Não é a primeira vez que leio pela Internet este tipo de malvadezas paranóicas, nomeadamente nas secções de comentários de jornais online.
Mas neste caso é grave porque sai da boca de um chefe de Estado. É uma irresponsabilidade, um desprezo pelas vítimas do acontecimento, uma baixeza e uma leviandade gratuita sem precedentes. E é este homem que quer que lhe confiem energia nuclear. De acordo com o perfil que o caracteriza que credibilidade tem essa pessoa para negociar o que quer que seja?
É do conhecimento geral que não é a primeira vez que esta personagem larga atoardas que (é caso para dizer) não lembram ao Diabo.
Dois dos melhores exemplos do carácter da criatura em questão foram o dizer que no Irão não existem homossexuais e que durante a Segunda Guerra Mundial nunca existiu o Holocausto.
Se no Irão não existem homossexuais é o único sítio no mundo onde não existem. É, portanto, um caso de estudo.
Quanto ao Holocausto, se não existiu, falta explicar que imagens surreais são aquelas de esqueletos andantes e doentes, enlameados e mortos ao monte entre um sem fim de outras perversidades.
Não é preciso atacar o Irão. Basta deixar o seu presidente continuar a confabular em fóruns públicos que, com o tempo, o país irá abaixo e ressurgirá com um governo mais próximo da realidade.
sexta-feira, 24 de setembro de 2010
quinta-feira, 16 de setembro de 2010
Deportações de ciganos
A situação é realmente complicada, mas a solução arranjada pela França mais parece a solução que um país do Terceiro Mundo arranjaria.
Paciente
É acordar e lavar a cara
Com a angústia de ontem
É o passado ser presente
E o presente ser pungente
É passar o dia
Atrás das grades da alma
Sonhar acordado
E adormecer numa almofada vazia
Com a angústia de ontem
É o passado ser presente
E o presente ser pungente
É passar o dia
Atrás das grades da alma
Sonhar acordado
E adormecer numa almofada vazia
Perigo crescente
Até a oprimida espalhar a cor do seu cabelo na luz da Arábia
Da Pérsia, da Palestina, do Cáucaso, da África do Norte
E de toda a nesga de terra assombrada pelo demónio verde
Seja o ocidental, condoído, um forte
Até a aflita ter a livre consciência de uma pomba alva
E ouvir do vento que está salva
Não pode o cavalheiro as costas virar
E a donzela horrores passar
Enquanto o Islão não tiver mirrado
No deserto queimado
E não desaparecer a Sharia
Do martirizado por essa porcaria
Deve a Ocidental intolerância
Limitar a fanática ignorância
Enquanto a Mulher não vir o seu rosto
Reflectido nos lagos e nos céus
E não provar dos oásis
O néctar da dignidade
Cabe ao Homem recto
Não hesitar e repelir o abjecto
Extirpado o Mal
É os cegos recuperar
E com eles amigar
Ligação externa:
Distribuição geográfica do Islão.
Da Pérsia, da Palestina, do Cáucaso, da África do Norte
E de toda a nesga de terra assombrada pelo demónio verde
Seja o ocidental, condoído, um forte
Até a aflita ter a livre consciência de uma pomba alva
E ouvir do vento que está salva
Não pode o cavalheiro as costas virar
E a donzela horrores passar
Enquanto o Islão não tiver mirrado
No deserto queimado
E não desaparecer a Sharia
Do martirizado por essa porcaria
Deve a Ocidental intolerância
Limitar a fanática ignorância
Enquanto a Mulher não vir o seu rosto
Reflectido nos lagos e nos céus
E não provar dos oásis
O néctar da dignidade
Cabe ao Homem recto
Não hesitar e repelir o abjecto
Extirpado o Mal
É os cegos recuperar
E com eles amigar
Ligação externa:
Distribuição geográfica do Islão.
terça-feira, 14 de setembro de 2010
Perdido me acho
Nunca me perdi no verde de uma floresta tropical
Nem em nenhuma ilha de águas turquesa
Não fechei os olhos num pantanal
Nem do Árctico senti qualquer aspereza
Nunca estive perto do fim no Sahara
E não me esqueci da minha cara
Não me perdi durante séculos no mar
Nem, morto, alguém me foi encontrar
Perdi-me, sim, no meu desejo
Que é um labirinto
Cuja saída eu não vejo
Nem em nenhuma ilha de águas turquesa
Não fechei os olhos num pantanal
Nem do Árctico senti qualquer aspereza
Nunca estive perto do fim no Sahara
E não me esqueci da minha cara
Não me perdi durante séculos no mar
Nem, morto, alguém me foi encontrar
Perdi-me, sim, no meu desejo
Que é um labirinto
Cuja saída eu não vejo
sábado, 11 de setembro de 2010
Dezembro/2009 - Setembro/2010
Este ano não foste o mesmo, Agosto
Só me aqueceste o desgosto
E me lembraste que perdemos
Até o pouco que temos
Recordo também Janeiro
Estava a chover
E chovia tristeza
O som era inumano
Era como se não houvesse telhado
E as portas estivessem abertas
Água da devassidão
Tudo ensopou de desolação
Só me aqueceste o desgosto
E me lembraste que perdemos
Até o pouco que temos
Recordo também Janeiro
Estava a chover
E chovia tristeza
O som era inumano
Era como se não houvesse telhado
E as portas estivessem abertas
Água da devassidão
Tudo ensopou de desolação
Esmeralda
No horizonte raia o sol quando sorris
E em mim
A vontade de escrever coisas bonitas
Que só por seres me ditas
És o fresco amanhecer de mais um dia
Que me sombreia de alegria
A ti vão dar todas as veredas
Pelo aroma de quando chegas
E em mim
A vontade de escrever coisas bonitas
Que só por seres me ditas
És o fresco amanhecer de mais um dia
Que me sombreia de alegria
A ti vão dar todas as veredas
Pelo aroma de quando chegas
quarta-feira, 8 de setembro de 2010
Liberdade religiosa
Um dia os doutos legisladores, iluminados arautos da liberdade de (in)consciência religiosa, aperceber-se-ão de que não podem (ou não devem...) garantir numa Constituição algo tão vago como "liberdade religiosa e de culto" independentemente dos contornos do culto ou da infinidade de cultos que possam surgir.
Petição do Moita Flores
Essa petição, como todos os argumentos pró-touradas, é tão incompatível com a realidade que se aparta a si mesma de qualquer razão.
Se bem percebi, no ver do Moita Flores e de outros aficionados como ele, a tourada representa o confronto do Homem com a sua própria mortalidade (na figura do touro).
É um papel e tanto para um touro, somente uma entre várias criaturas do vasto Reino Animal.
"Fera negra", apelidou-o Moita Flores.
A tourada é triste e sofrível, mas acho que é impossível ler essa petição sem rir às gargalhadas. Além destas tiradas, não há mais nada de substancial naquele texto.
Não sei se o Moita Flores escreve comédia. Também não sei se por ser presidente da Câmara Municipal de Santarém está a querer agradar ao eleitorado daquela zona onde, porventura, haverá mais tolerância a touradas.
Eu também saio da realidade com muita facilidade, mas sei distinguir objectividade de subjectividade. Quanto mais exaltação cruel de coexistência serena.
Se bem percebi, no ver do Moita Flores e de outros aficionados como ele, a tourada representa o confronto do Homem com a sua própria mortalidade (na figura do touro).
É um papel e tanto para um touro, somente uma entre várias criaturas do vasto Reino Animal.
"Fera negra", apelidou-o Moita Flores.
A tourada é triste e sofrível, mas acho que é impossível ler essa petição sem rir às gargalhadas. Além destas tiradas, não há mais nada de substancial naquele texto.
Não sei se o Moita Flores escreve comédia. Também não sei se por ser presidente da Câmara Municipal de Santarém está a querer agradar ao eleitorado daquela zona onde, porventura, haverá mais tolerância a touradas.
Eu também saio da realidade com muita facilidade, mas sei distinguir objectividade de subjectividade. Quanto mais exaltação cruel de coexistência serena.
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