplicidade no homicídio do marido.
De notar que a acusada já tinha recebido um castigo de chibatadas.
Li nas notícias que aquele regime transmitiu uma suposta confissão da acusada a admitir o crime. A notícia descreve que nessa confissão aparece uma mulher vestida de preto da cabeça aos pés, com um pouco da cara descoberta e distorcida, a incriminar-se e a "denunciar" propaganda dos media ocidentais em relação ao seu caso.
Se não tivesse encontrado a tal "confissão" não teria escrito este post.
Mas é verdade, e aqui está um vídeo com excertos do ridículo.
Isto é uma cuspidela na cara do bom senso.
Pelo que eu vejo naquele vídeo até pode ser o próprio Ahmadinejad ali sentado a murmurar.
Agora, três notas finais, tentando trazer alguma normalidade a este caso:
1º Tortura é um método logicamente inválido. Uma pessoa sob tortura pode confessar tudo e mais alguma coisa.
2º Eu não sou investigador criminal, mas penso que uma confissão tem um valor algo relativo, a menos que haja corpos e o criminoso leve os investigadores até ao sítio onde estão, por exemplo.
Penso que, num crime, o importante é o que se consegue provar. Um suposto criminoso até pode dizer que assaltou um banco e que escondeu o dinheiro na Lua. Cabe aos investigadores apurar os factos.
3º Resta saber o que ganham aqueles arlequins ao tratar as mulheres (e não só) tão mal.
No Circo Islâmico do Irão existe a pena de morte nas suas formas mais sujas. E condenam à morte os seus cidadãos por "crimes" como adultério (condenável, no máximo, moralmente), homossexualidade e se calhar até por ouvirem música Ocidental.
Está na corda bamba (certamente entre muitas outras) uma iraniana condenada à pena de morte por lapidação pelo "crime" de adultério. Num caso pouco transparente (como é apanágio por aquelas bandas) o deficiente regime decidiu mudar a acusação para cumplicidade no homicídio do marido.
De notar que a acusada já tinha recebido um castigo de chibatadas.
Li nas notícias que aquele regime transmitiu uma suposta confissão da acusada a admitir o crime. A notícia descreve que nessa confissão aparece uma mulher vestida de preto da cabeça aos pés, com um pouco da cara descoberta e distorcida, a incriminar-se e a "denunciar" propaganda dos media ocidentais em relação ao seu caso.
Se não tivesse encontrado a tal "confissão" não teria escrito este post.
Mas é verdade, e aqui está um vídeo com excertos do ridículo.
Isto é uma cuspidela na cara do bom senso.
Pelo que eu vejo naquele vídeo até pode ser o próprio Ahmadinejad ali sentado a murmurar.
Agora, três notas finais, tentando trazer alguma normalidade a este caso:
1º Tortura é um método logicamente inválido. Uma pessoa sob tortura pode confessar tudo e mais alguma coisa.
2º Eu não sou investigador criminal, mas penso que uma confissão tem um valor algo relativo, a menos que haja corpos e o criminoso leve os investigadores até ao sítio onde estão, por exemplo.
Penso que, num crime, o importante é o que se consegue provar. Um suposto criminoso até pode dizer que assaltou um banco e que escondeu o dinheiro na Lua. Cabe aos investigadores apurar os factos.
3º Resta saber o que ganham aqueles arlequins ao tratar as mulheres (e não só) tão mal.
segunda-feira, 9 de agosto de 2010
O momento de cada um
A música disco não está propriamente bem classificada na minha escala de preferências musicais.
Mas quando me deparo com algo bem feito (não só na música, mas em qualquer actividade) é com prazer que elogio a unicidade com que me brindam.
Assim acontece nesta actuação dos Boney M., durante a canção Daddy Cool (uma canção de 1976).
Veja-se a actuação do elemento masculino do grupo.
No que quer que seja dá gosto ver os melhores em acção.
Mas quando me deparo com algo bem feito (não só na música, mas em qualquer actividade) é com prazer que elogio a unicidade com que me brindam.
Assim acontece nesta actuação dos Boney M., durante a canção Daddy Cool (uma canção de 1976).
Veja-se a actuação do elemento masculino do grupo.
No que quer que seja dá gosto ver os melhores em acção.
Sete Maravilhas Naturais de Portugal
Elaboraram uma lista de maravilhas naturais sem uma verdadeira força da Natureza - a Joana Teles.
domingo, 8 de agosto de 2010
Faces do crime
Passando levemente pelo assunto da grande criminalidade pode pensar-se que terroristas islâmicos e traficantes de droga sul-americanos são todos a mesma coisa - criminosos. Mas talvez essa palavra seja a única coisa que os une.
Escolhi estes dois "grupos" porque a comparação destes é o melhor exemplo de antagonismo criminal.
Claro que os motivos de desprezo à lei que cada indivíduo ou bando têm são tão únicos quanto as impressões digitais de cada um.
Mas penso que há pelo menos uma grande divisão que se pode fazer.
A divisão entre a crença religiosa fanática e a sensação de ausência de santidade, chamemos-lhe assim.
Vejamos o Médio Oriente e a América Latina.
No Médio Oriente mata-se porque se acredita. Na América Latina mata-se porque não se acredita.
No Médio Oriente mata-se por uma suposta certeza de que se está certo. Na América Latina mata-se pela completa ruína de valores. Já não se acredita em nada.
Isto não quer dizer que os terroristas islâmicos são incorruptíveis. Toda a gente sabe que financiam as suas lutas com toda a espécie de ilicitudes, como supremo exemplo de hipocrisia.
Mas quem é que vai perder tempo a vergastar uma rapariga (como já se viu os talibãs fazerem) por razões que não dão nada a ganhar a ninguém (por adultério e outras acusações anormais).
Tem que haver uma forte componente ideológica neste caso.
Nos dois casos, o resultado é o crime. Mas o caminho é diferente.
É como costumo dizer. Os opostos tocam-se.
Devo dizer que não estou a associar regiões geográficas a crimes. Quando digo Médio Oriente estou a falar do terrorismo no Iraque e na Palestina, e quando digo América Latina estou a falar das guerras entre traficantes de droga no México e nas favelas do Brasil.
Escolhi estes dois "grupos" porque a comparação destes é o melhor exemplo de antagonismo criminal.
Claro que os motivos de desprezo à lei que cada indivíduo ou bando têm são tão únicos quanto as impressões digitais de cada um.
Mas penso que há pelo menos uma grande divisão que se pode fazer.
A divisão entre a crença religiosa fanática e a sensação de ausência de santidade, chamemos-lhe assim.
Vejamos o Médio Oriente e a América Latina.
No Médio Oriente mata-se porque se acredita. Na América Latina mata-se porque não se acredita.
No Médio Oriente mata-se por uma suposta certeza de que se está certo. Na América Latina mata-se pela completa ruína de valores. Já não se acredita em nada.
Isto não quer dizer que os terroristas islâmicos são incorruptíveis. Toda a gente sabe que financiam as suas lutas com toda a espécie de ilicitudes, como supremo exemplo de hipocrisia.
Mas quem é que vai perder tempo a vergastar uma rapariga (como já se viu os talibãs fazerem) por razões que não dão nada a ganhar a ninguém (por adultério e outras acusações anormais).
Tem que haver uma forte componente ideológica neste caso.
Nos dois casos, o resultado é o crime. Mas o caminho é diferente.
É como costumo dizer. Os opostos tocam-se.
Devo dizer que não estou a associar regiões geográficas a crimes. Quando digo Médio Oriente estou a falar do terrorismo no Iraque e na Palestina, e quando digo América Latina estou a falar das guerras entre traficantes de droga no México e nas favelas do Brasil.
sábado, 7 de agosto de 2010
Simplificação da Bandeira Nacional
Sem querer afrontar de maneira alguma a bandeira sob a qual nasci e sob a qual não me importarei de morrer, e apenas como um mero entusiasta de vexilologia, avanço aqui com um símbolo que nada mais é que uma possível simplificação da actual Bandeira Portuguesa.
.png)
Descrição da bandeira:
Campo de proporção 2:3 partido de verde escuro e vermelho. Dois quintos de verde à tralha e três quintos de vermelho ao batente. Cores da pátria republicana e portuguesa.
As cores da matriz portuguesa em estrela azul escura de cinco pontas e fímbria branca, centradas sobre o encontro das cores base, evocam a insigne História de Portugal. Sinal de bom augúrio, a estrela pode ser também uma referência à bandeira da União Europeia, entidade supranacional da qual Portugal é membro pleno.
Observações:
Acerca da actual bandeira portuguesa, creio que não há necessidade de tanto pormenor arduamente reproduzível e de difícil memorização.
Penso que é exagerado carregar o pano com os minúsculos castelos, escudo, escudetes, besantes e a explícita esfera armilar.
Não será unânime, mas sou da opinião que uma bandeira com um desenho simples tem muito mais força.
Nesta secção do site da Associação Vexilológica Norte-Americana ensinam cinco princípios básicos que se deve ter em conta quando se pretende criar uma bandeira.
Para mim, um exemplo de uma bandeira eficaz. E outra, à minha vista, menos apropriada como bandeira.
Muito elaborados podem ser os brasões, não as bandeiras.
A composição que figura actualmente na bandeira de Portugal continuará a existir com alguns elementos extra como Brasão de Armas Nacional.
Relacionado:
Regionalização/Propostas de bandeiras para as regiões de Portugal
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Descrição da bandeira:
Campo de proporção 2:3 partido de verde escuro e vermelho. Dois quintos de verde à tralha e três quintos de vermelho ao batente. Cores da pátria republicana e portuguesa.
As cores da matriz portuguesa em estrela azul escura de cinco pontas e fímbria branca, centradas sobre o encontro das cores base, evocam a insigne História de Portugal. Sinal de bom augúrio, a estrela pode ser também uma referência à bandeira da União Europeia, entidade supranacional da qual Portugal é membro pleno.
Observações:
Acerca da actual bandeira portuguesa, creio que não há necessidade de tanto pormenor arduamente reproduzível e de difícil memorização.
Penso que é exagerado carregar o pano com os minúsculos castelos, escudo, escudetes, besantes e a explícita esfera armilar.
Não será unânime, mas sou da opinião que uma bandeira com um desenho simples tem muito mais força.
Nesta secção do site da Associação Vexilológica Norte-Americana ensinam cinco princípios básicos que se deve ter em conta quando se pretende criar uma bandeira.
Para mim, um exemplo de uma bandeira eficaz. E outra, à minha vista, menos apropriada como bandeira.
Muito elaborados podem ser os brasões, não as bandeiras.
A composição que figura actualmente na bandeira de Portugal continuará a existir com alguns elementos extra como Brasão de Armas Nacional.
Relacionado:
Regionalização/Propostas de bandeiras para as regiões de Portugal
quarta-feira, 4 de agosto de 2010
Acabar com as touradas
Não há muitos políticos que dêem a cara para tratar desse assunto moribundo tão caro para algumas elites limitadas e selvagens.
Realmente a meta é erradicar nacionalmente essa estupidez. Já vai mais que tarde.
Realmente a meta é erradicar nacionalmente essa estupidez. Já vai mais que tarde.
Legalização das drogas
Um dia o mundo chega lá.
O mal é que, enquanto chega e não chega, vai morrendo gente.
O mal é que, enquanto chega e não chega, vai morrendo gente.
segunda-feira, 2 de agosto de 2010
Já não sei
Não sei se me quero perder
ou se me quero encontrar
Seguir a viver
ou parar de desejar
Não sei se quero acordar no azul do céu
ou adormecer no glauco leito do mar
Ser um desolado ilhéu
ou fechar os olhos e sonhar
ou se me quero encontrar
Seguir a viver
ou parar de desejar
Não sei se quero acordar no azul do céu
ou adormecer no glauco leito do mar
Ser um desolado ilhéu
ou fechar os olhos e sonhar
Escolaridade
Também chumbei durante o meu percurso escolar. E em relação a esse tema (que está na ordem do dia) há uma coisa em que reparei. Nos muitos anos que andei na escola tive colegas mais velhos, mais novos e da mesma idade que eu, e nunca vi ninguém que chumbasse por dificuldades de aprendizagem. Vi foi gente que chumbava por puro desinteresse, por faltas, etc. E eram pessoas inteligentes, que se se virassem para o estudo passavam os anos lectivos com uma perna às costas.
Por isso, parece-me que a questão do (in)sucesso escolar está apenas na adaptação ao sistema. Uns conseguem trabalhar no sistema, outros não.
Obviamente que há alunos com reais dificuldades de aprendizagem, mas acredito que é uma pequena percentagem.
Por isso, parece-me que a questão do (in)sucesso escolar está apenas na adaptação ao sistema. Uns conseguem trabalhar no sistema, outros não.
Obviamente que há alunos com reais dificuldades de aprendizagem, mas acredito que é uma pequena percentagem.
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